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Plástico prejudica o meio ambiente


Walkiria Laila e Rodrigo Hora

27/09/2009 | 07:18


As sacolas plásticas são companheiras inseparáveis dos consumidores. Gratuitas, práticas e descartáveis, dificilmente são dispensadas. São usadas para transportar compras e, de quebra, para armazenar o lixo de casa. Porém, poucos sabem dos danos que o plástico provoca no ambiente.

A vendedora de São Caetano Eliane Henriques, 53 anos, acha importante consumir menos plástico. Para ela, falta empenho por parte dos supermercados. "As sacolas que eles oferecem não têm resistência. Preciso usar duas por vez."

Há anos aderiu às reutilizáveis. Desde então, incentiva todos que conhece a mudar de hábito.

Quando Eliane comprou a primeira sacola, o preço era, em média, de R$ 5. A vendedora lembra que, apesar dos mercados terem baixado os preços, pessoas mais humildes têm dificuldades para comprar as reutilizáveis. "O poder aquisitivo bate forte, acredito que deve haver algum incentivo", disse.

Para Eliane, se for criado projeto que inclua todas as pessoas, que não mexa com o bolso do consumidor, e que ofereça vantagens a quem participa, será o começo para que o consumo diminua. "Se cada um fizer um pouquinho, é claro que faz diferença. O duro é convencer todas as pessoas."

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, são consumidas no Brasil cerca de 12 bilhões de sacolas plásticas por ano. Apesar dos números, nenhuma das prefeituras do Grande ABC possui campanha específica para a redução desses produtos.

O secretário de Infraestrutura e Coordenação de São Bernardo, Gilberto Marson, disse que a Prefeitura reconhece a importância de reduzir o uso das de plástico. "Ainda não temos uma campanha porque estamos aguardando a definição de uma legislação estadual que obrigue os supermercados a trocar essas sacolas", afirmou o secretário.

Segundo Marson, esses produtos são responsáveis por enchentes, entupimentos de calhas, córregos e bueiros. Uma alternativa apontada por ele seriam as sacolas oxibiodegradáveis, que não possuem tantas toxinas quanto o plástico comum, mas se degradam entre quatro e seis meses. "Elas têm um produto adicionado, derivado do petróleo, que tem um custo bastante elevado. Por isso as empresas não as utilizam", disse.

O secretário reconhece nas retornáveis a melhor alternativa, mas afirma que o plástico oxibiodegradável poderia ser "um intermediária entre o hábito da sacola retornável e o que acontece hoje".

O engenheiro ambiental Rogério Alvarenga, assistente técnico da Secretaria do Meio Ambiente de São Caetano, explicou que, apesar de não haver nenhum projeto específico, as campanhas de reciclagem em São Caetano incentivam o uso de alternativas ao saco plástico.

Quanto às oxibiodegradáveis, o engenheiro contou que é preciso averiguar se, a longo prazo, estas sacolas não causariam problemas ambientais. "Não basta desenvolver tecnologia, é preciso cuidar para que ela tenha uma finalização limpa."

Em prática - O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com a rede de supermercados WalMart, lançou a campanha ‘Saco é um Saco: pra cidade, pro planeta, pro futuro e pra você'. O objetivo é conscientizar o consumidor a utilizar outros materiais para o transporte de compras.

Segundo o WalMart, desde o inicio da campanha, a rede já reduziu o consumo dos sacos em 30%, o que corresponde a mais de 60 mil unidades.

Para alcançar o objetivo, a empresa lançou, no fim do ano passado, programa que dá desconto ao consumidor que não utilizar a sacola plástica. O valor que o supermercado pagaria (R$0,03) volta em crédito para o cliente. O programa concedeu mais de R$ 180 mil em descontos.

Apesar de estar em plena atividade no Nordeste e Sul do País, no Estado de São Paulo o projeto ainda não foi iniciado. De acordo com a rede, o programa terá abrangência nacional até o fim deste ano.



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