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Abrigo de Ribeirão busca padrinhos para crianças

Projeto Reconstruindo Laços quer trazer conceito de instituição familiar de volta ao cotidiano de menores abrigados


Renata Rocha
Especial para o Diário

30/11/2014 | 07:00


Conhecer como funciona uma família estruturada e descobrir o mundo. Essa é a oportunidade que pode ser dada a crianças e jovens do Abrigo Municipal de Ribeirão Pires por meio do projeto Reconstruindo Laços – Apadrinhamento Afetivo.

A proposta é proporcionar convívio familiar para crianças e adolescentes acolhidos pela instituição. Muitos desses menores chegam ao abrigo agitados, com visões negativas sobre a instituição familiar, já que alguns sofreram maus-tratos ou foram negligenciados. “Se essas crianças não saírem desse espaço, não irão visualizar uma vida diferente. Agora, se vão para uma casa em que a estrutura é diferente da que tem como modelo ou viveram, poderão perceber que é possível ter uma outra vida”, disse a psicóloga e diretora do abrigo, Maria Adélia Reis.

O padrinho ou madrinha deve ser uma pessoa que queira auxiliar e acompanhar a vida do acolhido que tem possibilidades remotas ou inexistentes de adoção. O candidato não pode estar na fila de adoção de crianças, já que não existe a possibilidade de se pedir a guarda definitiva.

Além dos candidatos, o núcleo familiar também passa por entrevistas individuais, já que a ideia é que todos aceitem a criança em casa. Nas entrevistas, os profissionais da área avaliam as condições psicológicas e emocionais, além de critérios como responsabilidade, afetividade, maturidade, compromisso e disponibilidade.

“Após aprovado, fazemos integração entre o padrinho e os abrigados para ver com qual há mais afinidade. Indicamos passeios a parque, teatro, cinema e outras atividades que estimulem a criança a conviver com outras pessoas. Se precisar sair durante a semana para eventos que o padrinho acha importantes, liberamos também”, explica Maria.

O apadrinhamento pode ser feito apenas para crianças a partir dos 5 anos. Como há mais registro de preferência por bebês no momento da adoção, a idade foi definida para evitar qualquer tipo de ilusão por parte dos voluntários. O abrigo tem atualmente 16 crianças, sendo que dez delas estão nesta faixa etária.

Para conhecer mais sobre o Reconstruindo Laços e saber como participar do projeto de apadrinhamento afetivo, o telefone de contato da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da cidade é o 4828-1900.



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Abrigo de Ribeirão busca padrinhos para crianças

Projeto Reconstruindo Laços quer trazer conceito de instituição familiar de volta ao cotidiano de menores abrigados

Renata Rocha
Especial para o Diário

30/11/2014 | 07:00


Conhecer como funciona uma família estruturada e descobrir o mundo. Essa é a oportunidade que pode ser dada a crianças e jovens do Abrigo Municipal de Ribeirão Pires por meio do projeto Reconstruindo Laços – Apadrinhamento Afetivo.

A proposta é proporcionar convívio familiar para crianças e adolescentes acolhidos pela instituição. Muitos desses menores chegam ao abrigo agitados, com visões negativas sobre a instituição familiar, já que alguns sofreram maus-tratos ou foram negligenciados. “Se essas crianças não saírem desse espaço, não irão visualizar uma vida diferente. Agora, se vão para uma casa em que a estrutura é diferente da que tem como modelo ou viveram, poderão perceber que é possível ter uma outra vida”, disse a psicóloga e diretora do abrigo, Maria Adélia Reis.

O padrinho ou madrinha deve ser uma pessoa que queira auxiliar e acompanhar a vida do acolhido que tem possibilidades remotas ou inexistentes de adoção. O candidato não pode estar na fila de adoção de crianças, já que não existe a possibilidade de se pedir a guarda definitiva.

Além dos candidatos, o núcleo familiar também passa por entrevistas individuais, já que a ideia é que todos aceitem a criança em casa. Nas entrevistas, os profissionais da área avaliam as condições psicológicas e emocionais, além de critérios como responsabilidade, afetividade, maturidade, compromisso e disponibilidade.

“Após aprovado, fazemos integração entre o padrinho e os abrigados para ver com qual há mais afinidade. Indicamos passeios a parque, teatro, cinema e outras atividades que estimulem a criança a conviver com outras pessoas. Se precisar sair durante a semana para eventos que o padrinho acha importantes, liberamos também”, explica Maria.

O apadrinhamento pode ser feito apenas para crianças a partir dos 5 anos. Como há mais registro de preferência por bebês no momento da adoção, a idade foi definida para evitar qualquer tipo de ilusão por parte dos voluntários. O abrigo tem atualmente 16 crianças, sendo que dez delas estão nesta faixa etária.

Para conhecer mais sobre o Reconstruindo Laços e saber como participar do projeto de apadrinhamento afetivo, o telefone de contato da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da cidade é o 4828-1900.

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