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Grana terá dor de cabeça em 2015

Montagem/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com mais três vereadores se autointitulando independentes, agora são 12 os parlamentares a alegar dificuldade em fazer parte da base em Sto.André


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/12/2014 | 07:00


Após a turbulenta eleição da presidência da Câmara de Santo André, mais três vereadores se autointitularam independentes, somando-se a outros nove integrantes da bancada “neutra”. Toninho de Jesus (SD), Cosmo do Gás (PDT) e Marcos Pinchiari (Pros), além do Bispo Ronaldo de Castro (PRB), comandante do Legislativo para o próximo biênio, declararam mudança de lado, reavendo o chamado G-12. A situação deve provocar desconforto ao governo Carlos Grana (PT) a partir de janeiro de 2015.

Os vereadores justificam dificuldade em continuar na base governista. O trio ficou em média um ano e meio no grupo de sustentação e participava semanalmente das reuniões no Paço, entretanto, a pressão do eleitorado e a aproximação do pleito municipal daqui dois anos são alegações da alteração do cenário na Casa. “Agora sou independente devido ao comportamento da administração municipal”, sinalizou Toninho, indicando que “não resta dúvida que o posicionamento em 2016 interfere no processo”. “Certamente estaremos em caminhos opostos.”

Toninho tem adotado postura inusitada nas últimas sessões em plenário. Ele utiliza placa com os dias que faltam para o término do mandato de Grana. Segundo o parlamentar, esse é o período que o petista possui para construir hospital de urgência/emergência de 150 leitos, prometido no plano de governo. “Enquanto não houver mudança na atuação do Paço não vou alterar minha posição (na Câmara). Ficou complicado”, disse. O Solidariedade já dá indícios que lançará candidatura própria na sucessão à Prefeitura. “Buscaremos aliança que não seja o PT.”

Pinchiari usou a tribuna na quinta-feira para anunciar a decisão. Antes de tomar publicamente a atitude, ele avisou a cúpula da gestão. “Meu eleitorado cobra de mim esse posicionamento. Pressiona pelo voto independente e não só com a bancada aliada”. Articulador do Paço, o secretário de Governo, Arlindo José de Lima (PT), afirmou que o desejo “é legítimo”. “Ele disse que tinha muita reclamação da base. Cada vereador tem a liberdade de caminhar e tomar suas escolhas.”

Cosmo também votou com a ala neutra nas plenárias antes do recesso. “Sou independente”, assinalou, acrescentando que sofreu desgaste com a candidatura antecipada de Raimundo Salles (PPS) ao Paço – o pedetista foi eleito na coligação do ex-secretário de Cultura de Grana, hoje contrário ao PT. “Pessoal do governo entendeu errado a situação e senti mudança comigo. Nos últimos encontros da base fiquei desconfortável. Alguns comissionados influenciaram negativamente.”

Arlindo admite que a fase da eleição da mesa foi “desgastante” na relação com o Executivo. Em contrapartida, o petista avaliou que “é prematuro fazer diagnóstico” em relação ao que será no ano que vem. “A disputa faz parte do processo, mas não há prognóstico neste momento. Teremos muitas conversas e estaremos abertos ao diálogo, com os 21 (vereadores).”  



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Grana terá dor de cabeça em 2015

Com mais três vereadores se autointitulando independentes, agora são 12 os parlamentares a alegar dificuldade em fazer parte da base em Sto.André

Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

13/12/2014 | 07:00


Após a turbulenta eleição da presidência da Câmara de Santo André, mais três vereadores se autointitularam independentes, somando-se a outros nove integrantes da bancada “neutra”. Toninho de Jesus (SD), Cosmo do Gás (PDT) e Marcos Pinchiari (Pros), além do Bispo Ronaldo de Castro (PRB), comandante do Legislativo para o próximo biênio, declararam mudança de lado, reavendo o chamado G-12. A situação deve provocar desconforto ao governo Carlos Grana (PT) a partir de janeiro de 2015.

Os vereadores justificam dificuldade em continuar na base governista. O trio ficou em média um ano e meio no grupo de sustentação e participava semanalmente das reuniões no Paço, entretanto, a pressão do eleitorado e a aproximação do pleito municipal daqui dois anos são alegações da alteração do cenário na Casa. “Agora sou independente devido ao comportamento da administração municipal”, sinalizou Toninho, indicando que “não resta dúvida que o posicionamento em 2016 interfere no processo”. “Certamente estaremos em caminhos opostos.”

Toninho tem adotado postura inusitada nas últimas sessões em plenário. Ele utiliza placa com os dias que faltam para o término do mandato de Grana. Segundo o parlamentar, esse é o período que o petista possui para construir hospital de urgência/emergência de 150 leitos, prometido no plano de governo. “Enquanto não houver mudança na atuação do Paço não vou alterar minha posição (na Câmara). Ficou complicado”, disse. O Solidariedade já dá indícios que lançará candidatura própria na sucessão à Prefeitura. “Buscaremos aliança que não seja o PT.”

Pinchiari usou a tribuna na quinta-feira para anunciar a decisão. Antes de tomar publicamente a atitude, ele avisou a cúpula da gestão. “Meu eleitorado cobra de mim esse posicionamento. Pressiona pelo voto independente e não só com a bancada aliada”. Articulador do Paço, o secretário de Governo, Arlindo José de Lima (PT), afirmou que o desejo “é legítimo”. “Ele disse que tinha muita reclamação da base. Cada vereador tem a liberdade de caminhar e tomar suas escolhas.”

Cosmo também votou com a ala neutra nas plenárias antes do recesso. “Sou independente”, assinalou, acrescentando que sofreu desgaste com a candidatura antecipada de Raimundo Salles (PPS) ao Paço – o pedetista foi eleito na coligação do ex-secretário de Cultura de Grana, hoje contrário ao PT. “Pessoal do governo entendeu errado a situação e senti mudança comigo. Nos últimos encontros da base fiquei desconfortável. Alguns comissionados influenciaram negativamente.”

Arlindo admite que a fase da eleição da mesa foi “desgastante” na relação com o Executivo. Em contrapartida, o petista avaliou que “é prematuro fazer diagnóstico” em relação ao que será no ano que vem. “A disputa faz parte do processo, mas não há prognóstico neste momento. Teremos muitas conversas e estaremos abertos ao diálogo, com os 21 (vereadores).”  

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