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‘Vou rever todos contratos feitos pelo Sidão’, diz Paulo Bottura

Ari Paleta/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Eleito presidente da Câmara de São Caetano
afirmou que irá analisar trabalho do antecessor


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

19/01/2015 | 07:00


Eleito presidente da Câmara de São Caetano para o biênio de 2015-2016, Paulo Bottura (Pros) afirmou que irá rever contratos para reforma e segurança interna assinados “ao apagar das luzes” por seu antecessor, Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão da Padaria (PSB), gestão que ele disse “não ter atendido à expectativa” e com postura centralizadora, sem diálogo por parte do socialista. O parlamentar, que chegou ao posto pela articulação do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PTB), acredita que o apoio do petebista não irá atrapalhar. “Não foi só o Auricchio, foi um grupo que venceu.”

Em entrevista exclusiva ao Diário, Bottura admitiu que sua vitória foi fruto da ausência de articulação política do governo Paulo Pinheiro. “O Sallum (ex-secretário de Governo) é apolítico. O Moacir Guirão (ex-articulador) começou bem no início, mas teve problemas internos e sumiu. Veio o Antonio de Pádua Tortorello. Não tinha nenhuma autonomia. Não gerou nada, na verdade. Conversei umas três vezes com a Gica (filha de Pinheiro e ex-assessora especial). Com o Leandro (também filho do prefeito) nunca, embora tenha avisado que gostaria de conversar. Faltava um elo com o Legislativo. O prefeito tem vários afazeres, um monte de coisa para fazer. Hoje eu vejo que, de fato, o (Nilson) Bonome (secretário de Governo) é uma pessoa que vai fortalecer o governo. Pelo menos, o vereador tem condição de conversar”, pontuou Bottura, ao falar das falhas nas atuações de Sallum Kalil Neto, Moacir Guirão e Antonio de Pádua Tortorello.

Bottura também mostrou disposição em contribuir para que Pinheiro tenha governabilidade e faça uma composição com os 19 vereadores. “Somos todos governistas. Nunca se votou contra projetos do prefeito.”

Confira a entrevista completa:

Como será a relação com o Executivo depois da tumultuada eleição para a presidência da Câmara?
Particularmente, nunca fui pessoa voltada à oposição. Eu nasci governista politicamente falando e tenho boa relação com o Paulo Pinheiro, sempre tive. Não tenha dúvida de que também terei no futuro. Não vejo empecilho nesta condução da governabilidade do Paulo Pinheiro.

Como foi a primeira conversa com o secretário de Governo, Nilson Bonome? Acredita que terá condição de ampliar a base?
O prefeito sempre teve sustentabilidade forte na Câmara. Não tem um projeto que foi rejeitado. O que eu estou sentido é que depois da (eleição para a) presidência alguns obstáculos nasceram, emergiram. Fiquei muito contente com a indicação do Bonome, porque, de fato, vejo uma pessoa política na administração, que pode fundir as ideias.

É um avanço na articulação política? Qual a diferença do que vinha sendo feito?
Em principio, sempre disse que era difícil o diálogo com o governo. Não por ser oposição, nada disso. A dificuldade era achar com quem conversar no governo. Agora nós temos uma pessoa política, que tem um futuro político dentro da administração e não tenho dúvida que fará um bom trabalho. Não tinha articulação política. O Sallum (ex-secretário de Governo) é apolítico. O Moacir Guirão (ex-articulador) começou bem no início, mas teve problemas internos e sumiu. Veio o Antonio de Pádua Tortorello. Não tinha nenhuma autonomia. Não gerou nada, na verdade. Conversei umas três vezes com a Gica (filha de Pinheiro e ex-assessora especial). Com o Leandro (também filho do prefeito) nunca, embora tenha avisado que gostaria de conversar. Faltava elo com o Legislativo. O prefeito tem vários afazeres. Hoje eu vejo que, de fato, o Bonome é uma pessoa que vai fortalecer o governo. Pelo menos, o vereador tem condição de conversar. Jamais vou permitir que o bloco dos oito tenha privilégio. Todo governo tem de ter um interlocutor. Se não tiver, é ceifado, morre no espaço.

