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Financiar veículos ficou
mais difícil para classe C

Crise e aumento da inadimplência elevam restrições ao
crédito para os interessados em adquirir carro financiado


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

17/12/2011 | 07:01


O acesso ao financiamento de veículos ficou mais difícil para a classe C neste fim de ano. Isso porque o aumento da inadimplência fez com que os bancos elevassem as exigências para a aprovação da ficha cadastral dos interessados em adquirir o carro financiado.

É o que apontam executivos do setor. O diretor comercial de rede de concessionárias com sede em Santo André Márcio Roberto João cita que nos últimos dois meses, a cada 100 pedidos para vendas financiadas, apenas 50% são aprovados. No início do ano, o percentual era de 70%, segundo ele.

Além disso, quase não são aprovadas mais compras sem entrada e o comprometimento da renda também está mais rigoroso. Antes era necessário ter rendimento de três vezes o valor da parcela; agora, no mínimo, exige-se cinco vezes, aponta João. Com essas limitações, a classe C é a mais atingida, segundo os lojistas.

Flávio Araújo, gerente de vendas de revenda de outro grupo da região, atesta a dificuldade para efetivar negócios para esse público. "São pessoas que ganham R$ 2.000 a R$ 3.000 e têm pouco histórico de crédito", assinala.

EUROPA- Para o economista Ayrton Fontes, da consultoria M.Santo, além da alta da inadimplência, as turbulências na economia europeia, que geraram enxugamento de recursos no Exterior também ajudam a reduzir o crédito disponível no País. Ele cita que isso prejudica o consumidor CF51emergente/CF, que ajudou a movimentar o mercado. Nos dois últimos anos, as vendas para esse público chegaram a 600 mil carros - volume referente aos que fizeram a primeira compra de carro zero.

No entanto, o presidente da Associação das Empresas Financeiras de Montadoras, Décio Carbonari de Almeida, cita que a crise europeia ainda não tem impacto significativo e, no caso dos bancos das fabricantes, a captação no Exterior é muito pequena. "A seletividade se deve à piora da inadimplência, principalmente por conta da inflação, que impactou a renda", afirma.

O aumento no número de inadimplentes não se deu só no segmento de veículos, mas é geral no comércio. Dados da Boa Vista, administradora do Serviço Central de Proteção do Crédito, mostra que cresceu em 2,4% os registros de atrasos em novembro frente ao mês anterior, mantendo a tendência de elevação observada em outubro.



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Financiar veículos ficou
mais difícil para classe C

Crise e aumento da inadimplência elevam restrições ao
crédito para os interessados em adquirir carro financiado

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

17/12/2011 | 07:01


O acesso ao financiamento de veículos ficou mais difícil para a classe C neste fim de ano. Isso porque o aumento da inadimplência fez com que os bancos elevassem as exigências para a aprovação da ficha cadastral dos interessados em adquirir o carro financiado.

É o que apontam executivos do setor. O diretor comercial de rede de concessionárias com sede em Santo André Márcio Roberto João cita que nos últimos dois meses, a cada 100 pedidos para vendas financiadas, apenas 50% são aprovados. No início do ano, o percentual era de 70%, segundo ele.

Além disso, quase não são aprovadas mais compras sem entrada e o comprometimento da renda também está mais rigoroso. Antes era necessário ter rendimento de três vezes o valor da parcela; agora, no mínimo, exige-se cinco vezes, aponta João. Com essas limitações, a classe C é a mais atingida, segundo os lojistas.

Flávio Araújo, gerente de vendas de revenda de outro grupo da região, atesta a dificuldade para efetivar negócios para esse público. "São pessoas que ganham R$ 2.000 a R$ 3.000 e têm pouco histórico de crédito", assinala.

EUROPA- Para o economista Ayrton Fontes, da consultoria M.Santo, além da alta da inadimplência, as turbulências na economia europeia, que geraram enxugamento de recursos no Exterior também ajudam a reduzir o crédito disponível no País. Ele cita que isso prejudica o consumidor CF51emergente/CF, que ajudou a movimentar o mercado. Nos dois últimos anos, as vendas para esse público chegaram a 600 mil carros - volume referente aos que fizeram a primeira compra de carro zero.

No entanto, o presidente da Associação das Empresas Financeiras de Montadoras, Décio Carbonari de Almeida, cita que a crise europeia ainda não tem impacto significativo e, no caso dos bancos das fabricantes, a captação no Exterior é muito pequena. "A seletividade se deve à piora da inadimplência, principalmente por conta da inflação, que impactou a renda", afirma.

O aumento no número de inadimplentes não se deu só no segmento de veículos, mas é geral no comércio. Dados da Boa Vista, administradora do Serviço Central de Proteção do Crédito, mostra que cresceu em 2,4% os registros de atrasos em novembro frente ao mês anterior, mantendo a tendência de elevação observada em outubro.

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