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Pelo 5º mês, indústria de SP cresce


Luiz Federico
Do Diário do Grande ABC

28/04/2006 | 08:38


Pelo quinto mês consecutivo, as engrenagens das máquinas das indústrias de transformação paulistas funcionam a todo vapor, revela pesquisa conjunta do Ciesp e Fiesp (Centro e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A produção registrou crescimento de 1,1% no mês passado em comparação a fevereiro, com ajuste sazonal. Para as entidades, o resultado – bastante significativo – indica recuperação da atividade industrial no Estado de São Paulo.   No primeiro trimestre deste ano, a alta foi de 8,6%.

Mesmo com os números positivos, a Fiesp ainda não arrisca dizer que a indústria se encontra em um patamar de crescimento sustentável. “Não conhecemos ainda o fôlego dessa recuperação, mas o desempenho está em linha com as expectativas da Fiesp para um avanço do PIB (Produto Interno Bruto) de 4% este ano”, explica Paulo Francini, diretor de Pesquisas da federação.

Mais uma vez, o setor que puxou a alta da produção foi alimentos e bebidas, com variação positiva de 1,3%. Impulsionado pela antecipação da safra de cana-de-açúcar e pelos efeitos positivos da Páscoa, as vendas totais do setor cresceram 13% na comparação mensal. “As expectativas de vendas dos empresários foram atendidas”, diz o economista-chefe do Ciesp, Carlos Cavalcanti.

Na seqüência, aparece o setor de máquinas e equipamentos, com expansão de 4,1% em março, também beneficiado pela produção de álcool e açúcar. O segmento de máquinas agrícolas puxou o resultado desse setor”, relata o economista.

Para as entidades, a redução da taxa de juros (para 15,75%), aumento da renda do trabalhador e a expansão do crédito ao consumidor nos últimos 12 meses indicam, no entanto, que pode existir uma sustentabilidade no nível de produção industrial. “Estamos próximos de levar a taxa real de juros a um dígito, resultado não visto desde 2001. Com isso, o empresário pode modernizar seu parque industrial e o consumidor, mais seguro, aumenta a compra de bens duráveis”, explica o diretor-adjunto de Economia do Ciesp, Antônio Corrêa de Lacerda.

Tendência – Mesmo com as taxas de inadimplência em alta, o Ciesp acredita que isso ainda não é um motivo para desânimo em 2006. Na avaliação de Cavalcanti, o aumento de 8,6% das horas trabalhadas e a alta de 20,2% das vendas afirmam que não há tendência de a indústria deixar de produzir.

Por outro lado, se os gastos do governo ao longo de 2006 tiverem reflexos na inflação, o Banco Central poderá voltar a subir a taxa básica de juros. “Essa é uma situação mais perversa, pois o empresário se sentiria desestimulado a investir”, afirma.



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