Pode haver composição nas comissões permanentes?
A viabilidade é séria, existe. Evidentemente que a gente nunca pode esquecer que o plenário é soberano. Embora comissões tenham peso político, nunca pode se subestimar o peso do plenário. Tenho compromisso com relação às comissões. Vou conversar com as pessoas com as quais me compromissei, tentar buscar com o governo o consenso. As comissões estão em aberto e podem ser dialogadas.

A conversa de união também passa por 2016, pelo projeto de reeleição do Paulo Pinheiro?
Vejo uma foto do prefeito com oito vereadores. Gostaria que ele fizesse uma foto com os 19. Busco essa essência. Ao longo do tempo não tinha uma pessoa com habilidade política para compor isso. Sempre aquela pontuação contrária, porque não dispunha de um homem político. Agora vai facilitar para mim como presidente e para os vereadores. Nunca serei oposicionista.

O grupo dos 11 nasceu da falta de articulação política?
Ele emergiu. Foi iminente, porque até então o candidato era o Chico Bento (PP), era o Pio Mielo (PT) até sexta-feira (antes da eleição interna). Eu disse: ‘Quer saber, eu sou candidato’. Nasceu no período quase de chegada, depois da conversa que tive com eles. Eu votei, em 2013, no Sidnei Bezerra da Silva (PSB), à pedido do Paulo Pinheiro.

Atendeu à expectativa?
Para mim, não. Faltou diálogo, faltaram reuniões e participação. O presidente está lá porque os vereadores o fizeram. Não está lá por definição própria.

O apoio e o trabalho do ex-prefeito Auricchio para te eleger presidente da Câmara podem pesar na conversa com o Paço?
Veja, claro que o Auricchio tinha interesse na eleição. É normal que um governo que perdeu a municipalidade tenha interesse em fazer um presidente diferente da vontade do prefeito. Mas se você analisar, sempre fui voltado ao governo e sempre defendi os interesses do Paulo Pinheiro, inclusive em plenário. O Auricchio não me elegeu. Mesmo porque, foram 11 votos. Ajudou, claro. Mas não foi a definição completa para minha vitória pela presidência. Não foi só ele, foi um grupo de pessoas. Esses vereadores não tinham com quem definir a situação política dentro do governo. O prefeito não conversou com ninguém. Minha candidatura emergiu em período muito curto e não foi pelo Auricchio, mas pela posição dos vereadores.

O sr. vai presidir a Câmara em um período turbulento. Muito se fala na disputa polarizada entre Paulo Pinheiro e Auricchio contaminando os trabalhos. Como pretende separar?
Paulo Pinheiro está em uma administração, tem só dois anos de casa. O Auricchio teve oito anos de governo. É um bom administrador. Vou avaliar futuramente esse aspecto. Não adianta agora falar quem é ou não candidato. Quem é candidato tem de se postar como candidato agora. Ou seja, não participar de nenhum grupo. Busque sua essência, seu caminho, seu grupo político. Política se faz com grupo e não sozinho, porque sozinho ninguém emerge, ninguém anda, ninguém sai do lugar.

Como pretende conduzir a votação das contas do último ano de gestão de Auricchio, que precisam ser apreciadas na Casa?
Penso que as contas não foram objeto da minha vitória para presidência. Não teve essa conversa comigo e não teria de maneira nenhuma. As contas que chegarem têm de ser analisadas friamente. Não se pode condenar sem análise criteriosa. O TCE (Tribunal de Contas do Estado) sempre pontua as contas. O Luiz Tortorello (morto em 2004) foi um prefeito cujo o TCE pontuou série de coisas. Mas depois se resolveu.

Deve haver pressão pelos dois lados, por aprovação e rejeição...
Governo não deve fazer pressão para reprovar. Quem é governo tem de silenciar e deixar as coisas correrem. É governo hoje e amanhã também terá contas analisadas. Não se deve jogar pedra quando se tem telhado de vidro.

