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Ídolos parabenizam clube pelo aniversário, mas criticam fase

Maior artilheiro da história do clube e meia campeão paulista em 2004, Adhemar e Marcinho relembram glórias e lamentam momento ruim

Por Thiago Bassan
Do Diário do Grande ABC
04/12/2014 | 07:00
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“No dia 4 de dezembro aconteceu aquele fato que marcou a nossa história”. Foi dessa maneira, cantando o hino do clube, que o ex-jogador Adhemar, maior ídolo da história do São Caetano, atendeu a equipe do Diário para falar sobre os 25 anos do clube. Autor de 68 gols em suas duas passagens pelo Azulão, o ex-atacante diz que a agremiação tem motivos de sobra para comemorar a data, apesar da fase ruim.

“Apesar do momento que o clube se encontra, temos razões para festejar. Em pouco tempo, o São Caetano alcançou muitas glórias, chegou onde chegou e não foi por acaso. Hoje, sou apenas um torcedor fanático. E deixo para a torcida a mensagem de que esse jubileu de prata foi apenas um aquecimento para o de ouro. Outras conquistas estão por vir”, afirmou Adhemar.

Presente na época em que o clube ganhou destaque no cenário nacional, entre os anos de 2000 e 2004, Adhemar não cita uma equipe em especial, mas ressalta a união dos jogadores daquela época. “O que mais me recordo com carinho era do grupo. Não era convivência normal entre jogadores apenas, era um sentimento de família. Todos tinham o mesmo objetivo. Foram momentos de glórias que ficaram marcados para sempre. Pena que hoje o clube está em situação bem diferente da que deixamos”, destacou.

Ídolo da torcida do Azulão e campeão paulista pelo clube em 2004, o meia Marcinho ressaltou a importância do São Caetano em sua carreira, mas afirmou que o aniversário pode servir para reflexão. “Foi o clube que me projetou para o futebol. Acreditaram em mim quando foram me buscar no Corinthians. Até hoje sou conhecido como o ‘Marcinho do São Caetano’. Mas temos que ser realistas. Esse aniversário serve para o clube rever o que está acontecendo. Sair da Primeira Divisão e parar onde está, é algo para refletir”, alertou.

Atacante Matheus Guerreiro vira presente de 25 anos

Atacante bastante conhecido no futebol do Sul do País, Matheus Guerreiro é o presente de aniversário dos 25 anos do São Caetano. O jogador chegou nesta semana e já treina com os novos companheiros no Anacleto Campanella. O atleta não teme o desafio de estar em um time que passou por três rebaixamentos nos últimos dois anos.

“A fase atual não me preocupa. O São Caetano é um grande clube e tem tudo para se reerguer nos cenários nacional e estadual”, disse ele.

Matheus tem 21 anos e passou por diversos clubes de Santa Catarina, entre eles Metropolitano, Blumenal e Camboriú, sua última equipe. O apelido de ‘guerreiro’ surgiu por causa do jeito aguerrido de atuar. “Desde que comecei a carreira, ganhei esse apelido. Sou jogador que não desiste nunca, estou sempre lutando contra os adversários, os zagueiros. É o meu estilo e espero ser muito feliz aqui no São Caetano”, finalizou.




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