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Por que quebrar espelhos dá azar?

 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Nayara Fernandes
Especial para o Diário

18/04/2010 | 07:36


Ana Paula do Amaral Stacciarini, 9 anos, de São Caetano, se considera muito vaidosa. Está sempre se olhando no espelho para ver se está bonita e bem arrumada. "Minhas amigas falam que qualquer dia o espelho vai quebrar de tanto que me olho. Daí terei sete anos de azar, mas eu não acredito nesse tipo de superstição", afirma.


A ideia de que dá azar quebrar espelho é muito antiga e há varias histórias para explicar a origem dessa crença. Mas ninguém sabe ao certo quando essa superstição surgiu. Uma delas é do tempo da Grécia Antiga e vem da mitologia (estudo das lendas e dos seres fantásticos, que eram considerados deuses). Conta-se que Narciso se apaixonou pela própria imagem refletida em um lago e morreu de fome depois de ficar vários dias admirando sua figura. Nesse caso, a explicação dos estudiosos é de que muita gente acredita que a quebra de uma imagem - no caso do espelho - representa a própria morte, assim como aconteceu com Narciso.

Por outro lado, há quem acredite que essa superstição tenha surgido por causa de um método de adivinhação chamado catoptromacia, na Grécia Antiga. Nesse método, um recipiente com água era usado para ver o futuro. Mas se a vasilha quebrasse, a pessoa morreria ou teria azar por vários dias. Os romanos, por sua vez, diziam que a falta de sorte poderia durar até sete anos. Para eles, esse seria o período que uma pessoa levaria para começar uma nova fase de vida.

Outra explicação vem do fim do século 13, quando surgiram os primeiros espelhos de vidro como conhecemos hoje, na Itália. Na época, esses objetos eram muito caros, e as pessoas que costumavam limpá-los eram advertidas de que se o quebrassem teriam muitos anos de azar. Aqui no Brasil, os historiadores dizem que essa crença deve ter vindo com os portugueses e se juntado a outras crenças dos índios e de outros povos. Na verdade, tudo isso é apenas superstição, sem nenhum fundamento. O que traz má sorte são ter pensamentos ruins e ficar pensando nisso.

 O que fazer quando quebra?
Para os supersticiosos, há duas formas de impedir o azar: moer os cacos do espelho quebrado até que não se possa ver qualquer reflexo ou enterrá-los no chão (nem tente fazer isso porque você pode se machucar). Quem acredita nisso diz que o importante é jogar fora o objeto quebrado pois pode atrair energias ruins para o ambiente. No entanto, os vidraceiros garantem que, dependendo do tamanho, o espelho pode ser reaproveitado. Quando não há mais jeito, é reciclado e vira outro.

QUAL A ORIGEM DO OBJETO?
Acredita-se que a primeira tentativa de fabricar um espelho ocorreu há cerca de cinco mil anos, na chamada Idade do Bronze. Os povos daquela época poliram alguns metais e pedras com areia para produzir uma espécie de espelho que só mostrava contornos e formas. Os de vidro, como os de hoje, surgiram no fim do século 13 em Veneza, Itália.

O material recebia aplicações de estanho e mercúrio para poder refletir imagens. Eram bem caros. Passaram-se muitos séculos para se tornar mais popular. Hoje o produto químico mais importante em sua composição é o nitrato de prata, que reage com outros componentes e adquire a capacidade de refletir imagens.


OUTROS SÍMBOLOS DE MÁ SORTE
PASSAR DEBAIXO DE ESCADA
- Antigamente, os castelos eram protegidos por grandes muralhas. Quando eram atacados por inimigos, levantavam as pontes e fechavam os portões de entrada. Assim, a única forma de invadi-los era usando escadas. Para se defenderem, derramavam óleo fervendo nos inimigos, atingindo também quem segurava a escada. Foi aí que surgiu essa superstição e ninguém mais queria passar debaixo de uma delas.

NÚMERO 13 - Uma das histórias que tentam explicar essa crendice diz que em 13 de outubro de 1307, o rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários (exército cristão que protegia os fugitivos da Terra Santa) e mandou prender e torturar os cavaleiros franceses. Outra versão é que num banquete em homenagem a Baldur, o mais belo e admirado deus, o deus Loki não foi convidado; por isso, entrou disfarçado e provocou a morte do homenageado. Lá estavam reunidos 12 deuses e Loki era o 13º.

GATO PRETO - A fama de que encontrar um gato preto dá azar vem do tempo em que as mulheres tidas como bruxas eram perseguidas e queimadas na fogueira. Como, na época, acreditava-se que os gatos eram ajudantes das bruxas, esses bichos também eram mortos. Com isso, diminuiu o número de gatos e aumentou o de ratos e isso espalhou a peste negra, que matou 25 milhões de pessoas no século 14, causada por uma bactéria transmitida pelos ratos.