O sr. herdou um contrato assinado para reforma da Câmara. Pretende dar andamento?
Herdei alguns contratos consolidados. Como a reforma que a ordem de serviço partiu do ex-presidente, da porta de vidro, das catracas. Herdei também 27 funcionários que chegaram dia 5 para acomodá-los. Mas aí, evidentemente, que não posso culpá-lo porque era um período eleitoral quando foi feito o concurso público. Vamos analisar. Mandei um ofício para o prefeito para que indique um engenheiro da Secretaria de Obras para análise do serviço a ser feito.

Então o sr. vai rever todos os contratos?
Sim. Se o engenheiro falar que não há necessidade de reforma, não tenha dúvida que serei o primeiro (a cancelar o acordo). Tem verba e ordem de serviço para empresa dados pelo ex-presidente da Casa.

O ex-presidente alegou que a reforma é exigência pelo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). A Casa está com o laudo em dia?
Está consolidando isso ainda. Vamos analisar principalmente o teto, as infiltrações que tiveram e algumas definições que o Corpo de Bombeiros exigiu. Não quero culpá-lo ainda.

Acha que foi prudente a assinatura deste contrato no término do mandato?
Particularmente, se eu fosse o presidente da Câmara, jamais assinaria um contrato ao apagar das luzes. Não foi bem, moralmente não ficou legal. Poderia ter feito antes e não no fim do mandato.

Essa atitude resume o mandato dele, destacando que os vereadores sempre reclamaram de falta de diálogo?
Sempre foi uma reclamação de distanciamento. Prefiro não manifestar sobre o que passou, mas quero dizer que os vereadores terão porta aberta comigo. Não precisa marcar hora, é só chegar.

O sr. acha que terá de ter jogo de cintura para lidar com esse período tumultuado na política de São Caetano?
Tem de buscar unificação. O grupo dos 11 tem interesse em olhar a coletividade. Não importam partidos e ideologia. Quero mostrar para eles a viabilidade política de São Caetano. Não vejo espaço para A, B ou C.



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‘Vou rever todos contratos feitos pelo Sidão’, diz Paulo Bottura

Eleito presidente da Câmara de São Caetano
afirmou que irá analisar trabalho do antecessor

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

19/01/2015 | 07:00


Eleito presidente da Câmara de São Caetano para o biênio de 2015-2016, Paulo Bottura (Pros) afirmou que irá rever contratos para reforma e segurança interna assinados “ao apagar das luzes” por seu antecessor, Sidnei Bezerra da Silva, o Sidão da Padaria (PSB), gestão que ele disse “não ter atendido à expectativa” e com postura centralizadora, sem diálogo por parte do socialista. O parlamentar, que chegou ao posto pela articulação do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PTB), acredita que o apoio do petebista não irá atrapalhar. “Não foi só o Auricchio, foi um grupo que venceu.”

Em entrevista exclusiva ao Diário, Bottura admitiu que sua vitória foi fruto da ausência de articulação política do governo Paulo Pinheiro. “O Sallum (ex-secretário de Governo) é apolítico. O Moacir Guirão (ex-articulador) começou bem no início, mas teve problemas internos e sumiu. Veio o Antonio de Pádua Tortorello. Não tinha nenhuma autonomia. Não gerou nada, na verdade. Conversei umas três vezes com a Gica (filha de Pinheiro e ex-assessora especial). Com o Leandro (também filho do prefeito) nunca, embora tenha avisado que gostaria de conversar. Faltava um elo com o Legislativo. O prefeito tem vários afazeres, um monte de coisa para fazer. Hoje eu vejo que, de fato, o (Nilson) Bonome (secretário de Governo) é uma pessoa que vai fortalecer o governo. Pelo menos, o vereador tem condição de conversar”, pontuou Bottura, ao falar das falhas nas atuações de Sallum Kalil Neto, Moacir Guirão e Antonio de Pádua Tortorello.

Bottura também mostrou disposição em contribuir para que Pinheiro tenha governabilidade e faça uma composição com os 19 vereadores. “Somos todos governistas. Nunca se votou contra projetos do prefeito.”

