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OMC pode rever regras de exportação


Do Diário do Grande ABC

10/10/2008 | 07:09


A pedido do Brasil, a OMC (Organização Mundial do Comércio) anunciará nesta sexta-feira que irá convocar uma negociação para rever as regras de créditos à exportação, buscar alternativas e evitar uma paralisia total do comércio internacional.

Com a crise no mercado financeiro, as transações internacionais dos bancos secaram, afetando diretamente o comércio. A entidade já prevê a primeira retração real de exportações e importações em anos.

Os economistas da OMC já prevêem que não haverá apenas uma estagnação na expansão das trocas comerciais, mas sim uma redução real dos volumes exportados nos próximos três meses, mesmo com as vendas de Natal. "Estamos vivendo uma mini-paralisia", afirmou Michael Finger, um dos economistas responsáveis pela elaboração das novas previsões.

A sugestão do Itamaraty era de que as regras de créditos à exportação sejam flexibilizadas e que OMC consulte bancos para que haja um exame do "impacto do aperto de crédito sobre o financiamento ao comércio". O Brasil ainda quer que haja um debate sobre quais poderiam ser as alternativas para evitar que a seca nos créditos não acabe interrompendo exportações.

INCLUSÃO
O diretor da OMC, Pascal Lamy, afirmou ontem que está em discussão com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para chegar a uma solução para a situação das exportações. Hoje, ele deve anunciar a convocação de uma reunião de emergência com os chefes de organismos internacionais para lidar com a questão e encontrar alternativas.

Lamy ainda defendeu a convocação de uma nova reunião, ao estilo de Bretton Woods em 1944, para reformular o sistema internacional e passar a incluir os países emergentes, como o Brasil.

Na entidade, não é segredo para ninguém que exportadores de commodities, como o Brasil, deverão ver uma queda na demanda no mercado internacional.

A UE (União Européia) divulgou seus resultados sobre os 27 países do bloco no segundo trimestre do ano e já apontou para uma contração das exportações e importações. Os gastos com consumo privado diminuíram em 0,2% na zona do euro e 0,1% nos 27 países da UE.

Investimentos caíram em 1% na região e as exportações foram reduzidas em 0,3% na UE.

Com a desaceleração do mercado americano e o dólar fraco, os europeus passaram a ter dificuldades para encontrar destino a seus produtos. Mas as importações também sofreram uma queda, demonstrando que a desaceleração na economia é real.

No segundo trimestre, a queda foi de 0,5% nas vendas européias pelo mundo. O PIB da região do euro caiu em 0,2% no segundo trimestre, confirmando quedas na Alemanha, Irlanda e França.

No mesmo período, o PIB japonês caiu em 0,7%, contra uma alta de 0,7% no americano.

A OMC confirma que a taxa de crescimento esperada para 2008 era de 4,5%, bem mais baixa que a média dos últimos dez anos. Hoje, ninguém nega que o crescimento será bem menor. A expansão do comércio em 2009 também deve ser duramente afetada. "Nos Estados Unidos, estamos vendo uma retração das importações de setores importantes, como automotivos", alertou o economista.



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