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Criança teria morrido na fila de espera de hospital


Do Diário OnLine

03/05/2001 | 12:30


Dezenas de pessoas ameaçaram invadir e depredar o Hospital Municipal de Atendimento Infantil Cândido Fontoura, no Parque da Móoca, na zona Leste de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira, em protesto pela demora de atendimento e pela morte da criança na fila de espera.

A manifestação começou por volta das 4h. O Grupo, formado por mães e outros familiares, está no hospital, localizado na rua Siqueira Bueno, 1.740, desde as 16h da quarta-feira, esperando por atendimento no pronto-socorro. As mães das crianças afirmaram que no interior do hospital havia três médicos de plantão, dois deles estariam dormindo.

Contradição - Em entrevista à Rádio CBN, Maria Cleunice, que estava no hospital acompanhando seu neto, afirmou que a criança morreu por falta de atendimento médico. “A mãe da criança estava no hospital desde as 21h. Ela foi pedir atendimento médico para a filha que estava com gripe, mas lhe deram uma senha e pediram para aguardar”, comentou.

“As mãos e os pés da criança estavam roxos e nós falamos para ela tentar novamente; pela segunda vez falaram para aguardar a senha. Quando a criança estava completamente roxa, com a cabeça caída para o lado, a mulher tentou pela terceira vez, mas também não deram atenção”.

Segundo Maria Cleunice, o atendimento só foi realizado quando as outras pessoas que também aguardavam na fila falaram que a criança estava morta. “Os médicos levaram a criança e colocaram em uma bomba de borracha. Depois voltaram falando que a menina estava morta”, afirmou.

O hospital, no entanto, nega a versão e diz que não houve negligência no atendimento a garota.

A diretora-substituta do hospital, Dra. Telma Atizani, afirmou que a criança deu entrada no pronto-socorro por volta das 22h de quarta-feira e apresentava vômito e tosse. A garota teria sido medicada e ficado em observação. Às 3h40 desta quinta a criança teve uma parada cardíaca e morreu. Segundo a médica, nesse período em que o estado de saúde da bebê se agravou, ela já estava na sala de emergência.

O corpo do bebê foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito, que vai determinar a causa da morte, mas não definiu quando será divulgado o resultado das análises.

Dra. Telma Atizani também negou que tenha acontecido o protesto em manifestação na porta do hospital durante a madrugada, em função desse caso.



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