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Comandante de navio chinês é preso em Pernambuco


Do Diário OnLine
Com Agências

15/11/2003 | 15:51


O capitão chinês Xu Chang Quan, acusado de ter jogado ao mar oito africanos clandestinos encontrados na embarcação que comandava, na quarta-feira, foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado — onde o navio está ancorado.

As vítimas foram resgatadas no mesmo dia por um pescador, a cerca de oito quilômetros da costa pernambucana. Quan responderá por tentativa de homicídio qualificado, crime que prevê pena de três a 12 anos de reclusão.

Com idades entre 15 e 21 anos, os africanos disseram ter embarcado no navio chinês Tu King em busca de uma vida melhor. Eles vieram de Conacri, capital da Guiné, e viajavam há sete dias no porão sem que ninguém percebesse, até que um deles saiu do esconderijo para ver se já havia sinal de terra e foi flagrado.

Alian Adopo, 29 anos, revelou que só viajou clandestinamente com o amigo Bongaly Traore, 23 anos, pois toda a sua família foi assassinada em virtude de conflitos tribais em seu país. Ambos, que passaram sete dias se alimentando apenas de água e biscoito, declararam a intenção de permanecer no Brasil. "A mais difícil barreira será aprender o idioma, mas se tiver oportunidade, irei trabalhar, porque dificuldades existem para ser superadas", disse Alian.

De acordo com informações da Agência Brasil, os dois africanos apresentaram documento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, instituição que dá assistência a pessoas que precisam abandonar o país de origem em função de guerras e perseguições.

Exames preliminares feitos nos dois jovens por médicos do Hospital Oswaldo Cruz constataram que clinicamente eles estão bem. Grupos de direitos humanos e de organizações não-governamentais estão acompanhando o caso.

Eles alegam terem sido espancados pela tripulação do navio chinês antes de serem jogados ao mar.



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Comandante de navio chinês é preso em Pernambuco

Do Diário OnLine
Com Agências

15/11/2003 | 15:51


O capitão chinês Xu Chang Quan, acusado de ter jogado ao mar oito africanos clandestinos encontrados na embarcação que comandava, na quarta-feira, foi preso pela Polícia Federal na manhã deste sábado — onde o navio está ancorado.

As vítimas foram resgatadas no mesmo dia por um pescador, a cerca de oito quilômetros da costa pernambucana. Quan responderá por tentativa de homicídio qualificado, crime que prevê pena de três a 12 anos de reclusão.

Com idades entre 15 e 21 anos, os africanos disseram ter embarcado no navio chinês Tu King em busca de uma vida melhor. Eles vieram de Conacri, capital da Guiné, e viajavam há sete dias no porão sem que ninguém percebesse, até que um deles saiu do esconderijo para ver se já havia sinal de terra e foi flagrado.

Alian Adopo, 29 anos, revelou que só viajou clandestinamente com o amigo Bongaly Traore, 23 anos, pois toda a sua família foi assassinada em virtude de conflitos tribais em seu país. Ambos, que passaram sete dias se alimentando apenas de água e biscoito, declararam a intenção de permanecer no Brasil. "A mais difícil barreira será aprender o idioma, mas se tiver oportunidade, irei trabalhar, porque dificuldades existem para ser superadas", disse Alian.

De acordo com informações da Agência Brasil, os dois africanos apresentaram documento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, instituição que dá assistência a pessoas que precisam abandonar o país de origem em função de guerras e perseguições.

Exames preliminares feitos nos dois jovens por médicos do Hospital Oswaldo Cruz constataram que clinicamente eles estão bem. Grupos de direitos humanos e de organizações não-governamentais estão acompanhando o caso.

Eles alegam terem sido espancados pela tripulação do navio chinês antes de serem jogados ao mar.

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