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CPI deixa Campinas com seis presos em quatro dias


Do Diário do Grande ABC

20/11/1999 | 12:47


Os investigadores Antonio Lázaro Constâncio, o "Lazinho", seu filho Jean e Regis Xavier de Souza, foram presos na madrugada de neste sábado, no último dia de trabalho da CPI do Narcotráfico em Campinas. Em quatro dias, os parlamentares conseguiram a prisao de seis pessoas. A CPI, que deixou a cidade sob aplausos, retoma as atividades na quarta-feira, em Brasília, com o depoimento de outros suspeitos de integrar o crime organizado.

Lazinho, considerado uma lenda viva no meio policial, vai cumprir 30 dias de prisao provisória numa cela do quartel da Polícia Militar. Ele foi acusado de prevaricaçao, homicídio, formaçao de quadrilha, tráfico de drogas, extorsao, e tortura.

O policial, que atualmente trabalhava na 1ª Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigaçoes de Crimes Patrimoniais (Depatri), em Sao Paulo, nega as acusaçoes. "Estou de cabeça erguida e consciência tranqüila", afirmou, antes de ser algemado.

Durante a acareaçao com Lazinho, o motorista Jorge Méres e o ladrao de cargas Gilmar Siqueira Leite, considerados as principais testemunhas da CPI, acusaram o policial de participaçao em vários crimes. Méres disse que o investigador acobertava o cassino do bicheiro Moacir Sarsi, ligado ao empresário Willian Sozza. "Ele (Lazinho) avisava quando haveria uma batida policial no cassino", contou.

As acusaçoes mais graves, porém, partiram de Leite. "Ele tirava dinheiro de traficantes e ficava com a droga", afirmou. Lazinho tentou negar, mas foi desafiado várias vezes pelo ladrao de cargas. "Me encare no olho e diga a verdade", disse Leite, que também o acusou de assassinar traficantes que nao pagavam propina.

"É mentira", defendeu-se o policial, que em 40 anos de profissao acumulou contra si 40 processos criminais.

O filho de Lazinho, também convocado pela CPI, recebeu voz de prisao 30 minutos depois de iniciar o depoimento. O deputado Robson Tuma, que o interrogava, alegou desacato. O parlamentar interpretou que o policial respondia de forma evasiva às perguntas. O outro investigador também foi preso por desacato. Ele se negou a responder as perguntas, afirmando que só o faria em Juízo.

Badan - A partir da próxima quarta-feira, a CPI passará, a ouvir, em Brasília, outros suspeitos de participar do crime organizado em Campinas. Além do legista Fortunato Badan Palhares e do ex-presidente do Guarani Futebol Clube, Roberto Zini, e do empresário Alexandre Negrao, foram convocados outros dez policiais (sete investigadores e três delegados).

Também tiveram seus depoimentos transferidos para Brasília o vereador Robertto Mingone (PFL) e o empresário Paulo Deneno, o Piau, suspeitos de envolvimento com Sozza.

Tuma, que é o sub-relator da CPI para o caso de Campinas pediu 30 dias para concluir seu relatório. "Temos mais de 3 mil páginas de documentos para examinar", explicou o deputado. Segundo ele, a CPI deverá concentrar esforços principalmente para desmantelar o esquema de lavagem de dinheiro.



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