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Ovos de Páscoa vão ficar 10% mais caros

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fabricantes de chocolate dividem com o consumidor aumento no custo dos insumos


Daniel Macário
Especial para o Diário

21/01/2015 | 07:12


Comemorada neste ano no dia 5 de abril, a Páscoa será pouco mais salgada para os consumidores brasileiros. Segundo estimativas dos fabricantes do setor de chocolate, que participaram, ontem, do Salão de Páscoa, os tradicionais ovos, que vão chegar nas próximas semanas às prateleiras de supermercados e lojas, terão preços entre 4% e 10% maiores em relação a 2014.

O setor que sofreu no fim do ano passado com o impacto de alta de custos com embalagens e insumos, relata que o aumento repassado para o produto final ainda é bem abaixo dos custos à indústria. “Como a produção da Páscoa é iniciada em meados de maio do ano anterior, conseguimos gerar uma redução no aumento dos itens. Exemplo disso é que nosso principal produto (linha Dreams) teve aumento somente de 4%”, afirma a diretora de marketing da Cacau Show, Raquel Massagardi.

Segundo dados da Abicab (Associação Brasileira de Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), o setor irá manter neste ano a produção de 20,2 mil toneladas de chocolate (cerca de 100 milhões de ovos) que foram produzidos em 2014.

“Apesar de termos um indicativo que nos mostra queda de 2% no comparativo do ano passado com 2013 (no acumulado feito com dados até setembro) decidimos manter o patamar de produção para essa Páscoa. Entretanto, acredito que 2015 será um ano difícil para o segmento”, relata o presidente da associação, Getúlio Ursulino Netto. Em 2014, as vendas não foram de acordo com as apostas dos empresários, ao menos no Grande ABC. Após a Páscoa, as gôndolas dos mercados continuaram cheias de ovos, os preços não reduziram e dias depois os produtos foram recolhidos.

Por outro lado, as importações do setor cresceram 26,6% em 2014. No segmento premium, ou chocolaterias, a expansão está entre 10% e 15% nos últimos dois anos.

“O público brasileiro está em busca de novos produtos e segmentos. Só neste ano teremos aumento de 14% em nossa produção em relação à Páscoa passada”, revela a vice-presidente comercial, de marketing e expansão do Grupo CRM (Kopenhagen e Chocolates Brasil Cacau), Renata Vichi.

As grandes marcas do setor apresentaram, ontem, 150 lançamentos para a Páscoa. Dentre as novidades está o Sweet Treasure, da Kopenhagen, que pesa um quilo e contém pulseira de prata da joalheria dinamarquesa Pandora, com preço de R$ 420.

Ainda sem preços definidos, outras novidades no segmento adulto são: Oreo e Bis Morango (Lacta); Alfajor (Brasil Cacau); Pão de mel ao leite e licor (Munik). Às crianças destacam-se, Tortuguita (Arcor), com tartaruga de pelúcia, Pequeno Príncipe (Cacau Show), com raposa de pelúcia e Batom (Garoto), com uma colher exclusiva.


Cresce oferta de empregos temporários

As fabricantes do setor de chocolate aumentaram em 2015 o número de vagas temporárias para o período de Páscoa. O setor, que em 2014 contratou 24 mil colaboradores, deixou de lado as expectativas por um ano difícil e decidiu elevar a oferta de oportunidades em 9,43%, gerando um total de 26,5 mil novos postos de trabalho em todo País.

De acordo com o presidente da Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados), Getúlio Ursulino Netto, a expansão de oportunidades é uma alternativa para manter o otimismo com as vendas deste ano. “Grande parte das contratações foi feita no setor de vendas. A medida é uma forma de atender aos novos postos e de captar mais consumidores.”  



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