Confira a entrevista completa:

Como será a relação com o Executivo depois da tumultuada eleição para a presidência da Câmara?
Particularmente, nunca fui pessoa voltada à oposição. Eu nasci governista politicamente falando e tenho boa relação com o Paulo Pinheiro, sempre tive. Não tenha dúvida de que também terei no futuro. Não vejo empecilho nesta condução da governabilidade do Paulo Pinheiro.

Como foi a primeira conversa com o secretário de Governo, Nilson Bonome? Acredita que terá condição de ampliar a base?
O prefeito sempre teve sustentabilidade forte na Câmara. Não tem um projeto que foi rejeitado. O que eu estou sentido é que depois da (eleição para a) presidência alguns obstáculos nasceram, emergiram. Fiquei muito contente com a indicação do Bonome, porque, de fato, vejo uma pessoa política na administração, que pode fundir as ideias.

É um avanço na articulação política? Qual a diferença do que vinha sendo feito?
Em principio, sempre disse que era difícil o diálogo com o governo. Não por ser oposição, nada disso. A dificuldade era achar com quem conversar no governo. Agora nós temos uma pessoa política, que tem um futuro político dentro da administração e não tenho dúvida que fará um bom trabalho. Não tinha articulação política. O Sallum (ex-secretário de Governo) é apolítico. O Moacir Guirão (ex-articulador) começou bem no início, mas teve problemas internos e sumiu. Veio o Antonio de Pádua Tortorello. Não tinha nenhuma autonomia. Não gerou nada, na verdade. Conversei umas três vezes com a Gica (filha de Pinheiro e ex-assessora especial). Com o Leandro (também filho do prefeito) nunca, embora tenha avisado que gostaria de conversar. Faltava elo com o Legislativo. O prefeito tem vários afazeres. Hoje eu vejo que, de fato, o Bonome é uma pessoa que vai fortalecer o governo. Pelo menos, o vereador tem condição de conversar. Jamais vou permitir que o bloco dos oito tenha privilégio. Todo governo tem de ter um interlocutor. Se não tiver, é ceifado, morre no espaço.

Pode haver composição nas comissões permanentes?
A viabilidade é séria, existe. Evidentemente que a gente nunca pode esquecer que o plenário é soberano. Embora comissões tenham peso político, nunca pode se subestimar o peso do plenário. Tenho compromisso com relação às comissões. Vou conversar com as pessoas com as quais me compromissei, tentar buscar com o governo o consenso. As comissões estão em aberto e podem ser dialogadas.

A conversa de união também passa por 2016, pelo projeto de reeleição do Paulo Pinheiro?
Vejo uma foto do prefeito com oito vereadores. Gostaria que ele fizesse uma foto com os 19. Busco essa essência. Ao longo do tempo não tinha uma pessoa com habilidade política para compor isso. Sempre aquela pontuação contrária, porque não dispunha de um homem político. Agora vai facilitar para mim como presidente e para os vereadores. Nunca serei oposicionista.

O grupo dos 11 nasceu da falta de articulação política?
Ele emergiu. Foi iminente, porque até então o candidato era o Chico Bento (PP), era o Pio Mielo (PT) até sexta-feira (antes da eleição interna). Eu disse: ‘Quer saber, eu sou candidato’. Nasceu no período quase de chegada, depois da conversa que tive com eles. Eu votei, em 2013, no Sidnei Bezerra da Silva (PSB), à pedido do Paulo Pinheiro.

Atendeu à expectativa?
Para mim, não. Faltou diálogo, faltaram reuniões e participação. O presidente está lá porque os vereadores o fizeram. Não está lá por definição própria.

