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Encontro debate rumos da história em Ribeirão

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Evento aberto ao público e gratuito será promovido no Castelo de Robson Miguel, no bairro Quarta Divisão


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

03/12/2014 | 07:00


Nos bancos das escolas do Grande ABC, ensina-se que o território que hoje compreende as sete cidades servia apenas como passagem entre o Litoral e a então vila de São Paulo de Piratininga. Como forma de desconstruir a história ensinada no dia a dia e propor novos rumos para ela, o violonista e pesquisador Robson Miguel promove no sábado o 3º Encontro de História da Estância Turística de Ribeirão Pires. Aberto ao público de todas as idades e gratuito, o evento será realizado a partir das 14h no castelo do músico, na Rua do Castelo, 310, no bairro Quarta Divisão.

Robson Miguel discorda de outros historiadores que afirmam que havia pouca ocupação indígena no local onde hoje está o Grande ABC. “Tanto que essa região era chamada de caaguassu (mato alto) e geribatiba (alto da serra) pelos que aqui viviam, nomes milenarmente utilizados pelos tupi-guarani que ali viviam inclusive antes da fundação de São Paulo.”

O pesquisador é conhecido no município por defender que a histórica e extinta vila de Santo André da Borda do Campo, fundada em 1553 por João Ramalho, ficaria localizada onde está hoje a Capela do Pilar, no bairro Pilar Velho. Para ele, o lugar era uma aldeia indígena.

O encontro abordará o assunto conforme prevê a Lei 11.645, que institui como obrigatório o estudo da cultura, tradições, línguas e história indígena, ressaltando as diferenças, mas de forma integrada e apresentando versões da história da cidade, que tem como marco o dia 25 de março de 1714, com a fundação oficial da Igreja do Pilar, que completou 300 anos neste ano.

POLÊMICA

Para Robson Miguel, muitas vezes suas teorias causam polêmica porque desconstroem questões que estão colocadas há muitos anos. “Mas a história muda com a tecnologia. Hoje é possível fazer pesquisa de forma diferente, integrar documentos que estão digitalizados, juntar informações que antes eram impossíveis de se acessar todas de uma vez. Portanto, há novos rumos da história sendo definidos e as pessoas precisam se informar sobre o assunto. Por isso, o encontro será aberto para todos aqueles que gostam de ouvir e contar histórias, sejam crianças, jovens, adultos e idosos”, garante o pesquisador.  



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Encontro debate rumos da história em Ribeirão

Evento aberto ao público e gratuito será promovido no Castelo de Robson Miguel, no bairro Quarta Divisão

Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

03/12/2014 | 07:00


Nos bancos das escolas do Grande ABC, ensina-se que o território que hoje compreende as sete cidades servia apenas como passagem entre o Litoral e a então vila de São Paulo de Piratininga. Como forma de desconstruir a história ensinada no dia a dia e propor novos rumos para ela, o violonista e pesquisador Robson Miguel promove no sábado o 3º Encontro de História da Estância Turística de Ribeirão Pires. Aberto ao público de todas as idades e gratuito, o evento será realizado a partir das 14h no castelo do músico, na Rua do Castelo, 310, no bairro Quarta Divisão.

Robson Miguel discorda de outros historiadores que afirmam que havia pouca ocupação indígena no local onde hoje está o Grande ABC. “Tanto que essa região era chamada de caaguassu (mato alto) e geribatiba (alto da serra) pelos que aqui viviam, nomes milenarmente utilizados pelos tupi-guarani que ali viviam inclusive antes da fundação de São Paulo.”

O pesquisador é conhecido no município por defender que a histórica e extinta vila de Santo André da Borda do Campo, fundada em 1553 por João Ramalho, ficaria localizada onde está hoje a Capela do Pilar, no bairro Pilar Velho. Para ele, o lugar era uma aldeia indígena.

O encontro abordará o assunto conforme prevê a Lei 11.645, que institui como obrigatório o estudo da cultura, tradições, línguas e história indígena, ressaltando as diferenças, mas de forma integrada e apresentando versões da história da cidade, que tem como marco o dia 25 de março de 1714, com a fundação oficial da Igreja do Pilar, que completou 300 anos neste ano.

POLÊMICA

Para Robson Miguel, muitas vezes suas teorias causam polêmica porque desconstroem questões que estão colocadas há muitos anos. “Mas a história muda com a tecnologia. Hoje é possível fazer pesquisa de forma diferente, integrar documentos que estão digitalizados, juntar informações que antes eram impossíveis de se acessar todas de uma vez. Portanto, há novos rumos da história sendo definidos e as pessoas precisam se informar sobre o assunto. Por isso, o encontro será aberto para todos aqueles que gostam de ouvir e contar histórias, sejam crianças, jovens, adultos e idosos”, garante o pesquisador.  

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