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Taxa de juros é a maior desde 2011

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Consumidores pagam 3,096% ao mês, em média,
pelas novas operações de crédito em novembro


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

23/12/2014 | 07:04


Quem não teve dinheiro à vista e comprou parcelado para quitar no futuro pagou caro em novembro. Segundo o BC (Banco Central), a taxa média para as famílias, nas novas operações do mês passado que não estavam vinculadas a programas federais, foi de 44,19% ao ano, ou 3,096% ao mês. É o maior patamar desde março de 2011, início da série histórica da pesquisa da autoridade monetária, quando os juros estavam em 41,36% ao ano, ou 2,926% ao mês.

Em outubro, a taxa média de juros aos consumidores foi de 44% ao ano (3,085% ao mês). No 11º mês de 2013, o preço dos empréstimos era de 38,49% ao ano (2,750% ao mês). “O ambiente teve influência para os juros, cresceu muito o risco do crédito, tanto que ele se descolou da Selic (subindo com mais intensidade)”, avaliou o diretor executivo de estudos financeiros da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira.

O especialista destacou que entre os pontos que estimulam esse pessimismo, e a expectativa de aumento da inadimplência, estão o quadro inflacionário do País, que caminha para fechar o ano acima da meta de inflação de 6,50%, a desaceleração da demanda por crédito, a economia lenta e a previsão de aperto fiscal por parte da nova equipe econômica do governo no ano que vem, que pode acentuar as taxas de desemprego.

O cheque especial teve uma das principais contribuições para o incremento da taxa média para pessoa física. Atingiu 191,57% ao ano (9,32% ao mês), contra 187,79% em outubro e 146,36% no mesmo período do ano passado. Além disso, como a série histórica coletada para a modalidade é mais antiga, o resultado do mês passado foi o mais alto desde abril de 1999, quando o registro foi de 193,65%.

O crédito pessoal não consignado também sustentou boa parte da alta da taxa média. Segundo a pesquisa da autoridade monetária, esse tipo de operação realizada no mês passado custou, em média, 103,66% ao ano (6,106% ao mês). Também foi o maior registro desde o início da série histórica, neste caso, que teve início em março de 2011. Ex-economista chefe da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Roberto Luis Troster avaliou que os empréstimos, com juros altos e em queda, estão travando a atividade econômica. “Se o governo não mudar isso, o crédito será um freio para a economia.”

Por outro lado, os empréstimos para aquisição de veículos tiveram taxa média de 22,7% ao ano (1,72% ao mês), contra 23% em outubro. Porém, em novembro de 2013, os juros médios foram de 21,3%. 



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