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Internacional busca no Paraná uma missão quase impossível
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04/12/2005 | 08:20
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A missão é quase impossível, mas o Internacional ainda acredita que pode encerrar neste domingo como campeão brasileiro pela quarta vez em sua história. Para isso, tem de ganhar do Coritiba no Couto Pereira, depende de uma derrota do Corinthians para o Goiás no Serra Dourada e, ainda, precisa que a soma do saldo dos dois jogos seja superior a cinco gols.

A fé colorada deve-se à insistência que o time demonstrou em jogos recentes para alcançar resultados que pareciam inatingíveis. A filosofia de não se entregar nunca rendeu vitórias contra o mesmo Coritiba – na repetição de um dos 11 jogos anulados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva –, o Brasiliense e o Palmeiras, todos com o gol decisivo marcado depois dos 40 minutos do segundo tempo.

“Acreditamos sempre e não vamos desistir agora que falta só uma rodada para atingirmos o objetivo do ano”, ressalva o lateral-esquerdo Jorge Wagner. “Enquanto a bola rolar, vamos lutar”, promete o atacante Rafael Sobis. “Desse grupo eu não duvido nada”, incentiva o técnico Muricy Ramalho.

O treinador terá que entregar a um time alterado a missão de tentar golear o Coritiba. As contusões afastaram o goleiro titular, Clemer, e o zagueiro Wilson, e ameaçam os meias Perdigão e Ricardinho. Além disso, o zagueiro Ediglê e o volante Gavilán estão suspensos. Diante de tantas mudanças e indefinições, Muricy deixou para escalar o time na última hora.

A defesa será recomposta com a entrada de André no gol e Bolívar e Vinícius na zaga. Mas o meio-campo terá algumas novidades. Uma delas é o deslocamento do zagueiro Edinho para a vaga de Gavilán. Tinga cumpriu suspensão contra o Palmeiras e volta ao time.

Mistério – É na montagem das duas posições mais ofensivas do meio-campo e da dupla de ataque que Muricy faz mistério. Se Perdigão puder jogar, faz dupla recuada com Edinho, liberando Tinga para a armação de jogadas. Se for vetado pelos médicos, deixa a vaga para Márcio Mossoró. Neste caso, Tinga joga mais recuado. O posicionamento do atacante Fernandão depende da escalação de Ricardinho. Se o meia não participar do jogo, o capitão do time recua para o meio-campo e abre uma vaga para Renteria.

Na mobilização para o jogo, o Internacional decidiu levar 29 de seus 30 jogadores a Curitiba, inclusive os suspensos e contundidos. Só o zagueiro Wilson, que submeteu-se a uma cirurgia no tendão de Aquiles na sexta-feira, ficou em Porto Alegre.

Os gaúchos que moram no Paraná e os que lotaram 15 ônibus para viajar de Porto Alegre a Curitiba prometem ocupar todos os 4,8 mil lugares destinados à torcida visitante. Na capital do Rio Grande do Sul a torcida vai se concentrar nos bares dos bairros Cidade Baixa e Moinhos de Vento e promete comemorar qualquer resultado que deixe o time a menos de quatro pontos do Corinthians. Com essa conta, os colorados se consideram campeões morais da competição e ficam esperando que o clube consiga na Justiça comum a revalidação dos 11 resultados que o STJD anulou.




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