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Véspera do dia do bruxo


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

20/07/2007 | 07:03


Nesta sexta-feira é véspera do dia do bruxo porque neste sábado é a data do lançamento em inglês de Harry Potter and the Deathly Hallows, sétimo e último livro da série de aventuras do bruxinho Harry Potter. Mas a bruxa anda solta para os lados desta saga de magia criada pela autora inglesa J.K. Rowling.

As 784 páginas do livro vazaram quinta-feira na internet, mesmo dia em que o jornal The New York Times publicou comentários sobre o sétimo livro, furando o embargo previsto pela autora e pela editora.

As caixas lacradas com o livro serão abertas à meia-noite e um minuto do dia 21 na Inglaterra (pelo fuso horário, seria às 20h01 de sexta-feira). Centenas de fãs estão dormindo nas calçadas das livrarias inglesas à espera do dia.

O livro só será vendido no Brasil em português em novembro, segundo a editora Rocco, e deve se chamar Harry Potter e as Relíquias Mortais. As seis edições já venderam no País 2,5 milhões de exemplares.

No mundo, estima-se que as obras circulam entre 325 milhões de pessoas. E todas ávidas para conhecer o final da história e qual seria o verdadeiro significado da palavras “relíquias” e “mortais” do título.

Revelações - Semanas atrás, um hacker intitulado Gabriel fez circular um spoiler (desmancha-prazer, na tradução) contando quais personagens morreriam – um do sexo masculino e outro do feminino, nomes importantes na trama.

Michiko Katuni, crítica do The New York Times, não precisou da internet. Adquiriu um exemplar na quarta-feira. Em seu texto, também menciona mortes – meia dúzia –, e diz que o final é a moda tradicional, um grande embate e um clímax com o destino de todos. Velho clichê, entremeado por passagens bobinhas, que põem um ponto final em uma saga mítica, que alinhava situações vistas nas obras anteriores e culminantes nesta edição, que marca da iniciação de Harry na vida adulta.

A autora não gostou nada e protestou. "Fiquei estupefata que alguns jornais norte-americanos tenham decidido publicar críticas do livro, em total desprezo aos desejos de leitores, particularmente às crianças que querem saber o desenlace por eles mesmos”, afirmou Rowling em um comunicado.

A editora britânica Bloomsbury também ficou “consternada” com a ruptura, nos Estados Unidos, do embargo de venda. “A Bloomsbury Publishing ficou muito consternada ao inteirar-se de que um pequeno número de exemplares de Harry Potter and the Deathly Hallows foi vendido nos Estados Unidos”, afirma em comunicado.

A editora Scholastic, que publica a série nos Estados Unidos, deve processar um de seus distribuidores por ter enviado centenas de cópias do livro antes do prazo oficial de seu lançamento.

Vazamento - O que Rowling não comentou foi a aparição na internet de cópias que seriam supostamente do livro. São páginas onde aparecem até os dedos de quem as fotografou e disponibilizou para download via programas P2P (peer to peer). Advogados da Scholastic tentam deter as páginas que se espalham na internet.

Enquanto gente grande briga pelos milhões que o bruxinho vale, o filme Harry Potter e a Ordem da Fênix, em cartaz nos cinemas da região, é mais um item desta milionária e nada mágica, fórmula em que Rowling fez aparecer US$ 1 bilhão em sua conta corrente. (Com AFP)


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