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Corintiano agredido por palmeirenses é enterrado


Eduardo Merli
Do Diário do Grande ABC

13/04/2002 | 00:06


O corintiano Wagner Augusto da Silva, de apenas 20 anos, foi enterrado nesta sexta-feira no cemitério da Vila Cachoeirinha, zona norte da capital. Ele morreu quinta-feira em decorrência de um espancamento sofrido no clássico Palmeiras e Corinthians.

A agressão aconteceu na Marginal Pinheiros, próximo ao acesso à Ponte do Morumbi. Segundo testemunhas, um ônibus da Gaviões da Fiel, na qual Silva se encontrava, cruzou com outro da torcida Mancha Alviverde, do Palmeiras. Em maior número, os palmeirenses levaram vantagem no confronto. No meio da confusão, Wagner teria ficado no chão, já com o rosto desfigurado. Levado ao Hospital São Paulo, o torcedor corintiano ficou internado na UTI durante quatro dias. Porém, devido a um traumatismo craniano, não resistiu.

De acordo com o depoimento os líderes das duas torcidas envolvidas e polícia, 16 ônibus partiram da quadra da Mancha Alviverde, escoltados pela Polícia Militar e três ônibus saíram da sede da Gaviões, estes sem escolta. O incidente teria ocorrido com os ônibus fretados de outras regiões da Grande São Paulo (Osasco, Guarulhos, ABC) e do Estado (Americana, Piracicaba e Baixada Santista). A polícia acredita que os ônibus envolvidos no confronto podem ter vindo de Guarulhos.

O major Marcos Marinho, comandante da PM, disse ter ficado surpreso com a violência entre as duas torcidas. "Os últimos jogos haviam sido calmos", disse Marinho. "Posso dizer que foi um fato isolado, mas vamos tomar todas as providências possíveis". A polícia encontrou os agressores de Wagner. Mas como nenhuma testemunha compareceu para prestar depoimento, os rapazes foram liberados.

Guerra – Apesar de já terem conversado muito após o incidente, dirigentes da Mancha Alviverde e da Gaviões da Fiel acreditam que a morte do torcedor Wagner estremecerá as relações entre as torcidas. "Eu ainda não sei a repercussão com o povão, mas admito que a situação é preocupante", disse o presidente da Gaviões, Marcelo Caetano, o Pantcho. O líder diz que vai conversar com muitos colegas para não tomar uma atitude precipitada. "Agora tem a cobrança da família do Wagner e de todos os associados, não é fácil".

Pantcho acredita que daqui para frente o que poderá predominar nos campos é uma paz desconfiada entre as torcidas, na melhor da hipóteses. "Não sei se há um clima para um novo pacto de paz". O presidente da Mancha, Paulo Serdan, prestou apoio a Gaviões no fato. Serdan disse que se sente como uma gota no oceano perante ao fato. "O que aconteceu foi muito grave. O nome da entidade fica sujo. É um prejuízo muito grande que temos somente a lamentar", afirmou.

A polícia teme o que pode acontecer nos próximos clássicos entre clubes paulistas. Para o Major Marinho, é preciso um aumento do efetivo policial nos jogos. "Precisamos também de juizados, com uma ação mais rápida na punição e aplicação da pena".



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