O apoio e o trabalho do ex-prefeito Auricchio para te eleger presidente da Câmara podem pesar na conversa com o Paço?
Veja, claro que o Auricchio tinha interesse na eleição. É normal que um governo que perdeu a municipalidade tenha interesse em fazer um presidente diferente da vontade do prefeito. Mas se você analisar, sempre fui voltado ao governo e sempre defendi os interesses do Paulo Pinheiro, inclusive em plenário. O Auricchio não me elegeu. Mesmo porque, foram 11 votos. Ajudou, claro. Mas não foi a definição completa para minha vitória pela presidência. Não foi só ele, foi um grupo de pessoas. Esses vereadores não tinham com quem definir a situação política dentro do governo. O prefeito não conversou com ninguém. Minha candidatura emergiu em período muito curto e não foi pelo Auricchio, mas pela posição dos vereadores.

O sr. vai presidir a Câmara em um período turbulento. Muito se fala na disputa polarizada entre Paulo Pinheiro e Auricchio contaminando os trabalhos. Como pretende separar?
Paulo Pinheiro está em uma administração, tem só dois anos de casa. O Auricchio teve oito anos de governo. É um bom administrador. Vou avaliar futuramente esse aspecto. Não adianta agora falar quem é ou não candidato. Quem é candidato tem de se postar como candidato agora. Ou seja, não participar de nenhum grupo. Busque sua essência, seu caminho, seu grupo político. Política se faz com grupo e não sozinho, porque sozinho ninguém emerge, ninguém anda, ninguém sai do lugar.

Como pretende conduzir a votação das contas do último ano de gestão de Auricchio, que precisam ser apreciadas na Casa?
Penso que as contas não foram objeto da minha vitória para presidência. Não teve essa conversa comigo e não teria de maneira nenhuma. As contas que chegarem têm de ser analisadas friamente. Não se pode condenar sem análise criteriosa. O TCE (Tribunal de Contas do Estado) sempre pontua as contas. O Luiz Tortorello (morto em 2004) foi um prefeito cujo o TCE pontuou série de coisas. Mas depois se resolveu.

Deve haver pressão pelos dois lados, por aprovação e rejeição...
Governo não deve fazer pressão para reprovar. Quem é governo tem de silenciar e deixar as coisas correrem. É governo hoje e amanhã também terá contas analisadas. Não se deve jogar pedra quando se tem telhado de vidro.

O sr. herdou um contrato assinado para reforma da Câmara. Pretende dar andamento?
Herdei alguns contratos consolidados. Como a reforma que a ordem de serviço partiu do ex-presidente, da porta de vidro, das catracas. Herdei também 27 funcionários que chegaram dia 5 para acomodá-los. Mas aí, evidentemente, que não posso culpá-lo porque era um período eleitoral quando foi feito o concurso público. Vamos analisar. Mandei um ofício para o prefeito para que indique um engenheiro da Secretaria de Obras para análise do serviço a ser feito.

Então o sr. vai rever todos os contratos?
Sim. Se o engenheiro falar que não há necessidade de reforma, não tenha dúvida que serei o primeiro (a cancelar o acordo). Tem verba e ordem de serviço para empresa dados pelo ex-presidente da Casa.

O ex-presidente alegou que a reforma é exigência pelo AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros). A Casa está com o laudo em dia?
Está consolidando isso ainda. Vamos analisar principalmente o teto, as infiltrações que tiveram e algumas definições que o Corpo de Bombeiros exigiu. Não quero culpá-lo ainda.

Acha que foi prudente a assinatura deste contrato no término do mandato?
Particularmente, se eu fosse o presidente da Câmara, jamais assinaria um contrato ao apagar das luzes. Não foi bem, moralmente não ficou legal. Poderia ter feito antes e não no fim do mandato.

Essa atitude resume o mandato dele, destacando que os vereadores sempre reclamaram de falta de diálogo?
Sempre foi uma reclamação de distanciamento. Prefiro não manifestar sobre o que passou, mas quero dizer que os vereadores terão porta aberta comigo. Não precisa marcar hora, é só chegar.

O sr. acha que terá de ter jogo de cintura para lidar com esse período tumultuado na política de São Caetano?
Tem de buscar unificação. O grupo dos 11 tem interesse em olhar a coletividade. Não importam partidos e ideologia. Quero mostrar para eles a viabilidade política de São Caetano. Não vejo espaço para A, B ou C.

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