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Quais são as melhores coisas do mundo?

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

11/04/2010 | 07:05


Parece que na adolescência tudo vira do avesso; todos os problemas e dúvidas explodem de uma só vez. Pelo menos é assim a vida de Mano, protagonista de As Melhores Coisas do Mundo, que estreia sexta (16) nas telonas.

Quem está cansado dos longas norte-americanos, que pouco têm a ver com nossa realidade, pode ficar tranquilo. O filme da diretora Laís Bodanzky (que fez Bicho de Sete Cabeças) tem qualidade. A equipe ficou meses escutando estudantes para saber o que deveria ser mostrado e como fazer isso, sem forçar a barra nem apelar para clichês.

O elenco adolescente nunca havia feito cinema ou TV e foi selecionado entre 2.500 jovens de escolas particulares de São Paulo. Esse é até mesmo o primeiro trabalho de Fiuk (da banda Hori), que interpreta Pedro, irmão melancólico e romântico de Mano, papel do paulista novato Francisco Miguez.

Na trama, o garoto de 15 anos descobre que crescer é muito mais complicado do que imagina. Abalado pela separação dos pais, ele tem de lidar com vários dilemas que enfrenta na escola, como bullying, virgindade, amor, preconceito e amizade verdadeira; tudo isso sem breguice.

Embalados ao som de Something - é o primeiro filme brasileiro a ter os direitos de uso de uma música dos Beatles -, Mano e toda a galera vão ter de descobrir quais são seus princípios e que tipo de pessoa desejam ser: o cara que só conta vantagem das minas que ‘pega' ou alguém disposto a fazer a diferença.

O filme, inspirado na série Mano, de Gilberto Dinenstein e Heloisa Prieto, faz a gente sair do cinema pensativo. Faz refletir como a liberdade de escolher os caminhos que desejamos seguir é perigosa, mas principalmente poderosa.

Não é fácil adolescer
O D+ participou do bate-papo com a diretora Laís Bodanzky e parte do elenco, entre eles Francisco Miguez, 15, que interpreta Mano, e Gabriela Rocha, 16, no papel de Carol, melhor amiga do protagonista, que diz que o filme retrata o que ocorre na escola de verdade. Fiuk não pôde participar porque gravava Malhação no Rio. Confira:

Por que quiseram participar?
Gabriela
: No início era como brincadeira. Veio uma pessoa na sala e disse que teria teste. Ninguém falou que poderíamos ser protagonistas. A gente começou a ficar mais na pilha no terceiro teste.

Qual foi a reação quando souberam do resultado?
Francisco
: Fiz o último teste da improvisação quatro vezes. Na última pensei: ‘Se aparecer lá de novo e não pegar nada, vou ficar muito irritado.' Estava eu, o Fiuk e três meninas. Aí a Laís falou que eu provavelmente seria o Mano e o Fiuk, o Pedro.

O que tem de vocês nos personagens?
Gabriela
: O jeito da Carol falar é meu próprio jeito.
Francisco: Não tivemos de decorar exatamente as falas. Isso facilitou.

O que vocês acharam difícil?
Francisco
: No primeiro dia de filmagem, senti alívio porque foram dois meses de preparação. Serviu para soltar. Não consigo muito fazer isso, ficava tenso. Quando vi que os movimentos podiam ser leves, fiquei bem tranquilo.

Adolescente tem muito que aprender sobre a vida?
Francisco
: Estou tentando. A gente vai atrás disso o tempo todo, mas não quer ser menosprezado. Só porque não sabe tudo não deve ser desrespeitado, infantilizado.

Adolescente precisa ser ouvido?
Laís
: Sente falta de ser ouvido pela família, a escola. Quer ser reconhecido pelo grupo. O engraçado é que gosta de ser diferente na teoria, de mostrar que é único. Mas quando realmente aparece uma pessoa única, o grupo rejeita.



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Quais são as melhores coisas do mundo?

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

11/04/2010 | 07:05


Parece que na adolescência tudo vira do avesso; todos os problemas e dúvidas explodem de uma só vez. Pelo menos é assim a vida de Mano, protagonista de As Melhores Coisas do Mundo, que estreia sexta (16) nas telonas.

Quem está cansado dos longas norte-americanos, que pouco têm a ver com nossa realidade, pode ficar tranquilo. O filme da diretora Laís Bodanzky (que fez Bicho de Sete Cabeças) tem qualidade. A equipe ficou meses escutando estudantes para saber o que deveria ser mostrado e como fazer isso, sem forçar a barra nem apelar para clichês.

O elenco adolescente nunca havia feito cinema ou TV e foi selecionado entre 2.500 jovens de escolas particulares de São Paulo. Esse é até mesmo o primeiro trabalho de Fiuk (da banda Hori), que interpreta Pedro, irmão melancólico e romântico de Mano, papel do paulista novato Francisco Miguez.

Na trama, o garoto de 15 anos descobre que crescer é muito mais complicado do que imagina. Abalado pela separação dos pais, ele tem de lidar com vários dilemas que enfrenta na escola, como bullying, virgindade, amor, preconceito e amizade verdadeira; tudo isso sem breguice.

Embalados ao som de Something - é o primeiro filme brasileiro a ter os direitos de uso de uma música dos Beatles -, Mano e toda a galera vão ter de descobrir quais são seus princípios e que tipo de pessoa desejam ser: o cara que só conta vantagem das minas que ‘pega' ou alguém disposto a fazer a diferença.

O filme, inspirado na série Mano, de Gilberto Dinenstein e Heloisa Prieto, faz a gente sair do cinema pensativo. Faz refletir como a liberdade de escolher os caminhos que desejamos seguir é perigosa, mas principalmente poderosa.

Não é fácil adolescer
O D+ participou do bate-papo com a diretora Laís Bodanzky e parte do elenco, entre eles Francisco Miguez, 15, que interpreta Mano, e Gabriela Rocha, 16, no papel de Carol, melhor amiga do protagonista, que diz que o filme retrata o que ocorre na escola de verdade. Fiuk não pôde participar porque gravava Malhação no Rio. Confira:

Por que quiseram participar?
Gabriela
: No início era como brincadeira. Veio uma pessoa na sala e disse que teria teste. Ninguém falou que poderíamos ser protagonistas. A gente começou a ficar mais na pilha no terceiro teste.

Qual foi a reação quando souberam do resultado?
Francisco
: Fiz o último teste da improvisação quatro vezes. Na última pensei: ‘Se aparecer lá de novo e não pegar nada, vou ficar muito irritado.' Estava eu, o Fiuk e três meninas. Aí a Laís falou que eu provavelmente seria o Mano e o Fiuk, o Pedro.

O que tem de vocês nos personagens?
Gabriela
: O jeito da Carol falar é meu próprio jeito.
Francisco: Não tivemos de decorar exatamente as falas. Isso facilitou.

O que vocês acharam difícil?
Francisco
: No primeiro dia de filmagem, senti alívio porque foram dois meses de preparação. Serviu para soltar. Não consigo muito fazer isso, ficava tenso. Quando vi que os movimentos podiam ser leves, fiquei bem tranquilo.

Adolescente tem muito que aprender sobre a vida?
Francisco
: Estou tentando. A gente vai atrás disso o tempo todo, mas não quer ser menosprezado. Só porque não sabe tudo não deve ser desrespeitado, infantilizado.

Adolescente precisa ser ouvido?
Laís
: Sente falta de ser ouvido pela família, a escola. Quer ser reconhecido pelo grupo. O engraçado é que gosta de ser diferente na teoria, de mostrar que é único. Mas quando realmente aparece uma pessoa única, o grupo rejeita.

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