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Santo André retira neste ano 322 famílias de áreas de risco

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Segundo IPT, cidade tem 74 setores com
moradias sob algum grau de perigo ambiental


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/12/2014 | 07:00


Desde o início do ano, a Defesa Civil de Santo André afirmou ter retirado 322 famílias de áreas com risco de tragédias ambientais na cidade, em especial deslizamentos de terra. O PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos), feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), mostra que, em janeiro, data de publicação do documento, 3.214 moradias do município, divididas em 74 setores, estavam em locais com algum tipo de perigo de desastre natural.

Segundo o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), órgão responsável pela Defesa Civil, das 322 notificações feitas, 283 moradias tiveram de ser interditadas, sendo que 281 foram demolidas. O auxílio-aluguel, benefício direcionado a moradores desabrigados, foi pago a 251 famílias. A maioria das casas em situações de vulnerabilidade fica localizada no Jardim Irene.

O superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Júnior, explica que a diferença entre o número total de notificações e o de interdições se dá em razão das desocupações voluntárias dos imóveis. “Quando o IPT classifica uma área como de risco, muitas famílias optam por sair e ir para casa de parentes. Então, quando a gente vai começar o processo (de remoções), o número é menor.”

Para evitar ocorrências durante a época mais chuvosa, o Semasa lançou ontem a Operação Chuvas de Verão 2015, que reúne conjunto de medidas de prevenção e resgate à população de áreas de risco. A Prefeitura irá oferecer seis refúgios e dois abrigos para acolher pessoas que tiveram de deixar as casas. A autarquia irá manter o sistema de alertas climáticos por meio de SMS (mensagem de texto para celular), tecnologia já utilizada no ano passado e que foi considerada bem-sucedida pela direção do Semasa. Cerca de 740 pessoas se inscreveram para receber os avisos. Para se cadastrar, é necessário entrar no site smscadastroalertadechuvasantoandre.blogspot.com.br.

NOVAS MORADIAS

O prefeito Carlos Grana (PT) afirmou que está em processo licitatório a construção de 2.750 unidades habitacionais no município. O recurso, de aproximadamente R$ 300 milhões, será obtido por meio de financiamento com a Caixa Econômica Federal. A previsão é que as moradias sejam entregues até 2016.

O chefe do Executivo disse também que pretende finalizar até março as remoções no núcleo Gamboa. A área deverá ser anexada ao Parque Central.

Semasa quer expandir Nupdec Animal

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) planeja expandir para outros bairros da cidade o projeto Nupdec (Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Animal, que está em teste há pouco mais de dois meses na comunidade Maurício de Medeiros, no Jardim Irene. A ação consiste em cadastrar, vacinar e castrar os bichos de estimação das famílias que residem em áreas de risco para que as mascotes possam ser levadas com seus donos para os abrigos da Prefeitura, em caso de remoção temporária ou definitiva.

A diretora da Defesa Civil do município, Débora Diogo, explica que a ideia surgiu no início do ano, quando cerca de 100 famílias tiveram de ser encaminhadas para alojamento devido ao risco de inundações. “As pessoas que tinham animais não podiam levá-los. Isso era proibido até pela Vigilância Sanitária, pois os bichos poderiam causar outros problemas de saúde. Tinha gente que ficava muito mal, que queria voltar para resgatar o pet. Então, os moradores que fazem parte dos Nupdecs solicitaram uma ação do governo para resolver essa questão.”

Antes de o acompanhamento ser autorizado, o animal precisa ser identificado por coleira especial que mostra a regularidade da situação. “Os moradores ficaram satisfeitos e outras pessoas que vivem em áreas similares pediram para que a gente estenda o projeto. A pessoa sente que está sendo atendida, e isso ajuda a minimizar um pouco do trauma do momento”, diz Débora. 



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Santo André retira neste ano 322 famílias de áreas de risco

Segundo IPT, cidade tem 74 setores com
moradias sob algum grau de perigo ambiental

Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

06/12/2014 | 07:00


Desde o início do ano, a Defesa Civil de Santo André afirmou ter retirado 322 famílias de áreas com risco de tragédias ambientais na cidade, em especial deslizamentos de terra. O PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos), feito pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), mostra que, em janeiro, data de publicação do documento, 3.214 moradias do município, divididas em 74 setores, estavam em locais com algum tipo de perigo de desastre natural.

Segundo o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), órgão responsável pela Defesa Civil, das 322 notificações feitas, 283 moradias tiveram de ser interditadas, sendo que 281 foram demolidas. O auxílio-aluguel, benefício direcionado a moradores desabrigados, foi pago a 251 famílias. A maioria das casas em situações de vulnerabilidade fica localizada no Jardim Irene.

O superintendente do Semasa, Sebastião Ney Vaz Júnior, explica que a diferença entre o número total de notificações e o de interdições se dá em razão das desocupações voluntárias dos imóveis. “Quando o IPT classifica uma área como de risco, muitas famílias optam por sair e ir para casa de parentes. Então, quando a gente vai começar o processo (de remoções), o número é menor.”

Para evitar ocorrências durante a época mais chuvosa, o Semasa lançou ontem a Operação Chuvas de Verão 2015, que reúne conjunto de medidas de prevenção e resgate à população de áreas de risco. A Prefeitura irá oferecer seis refúgios e dois abrigos para acolher pessoas que tiveram de deixar as casas. A autarquia irá manter o sistema de alertas climáticos por meio de SMS (mensagem de texto para celular), tecnologia já utilizada no ano passado e que foi considerada bem-sucedida pela direção do Semasa. Cerca de 740 pessoas se inscreveram para receber os avisos. Para se cadastrar, é necessário entrar no site smscadastroalertadechuvasantoandre.blogspot.com.br.

NOVAS MORADIAS

O prefeito Carlos Grana (PT) afirmou que está em processo licitatório a construção de 2.750 unidades habitacionais no município. O recurso, de aproximadamente R$ 300 milhões, será obtido por meio de financiamento com a Caixa Econômica Federal. A previsão é que as moradias sejam entregues até 2016.

O chefe do Executivo disse também que pretende finalizar até março as remoções no núcleo Gamboa. A área deverá ser anexada ao Parque Central.

Semasa quer expandir Nupdec Animal

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) planeja expandir para outros bairros da cidade o projeto Nupdec (Núcleo Comunitário de Proteção e Defesa Civil) Animal, que está em teste há pouco mais de dois meses na comunidade Maurício de Medeiros, no Jardim Irene. A ação consiste em cadastrar, vacinar e castrar os bichos de estimação das famílias que residem em áreas de risco para que as mascotes possam ser levadas com seus donos para os abrigos da Prefeitura, em caso de remoção temporária ou definitiva.

A diretora da Defesa Civil do município, Débora Diogo, explica que a ideia surgiu no início do ano, quando cerca de 100 famílias tiveram de ser encaminhadas para alojamento devido ao risco de inundações. “As pessoas que tinham animais não podiam levá-los. Isso era proibido até pela Vigilância Sanitária, pois os bichos poderiam causar outros problemas de saúde. Tinha gente que ficava muito mal, que queria voltar para resgatar o pet. Então, os moradores que fazem parte dos Nupdecs solicitaram uma ação do governo para resolver essa questão.”

Antes de o acompanhamento ser autorizado, o animal precisa ser identificado por coleira especial que mostra a regularidade da situação. “Os moradores ficaram satisfeitos e outras pessoas que vivem em áreas similares pediram para que a gente estenda o projeto. A pessoa sente que está sendo atendida, e isso ajuda a minimizar um pouco do trauma do momento”, diz Débora. 

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