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São Caetano e São Paulo discutem reconstrução de ponte


Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC

05/07/2004 | 22:09


A novela da ponte que caiu há 21 meses entre a avenida Guido Aliberti e a rua dos Barbinos, divisa entre São Caetano e São Paulo, ganha mais um capítulo. Desta vez, uma reunião prevista para ocorrer na quinta-feira pela manhã na Prefeitura de São Caetano deve definir o imbróglio de reconstrução do pontilhão, que passa sobre o ribeirão dos Meninos. A obra custará R$ 990 mil e será dividida entre as duas prefeituras e o Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), ligado à Secretaria Estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento.

A dúvida, no entanto, é quem irá tocar o processo de licitação e execução da obra. Pelo convênio inicial estabelecido entre as três partes, a incumbência seria de São Caetano. Porém, em maio último, houve alteração a pedido do prefeito Luiz Tortorello para que o Estado assumisse a responsabilidade, uma vez que o governo está construindo o primeiro piscinão da cidade na mesma área. A Prefeitura de São Paulo não aceitou a alteração nem assinou o convênio.

Sem a ponte, a única alternativa é uma passarela de pedestres montada pela Prefeitura de São Paulo. “A passarela era provisória, mas está lá quase há dois anos. Por sinal, a despesa mensal, entre R$ 6 mil a R$ 7 mil, ficou por nossa conta”, afirmou Ricardo Rezende, chefe de gabinete da Siurb (Secretaria Municipal de Infra-Estrutura Urbana).

Quanto ao impasse, Rezende disse que a lei aprovada na Câmara prevê o repasse de recursos para São Caetano. “Caso a obra seja executada pelo Daee, teremos de fazer um novo projeto de lei e encaminhá-lo para o Legislativo. Ou seja, haverá um trâmite burocrático que demandará mais tempo. Sem falar que existem outros projetos na frente para serem votados por 55 vereadores”, afirmou o chefe de gabinete da Siurb. A administração petista foi a última a aprovar, no dia 30 de outubro de 2003, a lei que autorizava a celebração do convênio. São Caetano aprovou em agosto.

O diretor de Obras da Prefeitura de São Caetano, Julio Marcucci Sobrinho, não entende dessa forma. “A lei aprovada permite que o convênio seja aditado, sempre que assim determinar o interesse público. Para São Paulo, também nada muda”, afirmou. Nesta segunda, ele encaminhou dois ofícios, via fax, para representantes dos dois governos, agendando uma reunião.

“Estaremos presentes. É assunto prioritário”, afirmou o superintendente do Daee, Ricardo Daruiz Borsari. “Para nós, é absolutamente indiferente quem vai executar as obras. O importante é que os recursos estão assegurados”, afirmou.



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