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Mercado imobiliário aponta migração da Capital para o Grande ABC


Vivian Costa
Do Diário do Grande ABC

15/10/2008 | 07:01


Segundo a pesquisa a capital realizada pelo Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) a Capital registrou queda de 19,18% nas vendas de imóveis usados no mês de agosto, se comparado em julho. Já o Grande ABC registrou um aumento de 14,01% nas vendas no mesmo período. Segundo especialistas esse crescimento é resultado da grande demanda existente na região, e principalmente, porque está havendo uma migração para cá.

O movimento já tem sido registrado pelas grandes imobiliárias da região. Até o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, afirma que muitas pessoas têm procurado o Grande ABC como alternativa para fugir do caos que é São Paulo. "Eu tenho informações de que há pessoas da zonal sul migrando para a região por sua proximidade", afirma.

Para Fábio Piagentini, secretário de desenvolvimento econômico do Observatório Econômico de Santo André, o mercado é cíclico e como o Grande ABC tem crescido é normal atrair mais investimentos e mais procura. "Aqui ainda é possível encontrar o metro quadrado mais barato do que São Paulo", comenta. Mas observa que essa diferença já foi muito maior. "De 2005 a 2007 o valor do metro quadrado da região quase dobrou", afirma.

Na opinião de Aparecido Viana, proprietário da imobiliária que leva seu nome, instalada em São Caetano, há um grande número de pessoas que migram da capital para São Caetano por causa da qualidade de vida. "Mas há quem procure outras cidades da região atrás de terrenos. Como ainda tem muitos e com com preço, a construção fique mais barata", afirma.

Roberto Casari, direitor de marketing da Casari Imóveis, afirma que muitas pessoas estão atrás de bons negócios. "Registramos um crescimento, tanto de vendas e locação, de 35% em setembro se comparado a agosto. E muitas pessoas estão a procura de imóveis grandes, com três vagas", diz,

CRISE - Para o presidente do Creci-SP, não se pode falar em tendência de baixa geral do mercado por causa da crise financeira global, até porque ela se agravou mesmo em setembro e agora em outubro. Mesmo assim, ele acredita que só as especulações sobre uma possível crise bem no inicio dela levou algumas pessoas a frearem as compras. Para ele, será preciso esperar as próximas pesquisas para observar os seus reflexos".



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