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Por Mauá, Vanessa diz não ao prefeito Gilberto Kassab


Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

16/04/2011 | 07:31


A deputada estadual Vanessa Damo (PMDB) recusou ontem o convite do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (trocando o DEM pelo PSD), para assumir a Secretaria de Participação e Parceria da Capital. A negativa foi impulsionada pelo desejo da parlamentar em ser candidata à Prefeitura de Mauá em 2012.

Na decisão, a peemedebista ponderou que o ano fora das discussões por Mauá acarretaria prejuízos à eleição municipal do ano que vem. Com a recusa, o PMDB, que pela composição do governo paulistano tem a tutela da Pasta, indicará o ex-prefeito de Barretos Uebe Rezeck para o posto.

"O convite me deixou lisonjeada. Assumir acrescentaria muito em meu currículo, mas decidi priorizar projeto coletivo por Mauá em detrimento a interesse particular. Pessoa pública tem de ter esta visão", explicou. "Não me distanciarei da cidade de forma nenhuma", garantiu.

A curta novela envolvendo a ida de Vanessa para a Secretaria de Participação e Parceria começou a ser costurada na quarta-feira, quando foi indicada a Kassab pelo vice-presidente da República, Michel Temer, e pelo mandatário do PMDB estadual, Baleia Rossi. No dia seguinte, o prefeito da Capital formalizou o convite.

"Já liguei para todos eles e comuniquei a decisão. Mauá precisa da minha ajuda na Assembleia para concretizar projetos importantes, como a delegacia seccional e o AME (Ambulatório Médico de Especialidades). Eles compreenderam."

A deputada valorizou a escolha e disse estar convicta de que a decisão tomada foi "a mais correta".

Questionada então se a recusa significa automaticamente o lançamento de sua candidatura ao Paço, ainda tentou despistar. "Abri mão pelo projeto político que tenho para Mauá. A candidatura poderá estar dentro deste projeto. Mas, embora tenha o apoio do PMDB, esta definição se dará após consulta popular."

 

COERÊNCIA

Em fevereiro, Vanessa disparou artilharia pesada contra o prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi (PV), então cotado para assumir a superintendência do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica). Na ocasião, considerou que o adversário político conduziria a autarquia estadual "nas coxas", e que o verde abandonaria a população da cidade em troca de interesse particular.

Indagada se a decisão de não rumar para a Secretaria de Participação e Parceria passou pela lembrança das críticas, não saiu por baixo. "O caso do Clóvis foi mais grave porque ele é chefe do Executivo e no Legislativo (Assembleia) há vários representantes. E eu pelo menos tive o convite formal", cutucou.

 

ATAQUE A OSWALDO

Como o de praxe, a parlamentar seguiu o tom crítico ao governo do prefeito Oswaldo Dias (PT). A peemedebista analisou possuir bom trânsito nos governos estadual e federal (o que facilitaria na busca por recursos), ao contrário do petista. "É prefeito de gabinete. Não sai nem para buscar recursos com a presidente (Dilma Rousseff), que é do partido dele. É acuado, omisso e despreparado."

 

Articulação visa a primeira chapa 100% feminina do Grande ABC

 

Confirmada por Baleia Rossi como o nome do PMDB para disputar a Prefeitura de Mauá em 2012, Vanessa, embora negue, já iniciou conversas inclusive para a composição da chapa. A ex-secretária de Educação Ângela Donatiello Lopes (DEM) desponta como a favorita a sair candidata a vice-prefeita em aliança com a peemedebista. Esta seria a primeira chapa formada integralmente por mulheres a uma eleição majoritária no Grande ABC.

Ângela comandou a Educação municipal durante o segundo mandato de Leonel Damo (pai de Vanessa) no comando da Prefeitura (2005 a 2008). Ela é casada com o vereador em quinto mandato Manoel Lopes (DEM). Ambos pretendem deixar o DEM tão logo o recém-criado PSD (de Kassab) abra para filiações, o que deve ocorrer em junho.

Ângela, Manoel e Vanessa têm mantido conversas frequentes sobre o assunto. A ideia é pegar carona na onda de mulheres no poder, que culminou na eleição de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República.

Os encontros são tão corriqueiros que Ângela não titubeou em confirmar que a transação está inclusive avançada. "Esta chance (de sair a vice-prefeita) existe e está acima da média, entre 70% e 80%", projetou. "Mas temos até setembro ou outubro para definir."

Ao atentar que nem mesmo a sua candidatura está sacramentada, Vanessa não perdeu a oportunidade de elogiar a ex-secretária. "Ela é muito qualificada", reconheceu. "Temos semelhança e proximidade por desenvolvermos trabalhos populares e por apontar as falhas do governo catastrófico do Oswaldo Dias."

Caso a costura míngue, Vanessa já tem plano B para compor a chapa. Trata-se do vereador Irmão Ozelito (PSB).



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