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Por que quebrar espelhos dá azar?

Nayara Fernandes
Especial para o Diário

18/04/2010 | 07:36


Ana Paula do Amaral Stacciarini, 9 anos, de São Caetano, se considera muito vaidosa. Está sempre se olhando no espelho para ver se está bonita e bem arrumada. "Minhas amigas falam que qualquer dia o espelho vai quebrar de tanto que me olho. Daí terei sete anos de azar, mas eu não acredito nesse tipo de superstição", afirma.


A ideia de que dá azar quebrar espelho é muito antiga e há varias histórias para explicar a origem dessa crença. Mas ninguém sabe ao certo quando essa superstição surgiu. Uma delas é do tempo da Grécia Antiga e vem da mitologia (estudo das lendas e dos seres fantásticos, que eram considerados deuses). Conta-se que Narciso se apaixonou pela própria imagem refletida em um lago e morreu de fome depois de ficar vários dias admirando sua figura. Nesse caso, a explicação dos estudiosos é de que muita gente acredita que a quebra de uma imagem - no caso do espelho - representa a própria morte, assim como aconteceu com Narciso.

Por outro lado, há quem acredite que essa superstição tenha surgido por causa de um método de adivinhação chamado catoptromacia, na Grécia Antiga. Nesse método, um recipiente com água era usado para ver o futuro. Mas se a vasilha quebrasse, a pessoa morreria ou teria azar por vários dias. Os romanos, por sua vez, diziam que a falta de sorte poderia durar até sete anos. Para eles, esse seria o período que uma pessoa levaria para começar uma nova fase de vida.

Outra explicação vem do fim do século 13, quando surgiram os primeiros espelhos de vidro como conhecemos hoje, na Itália. Na época, esses objetos eram muito caros, e as pessoas que costumavam limpá-los eram advertidas de que se o quebrassem teriam muitos anos de azar. Aqui no Brasil, os historiadores dizem que essa crença deve ter vindo com os portugueses e se juntado a outras crenças dos índios e de outros povos. Na verdade, tudo isso é apenas superstição, sem nenhum fundamento. O que traz má sorte são ter pensamentos ruins e ficar pensando nisso.

 O que fazer quando quebra?
Para os supersticiosos, há duas formas de impedir o azar: moer os cacos do espelho quebrado até que não se possa ver qualquer reflexo ou enterrá-los no chão (nem tente fazer isso porque você pode se machucar). Quem acredita nisso diz que o importante é jogar fora o objeto quebrado pois pode atrair energias ruins para o ambiente. No entanto, os vidraceiros garantem que, dependendo do tamanho, o espelho pode ser reaproveitado. Quando não há mais jeito, é reciclado e vira outro.

QUAL A ORIGEM DO OBJETO?
Acredita-se que a primeira tentativa de fabricar um espelho ocorreu há cerca de cinco mil anos, na chamada Idade do Bronze. Os povos daquela época poliram alguns metais e pedras com areia para produzir uma espécie de espelho que só mostrava contornos e formas. Os de vidro, como os de hoje, surgiram no fim do século 13 em Veneza, Itália.

O material recebia aplicações de estanho e mercúrio para poder refletir imagens. Eram bem caros. Passaram-se muitos séculos para se tornar mais popular. Hoje o produto químico mais importante em sua composição é o nitrato de prata, que reage com outros componentes e adquire a capacidade de refletir imagens.


OUTROS SÍMBOLOS DE MÁ SORTE
PASSAR DEBAIXO DE ESCADA
- Antigamente, os castelos eram protegidos por grandes muralhas. Quando eram atacados por inimigos, levantavam as pontes e fechavam os portões de entrada. Assim, a única forma de invadi-los era usando escadas. Para se defenderem, derramavam óleo fervendo nos inimigos, atingindo também quem segurava a escada. Foi aí que surgiu essa superstição e ninguém mais queria passar debaixo de uma delas.

NÚMERO 13 - Uma das histórias que tentam explicar essa crendice diz que em 13 de outubro de 1307, o rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários (exército cristão que protegia os fugitivos da Terra Santa) e mandou prender e torturar os cavaleiros franceses. Outra versão é que num banquete em homenagem a Baldur, o mais belo e admirado deus, o deus Loki não foi convidado; por isso, entrou disfarçado e provocou a morte do homenageado. Lá estavam reunidos 12 deuses e Loki era o 13º.

GATO PRETO - A fama de que encontrar um gato preto dá azar vem do tempo em que as mulheres tidas como bruxas eram perseguidas e queimadas na fogueira. Como, na época, acreditava-se que os gatos eram ajudantes das bruxas, esses bichos também eram mortos. Com isso, diminuiu o número de gatos e aumentou o de ratos e isso espalhou a peste negra, que matou 25 milhões de pessoas no século 14, causada por uma bactéria transmitida pelos ratos.

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