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Polícia Civil investiga furtos em cemitério

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na necrópole da Vila Pires, em Santo André, 266 túmulos estão sem placas de identificação


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/01/2015 | 07:00


A Polícia Civil está investigando furtos no Cemitério da Vila Pires, em Santo André. Dos cerca de 5.000 túmulos da necrópole, 266 estavam sem placas de identificação dos mortos na tarde de ontem. Outros dois jazigos não possuíam tampas. Muitos desses itens são feitos de bronze, material que é vendido pelos criminosos no mercado clandestino.

No dia 29 de dezembro, um homem foi encontrado na rua do cemitério com pelo menos 30 placas e uma imagem do rosto de Jesus Cristo dentro de uma mochila. Ele foi abordado por dois policiais militares e foi levado para o 3º DP (Vila Pires). Na delegacia, ele afirmou que havia achado a bolsa e foi liberado.

A Polícia Civil investiga a origem dos materiais e irá contatar as famílias e a administração do cemitério. Algumas das placas estão danificadas, o que dificulta o trabalho de identificação.

Apesar da quantidade de objetos localizados, o distrito policial só teve um registro de ocorrência referente a furtos desse tipo. Foi em maio de 2014, quando a polícia descobriu que uma funcionária da limpeza retirava as chapas e as jogava para fora do muro, para um possível receptador.

Segundo o superintendente do Serviço Funerário de Santo André, José Antonio Ferreira, a faxineira recebeu punições imediatas pelo envolvimento no caso. “Ela era do Grupo de Trabalho de Interesse Social, mas foi imediatamente afastada. Esse tipo de situação não é comum.”

Em relação à constatação feita pela equipe do Diário, de que 266 túmulos estão sem placas, Ferreira diz que não é possível dizer que todas foram furtadas. “O tempo pode desgastar, já que alguns usam cola para fixar, e os próprios familiares podem removê-las. Alguns criminosos se interessam pelo bronze, que é utilizado em sepulturas mais antigas. Não dá para precisar, mas o furto não é uma coisa frequente”, garantiu.

A segurança do local é realizada pela GCM (Guarda Civil Municipal). Os muros são totalmente cobertos com arame espiral do tipo concertina, que possuem lâminas cortantes. “Todos os nossos cemitérios são cercados dessa maneira. Além disso, nós solicitamos regularmente a poda das árvores ao DPAV (Departamento de Parques e Áreas Verdes), para evitar que pessoas se pendurem e pulem o muro”, afirmou Ferreira.

Atualmente, os cemitérios Curuçá e Assunção possuem monitoramento por câmeras 24 horas. Segundo o superintendente, a ideia é implementar o sistema nas necrópoles dos bairros Camilópolis e Vila Pires.

Caso a família sinta a falta da placa de identificação do túmulo, a orientação é para que administração seja contatada imediatamente. “Em todos os locais, há formulário que deve ser preenchido e a GCM também faz registro. As pessoas devem registrar um boletim de ocorrência, caso sintam necessidade. Toda ajuda é bem-vinda”, finalizou Ferreira.



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Polícia Civil investiga furtos em cemitério

Na necrópole da Vila Pires, em Santo André, 266 túmulos estão sem placas de identificação

Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/01/2015 | 07:00


A Polícia Civil está investigando furtos no Cemitério da Vila Pires, em Santo André. Dos cerca de 5.000 túmulos da necrópole, 266 estavam sem placas de identificação dos mortos na tarde de ontem. Outros dois jazigos não possuíam tampas. Muitos desses itens são feitos de bronze, material que é vendido pelos criminosos no mercado clandestino.

No dia 29 de dezembro, um homem foi encontrado na rua do cemitério com pelo menos 30 placas e uma imagem do rosto de Jesus Cristo dentro de uma mochila. Ele foi abordado por dois policiais militares e foi levado para o 3º DP (Vila Pires). Na delegacia, ele afirmou que havia achado a bolsa e foi liberado.

A Polícia Civil investiga a origem dos materiais e irá contatar as famílias e a administração do cemitério. Algumas das placas estão danificadas, o que dificulta o trabalho de identificação.

Apesar da quantidade de objetos localizados, o distrito policial só teve um registro de ocorrência referente a furtos desse tipo. Foi em maio de 2014, quando a polícia descobriu que uma funcionária da limpeza retirava as chapas e as jogava para fora do muro, para um possível receptador.

Segundo o superintendente do Serviço Funerário de Santo André, José Antonio Ferreira, a faxineira recebeu punições imediatas pelo envolvimento no caso. “Ela era do Grupo de Trabalho de Interesse Social, mas foi imediatamente afastada. Esse tipo de situação não é comum.”

Em relação à constatação feita pela equipe do Diário, de que 266 túmulos estão sem placas, Ferreira diz que não é possível dizer que todas foram furtadas. “O tempo pode desgastar, já que alguns usam cola para fixar, e os próprios familiares podem removê-las. Alguns criminosos se interessam pelo bronze, que é utilizado em sepulturas mais antigas. Não dá para precisar, mas o furto não é uma coisa frequente”, garantiu.

A segurança do local é realizada pela GCM (Guarda Civil Municipal). Os muros são totalmente cobertos com arame espiral do tipo concertina, que possuem lâminas cortantes. “Todos os nossos cemitérios são cercados dessa maneira. Além disso, nós solicitamos regularmente a poda das árvores ao DPAV (Departamento de Parques e Áreas Verdes), para evitar que pessoas se pendurem e pulem o muro”, afirmou Ferreira.

Atualmente, os cemitérios Curuçá e Assunção possuem monitoramento por câmeras 24 horas. Segundo o superintendente, a ideia é implementar o sistema nas necrópoles dos bairros Camilópolis e Vila Pires.

Caso a família sinta a falta da placa de identificação do túmulo, a orientação é para que administração seja contatada imediatamente. “Em todos os locais, há formulário que deve ser preenchido e a GCM também faz registro. As pessoas devem registrar um boletim de ocorrência, caso sintam necessidade. Toda ajuda é bem-vinda”, finalizou Ferreira.

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