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‘Descontrole do governo deu vitória a Bottura’, diz Auricchio

Ricardo Trida/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Ex-prefeito de S.Caetano e mentor da derrota governista na Câmara fala em nova era para cidade


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

21/12/2014 | 07:00


Mentor da articulação que elegeu o vereador Paulo Bottura (Pros) presidente da Câmara de São Caetano a contragosto do governo de Paulo Pinheiro (PMDB), o ex-chefe do Executivo são-caetanense e atual secretário paulista de Esporte, Lazer e Juventude, José Auricchio Júnior (PTB), avaliou que a vitória da oposição no Legislativo se deu pela “crise de comando na cidade”.

“A Câmara buscou revalorização, porque, de certo, está insatisfeita. Há ruído (na relação com o Executivo). Acho que há crise de comando na cidade que se tornou permanente e que deságua em série de dificuldades governamentais. A relação com Legislativo é uma delas. Enquanto não for reparada, a tendência é piorar essa crise. É ruim para a cidade e o povo é que paga preço”, argumentou Auricchio.

Bottura irá substituir Sidão da Padaria (PSB) na presidência do Legislativo. A gestão do socialista, que durou de 2011 a 2014, foi muito criticada pela centralização do comando e falta de diálogo com os demais parlamentares.

“Paulo Bottura é uma das figuras públicas com a maior ficha de serviços prestados em São Caetano e é um amigo. Tem personalidade conciliadora, que talvez seja sua maior marca. Naturalmente ele valoriza muito o papel do Parlamento, com atuação extremamente voltada ao vereador. Tem um peso democrático. A Câmara ganha em larga escala em tê-lo”, avaliou o ex-prefeito.

A justificativa dos 11 vereadores que se uniram para eleger Bottura foi, justamente, a rejeição ao perfil de Chico Bento (PP), candidato derrotado com apoio de Pinheiro, em que muitos apostavam que ele estabeleceria relação de subserviência ao Palácio da Cerâmica.
“Acredito que a gestão do Bottura pode melhorar a crise de comando que a cidade vive. Vai ampliar o debate e as discussões. Os vereadores vão aconselhar o prefeito. As grandes missões devem ser compartilhadas. Vai abrir horizonte novo para a cidade”, pontuou Auricchio.

Logo após a vitória de Bottura, aberturas de CPIs passaram a ser especuladas, já que nos dois anos passados a articulação de Pinheiro conseguiu blindar o governo e evitou série de apurações. “CPIs são instrumentos de investigação usados pelas minorias. Não é objetivo de grupo ficar abrindo CPI, mas é legitimo”, considerou.

Auricchio se coloca como principal líder da oposição, que se uniu a parlamentares descontentes com Pinheiro para eleger Bottura. “Não é oposição, aposto no perfil conciliador do Bottura. A vitória muito me alegrou, mas nada contra o Chico Bento, que tenho um bom relacionamento. Naquele momento (a eleição do progressista) representava crise”, observou. 



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‘Descontrole do governo deu vitória a Bottura’, diz Auricchio

Ex-prefeito de S.Caetano e mentor da derrota governista na Câmara fala em nova era para cidade

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

21/12/2014 | 07:00


Mentor da articulação que elegeu o vereador Paulo Bottura (Pros) presidente da Câmara de São Caetano a contragosto do governo de Paulo Pinheiro (PMDB), o ex-chefe do Executivo são-caetanense e atual secretário paulista de Esporte, Lazer e Juventude, José Auricchio Júnior (PTB), avaliou que a vitória da oposição no Legislativo se deu pela “crise de comando na cidade”.

“A Câmara buscou revalorização, porque, de certo, está insatisfeita. Há ruído (na relação com o Executivo). Acho que há crise de comando na cidade que se tornou permanente e que deságua em série de dificuldades governamentais. A relação com Legislativo é uma delas. Enquanto não for reparada, a tendência é piorar essa crise. É ruim para a cidade e o povo é que paga preço”, argumentou Auricchio.

Bottura irá substituir Sidão da Padaria (PSB) na presidência do Legislativo. A gestão do socialista, que durou de 2011 a 2014, foi muito criticada pela centralização do comando e falta de diálogo com os demais parlamentares.

“Paulo Bottura é uma das figuras públicas com a maior ficha de serviços prestados em São Caetano e é um amigo. Tem personalidade conciliadora, que talvez seja sua maior marca. Naturalmente ele valoriza muito o papel do Parlamento, com atuação extremamente voltada ao vereador. Tem um peso democrático. A Câmara ganha em larga escala em tê-lo”, avaliou o ex-prefeito.

A justificativa dos 11 vereadores que se uniram para eleger Bottura foi, justamente, a rejeição ao perfil de Chico Bento (PP), candidato derrotado com apoio de Pinheiro, em que muitos apostavam que ele estabeleceria relação de subserviência ao Palácio da Cerâmica.
“Acredito que a gestão do Bottura pode melhorar a crise de comando que a cidade vive. Vai ampliar o debate e as discussões. Os vereadores vão aconselhar o prefeito. As grandes missões devem ser compartilhadas. Vai abrir horizonte novo para a cidade”, pontuou Auricchio.

Logo após a vitória de Bottura, aberturas de CPIs passaram a ser especuladas, já que nos dois anos passados a articulação de Pinheiro conseguiu blindar o governo e evitou série de apurações. “CPIs são instrumentos de investigação usados pelas minorias. Não é objetivo de grupo ficar abrindo CPI, mas é legitimo”, considerou.

Auricchio se coloca como principal líder da oposição, que se uniu a parlamentares descontentes com Pinheiro para eleger Bottura. “Não é oposição, aposto no perfil conciliador do Bottura. A vitória muito me alegrou, mas nada contra o Chico Bento, que tenho um bom relacionamento. Naquele momento (a eleição do progressista) representava crise”, observou. 

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