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Ônibus em Mauá é sinônimo de estresse

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

31/08/2010 | 07:02


A recente junção de linhas do transporte público de Mauá tem causado mais transtornos do que melhoras ao usuário. Além do aumento no tempo de espera pelo ônibus em pelo menos 20 minutos, os locais de parada e sinalizações estão gerando confusão no terminal central.

"(A saída do) Olinda já foi em três lugares diferentes: na plataforma 3, na lateral e agora está aqui (na dois). Semana retrasada peguei na plataforma lateral e quase fui parar no Paranavaí porque tinha o mesmo número (B-7121)", declarou a estudante Samara Rios, 14 anos, que mora no Olinda.

Desde o dia 14, as linhas Olinda, Paranavaí e Campo Verde foram interligadas para dar origem a B-7121Paranavaí/Olinda via Campo Verde. Porém, no terminal, quem vai ao Paranavaí espera na plataforma 3, e quem vai no sentido Olinda na plataforma 2, onde divide o mesmo espaço com o B-1071 Bogus/Oratório.

"Ontem (domingo) peguei o Bogus achando que era o Olinda. Os ônibus param um atrás do outro e nessa acabei entrando no errado", contou a balconista Márcia Barros, 46 anos, que sai às 17h30 do Brás, onde trabalha, e chega por volta das 18h45 no terminal. Segundo ela, antes das mudanças realizadas pela prefeitura esperava cerca de 20 minutos, agora entre 45 minutos a uma hora.

"Antes de mudar a espera era de até 40 minutos. Agora é de 40 a uma hora. E o percurso, que fazia em 20, agora é de 30 a 35 minutos", acrescentou Gislene Batista da Rocha, moradora do Jardim Maria Eneida que vai ao centro com frequência.

As reclamações sobre a falta de organização nas filas dos ônibus e da delimitação das áreas das linhas são constantes em todas as ocasiões que a equipe do Diário visitou o local. Segundo a Viação Cidade de Mauá, a responsabilidade é da Prefeitura. "A administração dos terminais de ônibus é de responsabilidade do município e, portanto, cabe ao órgão gestor do sistema a organização das filas, como ocorre na maioria dos sistemas de transporte do País. Essa tem sido uma recorrente solicitação da empresa junto ao órgão gestor do município, a Secretaria de Mobilidade Urbana", declarou a empresa em nota.

O Diário tem recebido reclamações, por e-mail, desde quando começaram as alterações. "Se não bastasse a linha Bogus ser direcionada para a outra área, na plataforma dois, dificultou mais a vida dos passageiros, que tinham a possibilidade de optar por outras linhas que passam perto do trajeto e ficavam na plataforma anterior", contestou Juliana Nascimento em mensagem enviada na sexta-feira. Ela também reclama de ter microônibus na linha o que aumenta a espera, já que a capacidade é para menos passageiros. Guilherme Doné também reclama, por e-mail, dos microônibus e afirma que o tempo de espera aumentou de 40 minutos para até duas horas.

 

Iluminação ainda está precária no terminal
Dez dias depois de terem sido trocadas as lâmpadas no terminal, o Diário visitou o local e constatou que houve melhora parcial.

"Ainda é escuro e dá uma sensação de insegurança muito grande, além da bagunça que é para pegar o ônibus. Prefiro embarcar aqui fora", declarou o assistente administrativo Leonardo Alves, 26 anos, que mora no Zaíra 2. Mesmo não tendo sofrido alterações, ele e outros usuários das linhas Zaíra 3, 4 e 6 afirmaram que o tempo de espera dobrou nas últimas semanas.

"Há algum tempo a situação vem piorando. Moro no Zaíra 6 mas prefiro pegar o 4 que vem mais rápido e andar 20 minutos a pé do que ficar esperando no ponto", disse Gabriela Antonia de Sousa, 20 anos.

A Prefeitura foi contatada mas não retornou ao Diário.



