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Chove mais nas sete
cidades que na Billings

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Acumulado chega a 1.836,52 mm nas sete cidades,
mas na represa não chega em 181,4 mm no período


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

26/01/2015 | 07:00


Enquanto os pluviômetros da Defesa Civil das sete cidades da região registraram, nos primeiros 23 dias do ano, 1.836,52 milímetros de chuva, apenas 181,4 milímetros caíram no Sistema Rio Grande, braço da Represa Billings que produz 5.000 litros de água por segundo e abastece 1,2 milhão de pessoas em Diadema, São Bernardo e parte de Santo André. Esta é a principal fonte de produção do recurso na região. Com isso, 1.655 milímetros de água caíram em áreas urbanizadas e, portanto, foram literalmente para o ralo.

Embora até sexta-feira o Sistema Rio Grande fosse proporcionalmente o melhor dos mananciais em questão de volume armazenado – operando com 70,3% de sua capacidade –, a Represa Billings está na mira da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) como possível alternativa para a crise hídrica de São Paulo.

As chuvas na região do começo do ano até agora resultaram em diversos pontos de alagamento e dezenas de quedas de árvore. Mas, por que razão, com tanta água caindo do céu, a pluviometria acumulada do mês na Billings é bem menor que a registrada em todo o Grande ABC?

O problema, segundo o professor do Departamento de Recursos Hídricos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Antônio Carlos Zuffo, está na própria precipitação. “As chuvas de São Paulo são chamadas de convectivas, ou seja, acontecem todo fim de tarde porque a temperatura está muito quente, a massa de ar se expande, sobe, leva umidade e aí começa a convecção. A chuva é de grande intensidade, pouca duração e a área de abrangência é muito pequena”, explica. “Podem existir vários pontos na Grande São Paulo que têm precipitação, mas é localizada. Ela vai causar enchente em lugares isolados e é menos frequente em áreas não urbanizadas, pois a temperatura é mais baixa e esse processo de convecção é menos frequente que na cidade”, completa.

De acordo com Zuffo, para encher os reservatórios, que tanto carecem de água, é necessário um outro tipo de chuva. “É a chamada frontal, que acontece quando vem a frente fria. Se começa a chover e logo depois a temperatura cai, essa é a precipitação frontal, que tem intensidade pequena a média, mas atinge grandes áreas, pode cair sobre a bacia inteira, pegar a metade do Estado ao mesmo tempo. Ela dura vários dias, então produz volume suficiente para aumentar o nível dos reservatórios.”

Das sete cidades, segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, São Bernardo é a que tem acumulo de chuva maior até o momento: 437,02 milímetros, seguida de Santo André, com 372,22 milímetros. Em seguida vem São Caetano, com 264,21; Diadema, com 252,27; Mauá, com 235,92; Rio Grande da Serra, com 138,84 e Ribeirão Pires com 136,04.



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Chove mais nas sete
cidades que na Billings

Acumulado chega a 1.836,52 mm nas sete cidades,
mas na represa não chega em 181,4 mm no período

Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

26/01/2015 | 07:00


Enquanto os pluviômetros da Defesa Civil das sete cidades da região registraram, nos primeiros 23 dias do ano, 1.836,52 milímetros de chuva, apenas 181,4 milímetros caíram no Sistema Rio Grande, braço da Represa Billings que produz 5.000 litros de água por segundo e abastece 1,2 milhão de pessoas em Diadema, São Bernardo e parte de Santo André. Esta é a principal fonte de produção do recurso na região. Com isso, 1.655 milímetros de água caíram em áreas urbanizadas e, portanto, foram literalmente para o ralo.

Embora até sexta-feira o Sistema Rio Grande fosse proporcionalmente o melhor dos mananciais em questão de volume armazenado – operando com 70,3% de sua capacidade –, a Represa Billings está na mira da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) como possível alternativa para a crise hídrica de São Paulo.

As chuvas na região do começo do ano até agora resultaram em diversos pontos de alagamento e dezenas de quedas de árvore. Mas, por que razão, com tanta água caindo do céu, a pluviometria acumulada do mês na Billings é bem menor que a registrada em todo o Grande ABC?

O problema, segundo o professor do Departamento de Recursos Hídricos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Antônio Carlos Zuffo, está na própria precipitação. “As chuvas de São Paulo são chamadas de convectivas, ou seja, acontecem todo fim de tarde porque a temperatura está muito quente, a massa de ar se expande, sobe, leva umidade e aí começa a convecção. A chuva é de grande intensidade, pouca duração e a área de abrangência é muito pequena”, explica. “Podem existir vários pontos na Grande São Paulo que têm precipitação, mas é localizada. Ela vai causar enchente em lugares isolados e é menos frequente em áreas não urbanizadas, pois a temperatura é mais baixa e esse processo de convecção é menos frequente que na cidade”, completa.

De acordo com Zuffo, para encher os reservatórios, que tanto carecem de água, é necessário um outro tipo de chuva. “É a chamada frontal, que acontece quando vem a frente fria. Se começa a chover e logo depois a temperatura cai, essa é a precipitação frontal, que tem intensidade pequena a média, mas atinge grandes áreas, pode cair sobre a bacia inteira, pegar a metade do Estado ao mesmo tempo. Ela dura vários dias, então produz volume suficiente para aumentar o nível dos reservatórios.”

Das sete cidades, segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, São Bernardo é a que tem acumulo de chuva maior até o momento: 437,02 milímetros, seguida de Santo André, com 372,22 milímetros. Em seguida vem São Caetano, com 264,21; Diadema, com 252,27; Mauá, com 235,92; Rio Grande da Serra, com 138,84 e Ribeirão Pires com 136,04.

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