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Celebração em Sto.André lembra vítimas da Kiss

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Cerimônia foi a pedido da família de um dos mortos da tragédia, Rafael Carvalho


Juliana Bontorim
Do Diário do Grande ABC

26/01/2015 | 07:00


Emoção, revolta e aplausos marcaram a missa realizada na igreja São Judas Tadeu, no bairro Campestre, em Santo André, em homenagem às 242 vítimas do incêndio ocorrido na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em janeiro de 2013. A cerimônia foi pedido da família de um dos mortos na tragédia, o andreense Rafael Carvalho, que completaria 34 anos ontem.

Os pais da vítima, Fátima e Paulo, juntamente ao filho Daniel, estiveram presentes. A mãe preferiu a reunião dominical para lembrar o nascimento de Rafael. “Vim várias vezes com o Rafa aqui. Gosto de ouvir sobre justiça. Conforta e alivia o coração”. Daniel não conteve as lágrimas ao lembrar-se do irmão caçula. “Queria só pensar no aniversário dele, mas é difícil deixar de lado o que aconteceu.”

Os envolvidos na tragédia lutam na Justiça para que algo seja feito. Dois anos se passaram, mas ninguém foi punido. “Não desistiremos. Estamos seguindo exemplo do caso da República de Cromañón, em Buenos Aires, situação semelhante. Quase dez anos depois e agora eles estão tendo retorno”, diz Paulo.

O padre Odelardo Lourenço Pinto Júnior conduziu os trabalhos da manhã de ontem. Além das palavras litúrgicas, o religioso chamou o núcleo de jovens da paróquia para subir ao altar e pediu para que eles distribuíssem fotos com o rosto dos mortos na madrugada do dia 27. Após isso, a oração foi feita com os cartazes em mãos. “Hoje pensamos nas famílias por este terrível fato e pedimos misericórdia para Deus”, exclamou.

Entre os amigos presentes, um em especial chama atenção. O engenheiro Edson Figueiredo foi à celebração uniformizado com a camisa do São Paulo e segurava uma criança com menos de dois anos no colo. O pequeno, que também já é torcedor do clube da Capital, foi batizado com o nome do homenageado do dia e dado a Paulo e Fátima para apadrinhamento. “Sou o pai são-paulino. Eu conheci o Rafael por meio do meu filho quando eles estavam na faculdade de Administração. Tornamo-nos muito próximos. Ainda hoje quando vamos ao estádio, tentamos deixar um local vazio em nome dele”, conta Figueiredo. As fotos ficarão durante essa semana à frente do Santíssimo, na paróquia onde visitantes poderão vê-las.

NA MEMÓRIA

Era madrugada em 27 de janeiro de 2013 quando vários celulares começaram a tocar desesperadamente entre os mortos do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria. Eram os pais em busca de informação e de esperança. Muitos receberam a pior notícia: “seu filho está morto”. Outros ainda tiveram de aguardar o processo de reconhecimento, pois os corpos estavam em cinzas. A maioria dos jovens morreu por asfixia e mais de 630 ficaram feridos. Até hoje, a saúde dos envolvidos é comprometida devido à inalação da fumaça.

Entre as pessoas que respondem por homicídio doloso, estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann. O grupo musical envolvido na tragédia, Gurizada Fandangueira, também tem acusados.

 



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Celebração em Sto.André lembra vítimas da Kiss

Cerimônia foi a pedido da família de um dos mortos da tragédia, Rafael Carvalho

Juliana Bontorim
Do Diário do Grande ABC

26/01/2015 | 07:00


Emoção, revolta e aplausos marcaram a missa realizada na igreja São Judas Tadeu, no bairro Campestre, em Santo André, em homenagem às 242 vítimas do incêndio ocorrido na Boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em janeiro de 2013. A cerimônia foi pedido da família de um dos mortos na tragédia, o andreense Rafael Carvalho, que completaria 34 anos ontem.

Os pais da vítima, Fátima e Paulo, juntamente ao filho Daniel, estiveram presentes. A mãe preferiu a reunião dominical para lembrar o nascimento de Rafael. “Vim várias vezes com o Rafa aqui. Gosto de ouvir sobre justiça. Conforta e alivia o coração”. Daniel não conteve as lágrimas ao lembrar-se do irmão caçula. “Queria só pensar no aniversário dele, mas é difícil deixar de lado o que aconteceu.”

Os envolvidos na tragédia lutam na Justiça para que algo seja feito. Dois anos se passaram, mas ninguém foi punido. “Não desistiremos. Estamos seguindo exemplo do caso da República de Cromañón, em Buenos Aires, situação semelhante. Quase dez anos depois e agora eles estão tendo retorno”, diz Paulo.

O padre Odelardo Lourenço Pinto Júnior conduziu os trabalhos da manhã de ontem. Além das palavras litúrgicas, o religioso chamou o núcleo de jovens da paróquia para subir ao altar e pediu para que eles distribuíssem fotos com o rosto dos mortos na madrugada do dia 27. Após isso, a oração foi feita com os cartazes em mãos. “Hoje pensamos nas famílias por este terrível fato e pedimos misericórdia para Deus”, exclamou.

Entre os amigos presentes, um em especial chama atenção. O engenheiro Edson Figueiredo foi à celebração uniformizado com a camisa do São Paulo e segurava uma criança com menos de dois anos no colo. O pequeno, que também já é torcedor do clube da Capital, foi batizado com o nome do homenageado do dia e dado a Paulo e Fátima para apadrinhamento. “Sou o pai são-paulino. Eu conheci o Rafael por meio do meu filho quando eles estavam na faculdade de Administração. Tornamo-nos muito próximos. Ainda hoje quando vamos ao estádio, tentamos deixar um local vazio em nome dele”, conta Figueiredo. As fotos ficarão durante essa semana à frente do Santíssimo, na paróquia onde visitantes poderão vê-las.

NA MEMÓRIA

Era madrugada em 27 de janeiro de 2013 quando vários celulares começaram a tocar desesperadamente entre os mortos do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria. Eram os pais em busca de informação e de esperança. Muitos receberam a pior notícia: “seu filho está morto”. Outros ainda tiveram de aguardar o processo de reconhecimento, pois os corpos estavam em cinzas. A maioria dos jovens morreu por asfixia e mais de 630 ficaram feridos. Até hoje, a saúde dos envolvidos é comprometida devido à inalação da fumaça.

Entre as pessoas que respondem por homicídio doloso, estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr (Kiko) e Mauro Hoffmann. O grupo musical envolvido na tragédia, Gurizada Fandangueira, também tem acusados.

 

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