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Por que a rena puxa o trenó?

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

19/12/2010 | 07:42


Há milhares de anos, os povos que vivem nas regiões muito geladas, próximas ao Polo Norte, domesticaram as renas. Eles descobriram que eram boas fontes de carne, leite e pele para protegê-los do frio. Ao longo do tempo, esses bichos também passaram a puxar trenós na neve.

Como a lenda diz que Papai-Noel mora nesse lugar, nada mais natural que as renas fossem as responsáveis por levá-lo para distribuir presentes pelo mundo. A primeira obra em que aparecem ajudando o Bom-Velhinho é Uma Visita de São Nicolau, poema escrito pelo norte-americano Clement Moore, em 1823.

A história fala sobre um homem que vê Papai-Noel voando num trenó puxado por oito renas na noite de Natal. Ao parar sobre o telhado, ele desce pela chaminé para deixar os presentes. Aliás, o número de bichos que o ajudam é motivo de muita discussão. Há quem diga que são nove, depois que Rodolfo - a rena do nariz vermelho - entrou na turma para ajudar a iluminar o caminho.

Na natureza, as renas não voam, apenas correm a velocidade de 25 km/h. Aliás, estão entre os animais terrestres que percorrem maiores distâncias durante o período de migração, andando até 100 quilômetros por dia. Podem ser encontradas no Norte do Canadá, Sibéria, Islândia, Escandinávia, Finlândia, Rússia e Lapônia, região onde fica a casa oficial do Papai-Noel. A temperatura desses lugares chega a 50°C negativos em algumas épocas do ano.

Seus parentes vivem no Brasil

A rena (Rangifer tarandus) costuma viver em grandes grupos com os quais migra no inverno para regiões com temperaturas mais quentes para ter os filhotes. É forte e grande, podendo pesar até 300 kg e medir 2 m de comprimento. Apesar do tamanho, é herbívoro, alimenta-se apenas de brotos de bambu, ervas rasteiras, folhas e principalmente liquens.

Também chamada de caribu, integra a família dos cervídeos. Não faz parte da fauna brasileira. No entanto, podemos encontrar cinco parentes desse bicho por aqui, como o cervo-do-pantanal, o veado-mateiro, o veado-campeiro, o veado-catingueiro e o veado-bororó-do-sul.

A gestação dura entre sete e oito meses. Em geral, nasce apenas um filhote. Já as renas domesticadas - que puxam trenós, por exemplo - podem ter gêmeos. A expectativa de vida da espécie é 15 anos.

A principal curiosidade é que renas fêmeas e machos têm chifres, diferentemente de todos os seus parentes em que apenas machos os possuem. As galhadas servem para se defender dos predadores, conquistar a fêmea e encontrar alimentos na neve. São maiores entre os machos e nos bichos mais velhos. Em geral, os chifres caem uma vez por ano. Logo depois crescem novos no lugar.



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Por que a rena puxa o trenó?

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

19/12/2010 | 07:42


Há milhares de anos, os povos que vivem nas regiões muito geladas, próximas ao Polo Norte, domesticaram as renas. Eles descobriram que eram boas fontes de carne, leite e pele para protegê-los do frio. Ao longo do tempo, esses bichos também passaram a puxar trenós na neve.

Como a lenda diz que Papai-Noel mora nesse lugar, nada mais natural que as renas fossem as responsáveis por levá-lo para distribuir presentes pelo mundo. A primeira obra em que aparecem ajudando o Bom-Velhinho é Uma Visita de São Nicolau, poema escrito pelo norte-americano Clement Moore, em 1823.

A história fala sobre um homem que vê Papai-Noel voando num trenó puxado por oito renas na noite de Natal. Ao parar sobre o telhado, ele desce pela chaminé para deixar os presentes. Aliás, o número de bichos que o ajudam é motivo de muita discussão. Há quem diga que são nove, depois que Rodolfo - a rena do nariz vermelho - entrou na turma para ajudar a iluminar o caminho.

Na natureza, as renas não voam, apenas correm a velocidade de 25 km/h. Aliás, estão entre os animais terrestres que percorrem maiores distâncias durante o período de migração, andando até 100 quilômetros por dia. Podem ser encontradas no Norte do Canadá, Sibéria, Islândia, Escandinávia, Finlândia, Rússia e Lapônia, região onde fica a casa oficial do Papai-Noel. A temperatura desses lugares chega a 50°C negativos em algumas épocas do ano.

Seus parentes vivem no Brasil

A rena (Rangifer tarandus) costuma viver em grandes grupos com os quais migra no inverno para regiões com temperaturas mais quentes para ter os filhotes. É forte e grande, podendo pesar até 300 kg e medir 2 m de comprimento. Apesar do tamanho, é herbívoro, alimenta-se apenas de brotos de bambu, ervas rasteiras, folhas e principalmente liquens.

Também chamada de caribu, integra a família dos cervídeos. Não faz parte da fauna brasileira. No entanto, podemos encontrar cinco parentes desse bicho por aqui, como o cervo-do-pantanal, o veado-mateiro, o veado-campeiro, o veado-catingueiro e o veado-bororó-do-sul.

A gestação dura entre sete e oito meses. Em geral, nasce apenas um filhote. Já as renas domesticadas - que puxam trenós, por exemplo - podem ter gêmeos. A expectativa de vida da espécie é 15 anos.

A principal curiosidade é que renas fêmeas e machos têm chifres, diferentemente de todos os seus parentes em que apenas machos os possuem. As galhadas servem para se defender dos predadores, conquistar a fêmea e encontrar alimentos na neve. São maiores entre os machos e nos bichos mais velhos. Em geral, os chifres caem uma vez por ano. Logo depois crescem novos no lugar.

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