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Crise pode trazer novas oportunidades


Bárbara Ladeia
Do Diário do Grande ABC

12/10/2008 | 07:01


A crise financeira internacional pode trazer novas oportunidades de negócios para o Brasil. O cenário turbulento pode forçar o País a desenvolver vínculos comerciais e encontrar novos mercados consumidores pelo mundo.

A decadência das principais economias mundiais apontam para um trágico cenário das exportações nacionais. No entanto, Roberto Gonzalez, da Trevisan Escola de Negócios, vê nessa limitação uma outra oportunidade. "Os fundamentos das nossas empresas não mudaram. Poderemos encontrar novos países importadores de nossos produtos, fora do eixo comercial central", lembra. Tal atividade conduziria o Brasil ao estabelecimento de um novo mercado consumidor. "É uma ampliação da atuação brasileira no mercado internacional, o que diminui a nossa dependência das grandes potências."

Gonzalez também indentifica essa como uma oportunidade de fortalecer as relações comerciais dentro da América do Sul. "Temos de fortalecer as negociações e aumentar o consumo local."

"Eu sou muito otimista", declara Pedro Carvalho de Mello, doutor em Economia pela Universidade de Chicago e professor da Esags (Escola Superior de Administração e Gestão), de Santo André. Ele acredita que a crise conduz a um saneamento do mercado financeiro, gerando um maior equilíbrio econômico.

Mello avalia que, passado o caos, serão estabelecidas novas prioridades que podem conduzir as lideranças a um outro olhar frente às peculiaridades nacionais.

DIVERSIDADE
O professor da Esags aponta o modelo de crescimento brasileiro como um forte diferencial entre as principais economias mundiais.

O destaque vai para os recursos naturais, que são a base do desenvolvimento brasileiro. A biodiversidade e a disponibilidade de fontes de energia fóssil e renovável oferecem formas diferenciadas de exploração. "Não crescemos com base em mão-de-obra, como a Ásia, nem apoiados em capital e tecnologia, como os Estados Unidos e a União Européia", lembra.

"Nosso alicerce está nos recursos naturais. Fomos o primeiro país tropical a ter sucesso economicamente", destaca o especialista. Vale lembrar da vantagem competitiva com relação a produtos que dependem da utilização da água, como a criação de gado e a determinados cultivos. "Certamente a riqueza em fontes de água nos coloca à frente pois não temos limitações nesse sentido. Quando pensamos em estrangeiros de olho na Amazônia, vale a pena refletir se o interesse não está principalmente na água."

No entanto, Mello lembra que tal vantagem pode se transformar em transtorno caso não seja corretamente administrada. "A água tem uma questão sensível de propriedade, pois não há como estabelecer limites de fronteira em lençóis subterrâneos."



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