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Ônibus em Mauá é sinônimo de estresse

Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

31/08/2010 | 07:02


A recente junção de linhas do transporte público de Mauá tem causado mais transtornos do que melhoras ao usuário. Além do aumento no tempo de espera pelo ônibus em pelo menos 20 minutos, os locais de parada e sinalizações estão gerando confusão no terminal central.

"(A saída do) Olinda já foi em três lugares diferentes: na plataforma 3, na lateral e agora está aqui (na dois). Semana retrasada peguei na plataforma lateral e quase fui parar no Paranavaí porque tinha o mesmo número (B-7121)", declarou a estudante Samara Rios, 14 anos, que mora no Olinda.

Desde o dia 14, as linhas Olinda, Paranavaí e Campo Verde foram interligadas para dar origem a B-7121Paranavaí/Olinda via Campo Verde. Porém, no terminal, quem vai ao Paranavaí espera na plataforma 3, e quem vai no sentido Olinda na plataforma 2, onde divide o mesmo espaço com o B-1071 Bogus/Oratório.

"Ontem (domingo) peguei o Bogus achando que era o Olinda. Os ônibus param um atrás do outro e nessa acabei entrando no errado", contou a balconista Márcia Barros, 46 anos, que sai às 17h30 do Brás, onde trabalha, e chega por volta das 18h45 no terminal. Segundo ela, antes das mudanças realizadas pela prefeitura esperava cerca de 20 minutos, agora entre 45 minutos a uma hora.

"Antes de mudar a espera era de até 40 minutos. Agora é de 40 a uma hora. E o percurso, que fazia em 20, agora é de 30 a 35 minutos", acrescentou Gislene Batista da Rocha, moradora do Jardim Maria Eneida que vai ao centro com frequência.

As reclamações sobre a falta de organização nas filas dos ônibus e da delimitação das áreas das linhas são constantes em todas as ocasiões que a equipe do Diário visitou o local. Segundo a Viação Cidade de Mauá, a responsabilidade é da Prefeitura. "A administração dos terminais de ônibus é de responsabilidade do município e, portanto, cabe ao órgão gestor do sistema a organização das filas, como ocorre na maioria dos sistemas de transporte do País. Essa tem sido uma recorrente solicitação da empresa junto ao órgão gestor do município, a Secretaria de Mobilidade Urbana", declarou a empresa em nota.

O Diário tem recebido reclamações, por e-mail, desde quando começaram as alterações. "Se não bastasse a linha Bogus ser direcionada para a outra área, na plataforma dois, dificultou mais a vida dos passageiros, que tinham a possibilidade de optar por outras linhas que passam perto do trajeto e ficavam na plataforma anterior", contestou Juliana Nascimento em mensagem enviada na sexta-feira. Ela também reclama de ter microônibus na linha o que aumenta a espera, já que a capacidade é para menos passageiros. Guilherme Doné também reclama, por e-mail, dos microônibus e afirma que o tempo de espera aumentou de 40 minutos para até duas horas.

 

Iluminação ainda está precária no terminal
Dez dias depois de terem sido trocadas as lâmpadas no terminal, o Diário visitou o local e constatou que houve melhora parcial.

"Ainda é escuro e dá uma sensação de insegurança muito grande, além da bagunça que é para pegar o ônibus. Prefiro embarcar aqui fora", declarou o assistente administrativo Leonardo Alves, 26 anos, que mora no Zaíra 2. Mesmo não tendo sofrido alterações, ele e outros usuários das linhas Zaíra 3, 4 e 6 afirmaram que o tempo de espera dobrou nas últimas semanas.

"Há algum tempo a situação vem piorando. Moro no Zaíra 6 mas prefiro pegar o 4 que vem mais rápido e andar 20 minutos a pé do que ficar esperando no ponto", disse Gabriela Antonia de Sousa, 20 anos.

A Prefeitura foi contatada mas não retornou ao Diário.

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