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Embaixada britânica no Irã é alvo de protestos de radicais


Da AFP

01/04/2007 | 19:56


Quase 200 estudantes islamitas se reuniram neste domingo diante da embaixada da Grã-Bretanha em Teerã para protestar contra a suposta entrada em águas iranianas de 15 marinheiros britânicos, que permanecem presos desde 23 de março.

Várias bombas explodiram dentro do complexo da embaixada, protegida por dezenas de policiais e várias barricadas para manter os manifestantes à distância.

Os radicais, membros da milícia islâmica Basidj, exigiam um julgamento dos 15 militares britânicos capturados pelas forças iranianas no norte do Golfo na semana passada. "Morte à Grã-Bretanha", "Morte aos Estados Unidos" e "Morte a Israel", gritaram os manifestantes.

Apesar do confronto verbal dos últimos dias e das novas acusações feitas no sábado pelo presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, que exigiu um pedido de desculpas do Reino Unido, as duas partes mantêm aberta à diplomacia.

O governo britânico mantém "conversações bilaterais diretas" com o Irã a respeito da crise, afirmou neste domingo o ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Des Browne.

Em uma entrevista à BBC no Afeganistão, Browne afirmou que não existe "nenhum motivo" para que o Irã continue retendo o grupo. "Nos esforçamos para que este assunto seja resolvido o mais rápido possível por meios diplomáticos e fazemos todo o possível neste sentido", disse o ministro.

"Não é minha intenção entrar em detalhes passo a passo e não seria apropriado fazê-lo, mas estamos em contato bilateral direto com os iranianos e eles sabem que não só mantemos uma posição muito clara, como contamos com o apoio de quase toda a comunidade internacional", acrescentou.

"A mensagem da ONU (Organização das Nações Unidas) e a mensagem da UE (União Européia) deveriam mostrar a eles claramente que sua responsabilidade é liberar as pessoas detidas", disse Browne.

O ministro britânico não explicou como os contatos bilaterais estão sendo estabelecidos.

De acordo com o jornal britânico Sunday Telegraph, Londres busca um compromisso que permita a libertação dos soldados e o envio ao Irã de um alto oficial da Marinha para negociações.

Uma solução diplomática ao conflito, segundo uma pesquisa publicada pelo jornal, é deseja pelos britânicos, já que 48% dos entrevistados afirmaram ser contrários ao uso da força independente do que aconteça e 44% são partidários desta possibilidade como último recurso.

Além disso, 40% dos entrevistados aprovam a atitude do governo de priorizar uma solução diplomática, sem apresentar desculpas, enquanto 26% consideram que a Grã-Bretanha deveria pedir perdão.

Ahmadinejad exigiu no sábado a demonstração de arrependimento, enquanto o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, qualificou de indesculpável a captura dos marinheiros, mas pediu uma solução "pacífica".

A UE, ao exigir a libertação imediata e incondicional dos marinheiros, assim como Washington, apoiou a Grã-Bretanha na disputa com o Irã.

Teerã afirma que os marinheiros britânicos estavam em suas águas territoriais, mas Londres alega que eles realizavam uma missão de rotina em águas iraquianas.

No sábado, autoridades iranianas advertiram a Grã-Bretanha a evitar uma "politização" do caso e anunciaram o início de um procedimento judicial contra os marinheiros.

O Sunday Telegraph menciona ainda um plano, elaborado durante uma reunião de crise no sábado em Londres, segundo o qual o governo britânico se comprometeria com o Irã que a Marinha Real jamais entraria em águas territoriais iranianas sem autorização.

De acordo com uma fonte do ministério da Defesa citada pelo jornal, o plano gerou esperanças.

A crise se agravou durante a semana depois que a televisão iraniana exibiu "depoimentos" de dois marinheiros que reconheciam ter entrado em águas iranianas, assim como três cartas da única mulher do grupo, Faye Turney.

"Eu acredito que todo o mundo lamenta a situação que se criou, o que nós queremos é encontrar uma saída, queremos encontrá-la de forma pacífica e o mais rápido possível", declarou a ministra britânica das Relações Exteriores, Margaret Beckett.



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