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Dilma é reprovada por 65,8% dos munícipes da região

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Primeiro mês do segundo governo da petista sofre
resistência de três a cada cinco moradores da região


Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/02/2015 | 07:00


O Grande ABC continua resistente ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo nova rodada de levantamentos do DGABC Pesquisas, a pedido do Diário, 65,8% dos moradores da região reprovam o primeiro mês do segundo mandato da petista à frente da Nação. São 47,3% de munícipes que acreditam ser péssima a gestão do PT e outros 18,5% que veem a administração atual ruim. Na prática, de cada cinco entrevistados, três condenam Dilma.

O índice é 25,4 pontos percentuais maior do que o registrado na pesquisa anterior, do dia 24 de outubro, na reta final do segundo turno da eleição presidencial, vencida por Dilma, mas com menor margem de vantagem da história política do País desde a redemocratização, em 1985.

Nas sete cidades, só 17,4% aprovam o primeiro mês do novo governo Dilma – sendo apenas 3,2% que consideram ótimo o trabalho dela. Outros 16,2% enxergam como regular o método do PT à frente do Executivo nacional. No estudo de outubro, o índice de aprovação era de 28% e de regular, 23,8%.

Os números acompanham o desempenho eleitoral que Dilma registrou no Grande ABC em outubro de 2014. No segundo turno, a petista só ficou à frente do senador Aécio Neves (PSDB) em Diadema (53,85% contra 46,15%) e Rio Grande da Serra (50,62% a 49,38%). Em âmbito regional, a derrota foi por 58,05% a 41,92% para Aécio.

O primeiro mês do segundo mandato de Dilma foi marcado por anúncios de medidas de austeridade fiscal, revisão de direitos trabalhistas e atrito com alas à esquerda de seu partido, o PT. A senadora paulista Marta Suplicy (PT), que até o fim do ano passado era ministra da Cultura, criticou publicamente a condução da política econômica da antiga chefe, dizendo que “a vaca engasgou de tanto tossir”, reproduzindo discurso adotado por Dilma, na campanha, de que jamais iria alterar conquistas da lei de trabalho – “não mexo em direitos trabalhistas nem que a vaca tussa” virou frase recorrente.

Entre as mudanças mais polêmicas estão regras mais rígidas para o seguro-desemprego, redução de benefícios de quem requerer pensão pelo INSS e o veto à correção da tabela do IR (Imposto de Renda).

POR CIDADE

Historicamente avessa ao PT, São Caetano é o município da região mais crítico à gestão de Dilma Rousseff. Ela foi reprovada por 71,7% dos entrevistados são-caetanenses. Somente 12,2% elogiaram o primeiro mês do novo mandato.

O melhor índice de aprovação foi registrado em Rio Grande da Serra, onde o prefeito tucano Gabriel Maranhão saiu às ruas para pedir voto para Dilma. São 21,4% dos eleitores que creditam como ótimo ou bom os 30 dias iniciais de segunda gestão. Outros 54,8% veem o trabalho dela como ruim ou péssimo.

Em todas as cidades os dados de reprovação são altos: Santo André (69,7% contra 14,2% de aprovação), São Bernardo (65,3% contra 18,8%), Diadema (60% contra 21,1%), Mauá (67,8 contra 15,5%) e Ribeirão Pires (66,8% contra 14%).

Na avaliação do governo federal, o DGABC Pesquisas ouviu 2.800 munícipes. A margem de erro geral é de 1,9 ponto percentual. 



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Dilma é reprovada por 65,8% dos munícipes da região

Primeiro mês do segundo governo da petista sofre
resistência de três a cada cinco moradores da região

Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC

02/02/2015 | 07:00


O Grande ABC continua resistente ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Segundo nova rodada de levantamentos do DGABC Pesquisas, a pedido do Diário, 65,8% dos moradores da região reprovam o primeiro mês do segundo mandato da petista à frente da Nação. São 47,3% de munícipes que acreditam ser péssima a gestão do PT e outros 18,5% que veem a administração atual ruim. Na prática, de cada cinco entrevistados, três condenam Dilma.

O índice é 25,4 pontos percentuais maior do que o registrado na pesquisa anterior, do dia 24 de outubro, na reta final do segundo turno da eleição presidencial, vencida por Dilma, mas com menor margem de vantagem da história política do País desde a redemocratização, em 1985.

Nas sete cidades, só 17,4% aprovam o primeiro mês do novo governo Dilma – sendo apenas 3,2% que consideram ótimo o trabalho dela. Outros 16,2% enxergam como regular o método do PT à frente do Executivo nacional. No estudo de outubro, o índice de aprovação era de 28% e de regular, 23,8%.

Os números acompanham o desempenho eleitoral que Dilma registrou no Grande ABC em outubro de 2014. No segundo turno, a petista só ficou à frente do senador Aécio Neves (PSDB) em Diadema (53,85% contra 46,15%) e Rio Grande da Serra (50,62% a 49,38%). Em âmbito regional, a derrota foi por 58,05% a 41,92% para Aécio.

O primeiro mês do segundo mandato de Dilma foi marcado por anúncios de medidas de austeridade fiscal, revisão de direitos trabalhistas e atrito com alas à esquerda de seu partido, o PT. A senadora paulista Marta Suplicy (PT), que até o fim do ano passado era ministra da Cultura, criticou publicamente a condução da política econômica da antiga chefe, dizendo que “a vaca engasgou de tanto tossir”, reproduzindo discurso adotado por Dilma, na campanha, de que jamais iria alterar conquistas da lei de trabalho – “não mexo em direitos trabalhistas nem que a vaca tussa” virou frase recorrente.

Entre as mudanças mais polêmicas estão regras mais rígidas para o seguro-desemprego, redução de benefícios de quem requerer pensão pelo INSS e o veto à correção da tabela do IR (Imposto de Renda).

POR CIDADE

Historicamente avessa ao PT, São Caetano é o município da região mais crítico à gestão de Dilma Rousseff. Ela foi reprovada por 71,7% dos entrevistados são-caetanenses. Somente 12,2% elogiaram o primeiro mês do novo mandato.

O melhor índice de aprovação foi registrado em Rio Grande da Serra, onde o prefeito tucano Gabriel Maranhão saiu às ruas para pedir voto para Dilma. São 21,4% dos eleitores que creditam como ótimo ou bom os 30 dias iniciais de segunda gestão. Outros 54,8% veem o trabalho dela como ruim ou péssimo.

Em todas as cidades os dados de reprovação são altos: Santo André (69,7% contra 14,2% de aprovação), São Bernardo (65,3% contra 18,8%), Diadema (60% contra 21,1%), Mauá (67,8 contra 15,5%) e Ribeirão Pires (66,8% contra 14%).

Na avaliação do governo federal, o DGABC Pesquisas ouviu 2.800 munícipes. A margem de erro geral é de 1,9 ponto percentual. 

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