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SBT faz fraca adaptação de 'Cristal'


Mariana Trigo
Da TV Press

12/06/2006 | 08:17


Cenas longas e diálogos carentes de conteúdo. Tudo na novela Cristal reflete a estranha insistência do SBT em investir na adaptação de textos mexicanos. Mesmo sob a direção do mais que experiente Herval Rossano, a trama, adaptada por Anamaria Nunes, apresenta aspectos muito frágeis. Vários pequenos detalhes mostram que o estilo desse tipo de adaptação realmente parou no tempo.

No primeiro capítulo - que estreou com média de nove pontos de audiência e share de 12% - cenas demoradas, um áudio de suspense que parece herdado das radionovelas, closes dramáticos e uma morosa edição atestam que se trata de algo não concebido no Brasil, pelo menos não nesse século. Esse panorama só mudou quando a trama se passa para os dias atuais.

No cenário contemporâneo, skylines e as sempre engarrafadas avenidas da megalópole paulistana dão um tom mais ágil à trama. Também correta está a cenografia no núcleo rico, principalmente na fictícia maison Vitória, um dos pontos de destaque da produção. Outro acerto é a escalação de Bete Coelho, ainda pouco à vontade e com uma atuação dura no papel de vilã, mas com uma postura que passa credibilidade.

Tal credibilidade não é transmitida pela protagonista. Bianca Castanho simplesmente não convence como aspirante a modelo. Além de ser baixa e estar com alguns quilinhos acima do peso adequado para essa função, a ex-loura poderia continuar com as longas madeixas claras, que lhe caíam bem melhor. Em contrapartida, quem promete como o mauricinho da trama é Dado Dolabella. Não parece ter sido nada difícil para ele compor o personagem mulherengo e mimado.

De um modo geral, a impressão que se tem é de que o SBT fez um mosaico de outras produções e quis inovar no formato, dando um leve tom de "sitcom", que peca pela falta de consistência do texto. Essa fragilidade se revela a cada diálogo. Seja em trocadilhos infames, como "Vitória, você é uma pessoa vitoriosa!", ou na falta de criatividade de comentários como "Cristina? Que nome de rainha!". Com diálogos desse nível, às vezes se torna difícil manter os dedos afastados do controle remoto.


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SBT faz fraca adaptação de 'Cristal'

Mariana Trigo
Da TV Press

12/06/2006 | 08:17


Cenas longas e diálogos carentes de conteúdo. Tudo na novela Cristal reflete a estranha insistência do SBT em investir na adaptação de textos mexicanos. Mesmo sob a direção do mais que experiente Herval Rossano, a trama, adaptada por Anamaria Nunes, apresenta aspectos muito frágeis. Vários pequenos detalhes mostram que o estilo desse tipo de adaptação realmente parou no tempo.

No primeiro capítulo - que estreou com média de nove pontos de audiência e share de 12% - cenas demoradas, um áudio de suspense que parece herdado das radionovelas, closes dramáticos e uma morosa edição atestam que se trata de algo não concebido no Brasil, pelo menos não nesse século. Esse panorama só mudou quando a trama se passa para os dias atuais.

No cenário contemporâneo, skylines e as sempre engarrafadas avenidas da megalópole paulistana dão um tom mais ágil à trama. Também correta está a cenografia no núcleo rico, principalmente na fictícia maison Vitória, um dos pontos de destaque da produção. Outro acerto é a escalação de Bete Coelho, ainda pouco à vontade e com uma atuação dura no papel de vilã, mas com uma postura que passa credibilidade.

Tal credibilidade não é transmitida pela protagonista. Bianca Castanho simplesmente não convence como aspirante a modelo. Além de ser baixa e estar com alguns quilinhos acima do peso adequado para essa função, a ex-loura poderia continuar com as longas madeixas claras, que lhe caíam bem melhor. Em contrapartida, quem promete como o mauricinho da trama é Dado Dolabella. Não parece ter sido nada difícil para ele compor o personagem mulherengo e mimado.

De um modo geral, a impressão que se tem é de que o SBT fez um mosaico de outras produções e quis inovar no formato, dando um leve tom de "sitcom", que peca pela falta de consistência do texto. Essa fragilidade se revela a cada diálogo. Seja em trocadilhos infames, como "Vitória, você é uma pessoa vitoriosa!", ou na falta de criatividade de comentários como "Cristina? Que nome de rainha!". Com diálogos desse nível, às vezes se torna difícil manter os dedos afastados do controle remoto.

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