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Floriculturas têm queda no movimento e nas vendas

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

03/11/2014 | 07:00


O Dia de Finados não foi dos melhores para a maioria das floriculturas localizadas próximas aos cemitérios da região. Diferente ao que era esperado, a movimentação nas necrópoles foi menos intensa do que no ano passado e o resultado, naturalmente, foi um recuo nas vendas em relação a 2013.

A situação foi tão inferior à expectativa dos comerciantes que teve caso que o faturamento de sábado e domingo cobriu apenas os custos, mas não gerou lucro. Este foi o caso da floricultura localizada no Cemitério Municipal do Bairro Baeta Neves, em São Bernardo. “Para falar a verdade, eu acho que não atingimos nem 40% das vendas do Dia de Finados do ano passado”, desabafou o sócio-proprietário do local, Antônio Joaquim Ferreira.

O comerciante atua no local há oito anos. Não pensou duas vezes antes de opinar sobre o dia. “Foi o pior Dia de Finados que nós já tivemos.” Para ele, o movimento de pessoas caiu muito no cemitério na comparação entre ontem e a mesma data em 2014. “Mas acredito mesmo que tem a ver com a crise econômica. As pessoas estão gastando bem menos”, concluiu Ferreira.

Neste ano, alguns comerciantes se preveniram e compraram menos caixas de vasos de flores para vender. Isso porque a data contou apenas com sábado e domingo como dia livre, como ocorreu em 2013. Naquele ano, muitos adquiriram a mesma quantidade de 2012, quando o feriado foi em uma sexta-feira, e acabaram vendendo pouco menos na comparação dos anos.

Ferreira, por exemplo, comprou 120 caixas de vasos com flores e até às 15h30 de ontem, tinha vendido cerca de 60. “No ano passado vendi todas as 120 que comprei. Neste ano, vou perder a mercadoria (já que a planta morre em poucos dias).”

Proprietária de loja de flores há sete anos em frente ao Cemitério Saudade, conhecido como da Vila Assunção, em Santo André, Ariane Lopes deixou clara a sua visão sobre as vendas. “Está muito ruim neste ano. No ano passado peguei 150 caixas e vendi tudo até as 10h do domingo. Neste ano peguei 100 só foram umas 80 até agora”, explicou, por volta das 13h40. “Nunca vi um Dia de Finados assim”, criticou.

Ariane revelou que não repassou a inflação que enfrentou com os fornecedores, pois estimava menos vendas. “Senão, aí que não sai mesmo.” O vaso de crisântemos, mais pedido pela durabilidade da flor, custa R$ 10 em sua loja. “O pessoal está sem dinheiro neste ano. E o supermercado tem nos prejudicado demais, pois vendem o vaso por R$ 1,99.”

Gerente de outro comércio em frente ao Cemitério Saudade, Gabriela Carreira de Barros relatou que as vendas estavam pouco mais de 10% inferiores às do feriado em 2013. “Muita gente aqui tem condições financeiras melhores e são mais jovens. Eles trocam as homenagens aos parentes mortos para ir para o Interior viajar, por exemplo.”

INVERSO

Proprietária de floricultura em frente ao Cemitério Nossa Senhora do Carmo, conhecido como do Curuçá, Sidnei Carreira de Barros disse que sua estimativa, conforme revelou à equipe do Diário na sexta-feira de alta de 10%, estava próxima. “Comprei 200 caixas. Já vendi 150. Está muito bom”, destacou, por volta das 14h. Em 2013, ela comprou 180 caixas. 



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Floriculturas têm queda no movimento e nas vendas

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

03/11/2014 | 07:00


O Dia de Finados não foi dos melhores para a maioria das floriculturas localizadas próximas aos cemitérios da região. Diferente ao que era esperado, a movimentação nas necrópoles foi menos intensa do que no ano passado e o resultado, naturalmente, foi um recuo nas vendas em relação a 2013.

A situação foi tão inferior à expectativa dos comerciantes que teve caso que o faturamento de sábado e domingo cobriu apenas os custos, mas não gerou lucro. Este foi o caso da floricultura localizada no Cemitério Municipal do Bairro Baeta Neves, em São Bernardo. “Para falar a verdade, eu acho que não atingimos nem 40% das vendas do Dia de Finados do ano passado”, desabafou o sócio-proprietário do local, Antônio Joaquim Ferreira.

O comerciante atua no local há oito anos. Não pensou duas vezes antes de opinar sobre o dia. “Foi o pior Dia de Finados que nós já tivemos.” Para ele, o movimento de pessoas caiu muito no cemitério na comparação entre ontem e a mesma data em 2014. “Mas acredito mesmo que tem a ver com a crise econômica. As pessoas estão gastando bem menos”, concluiu Ferreira.

Neste ano, alguns comerciantes se preveniram e compraram menos caixas de vasos de flores para vender. Isso porque a data contou apenas com sábado e domingo como dia livre, como ocorreu em 2013. Naquele ano, muitos adquiriram a mesma quantidade de 2012, quando o feriado foi em uma sexta-feira, e acabaram vendendo pouco menos na comparação dos anos.

Ferreira, por exemplo, comprou 120 caixas de vasos com flores e até às 15h30 de ontem, tinha vendido cerca de 60. “No ano passado vendi todas as 120 que comprei. Neste ano, vou perder a mercadoria (já que a planta morre em poucos dias).”

Proprietária de loja de flores há sete anos em frente ao Cemitério Saudade, conhecido como da Vila Assunção, em Santo André, Ariane Lopes deixou clara a sua visão sobre as vendas. “Está muito ruim neste ano. No ano passado peguei 150 caixas e vendi tudo até as 10h do domingo. Neste ano peguei 100 só foram umas 80 até agora”, explicou, por volta das 13h40. “Nunca vi um Dia de Finados assim”, criticou.

Ariane revelou que não repassou a inflação que enfrentou com os fornecedores, pois estimava menos vendas. “Senão, aí que não sai mesmo.” O vaso de crisântemos, mais pedido pela durabilidade da flor, custa R$ 10 em sua loja. “O pessoal está sem dinheiro neste ano. E o supermercado tem nos prejudicado demais, pois vendem o vaso por R$ 1,99.”

Gerente de outro comércio em frente ao Cemitério Saudade, Gabriela Carreira de Barros relatou que as vendas estavam pouco mais de 10% inferiores às do feriado em 2013. “Muita gente aqui tem condições financeiras melhores e são mais jovens. Eles trocam as homenagens aos parentes mortos para ir para o Interior viajar, por exemplo.”

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Proprietária de floricultura em frente ao Cemitério Nossa Senhora do Carmo, conhecido como do Curuçá, Sidnei Carreira de Barros disse que sua estimativa, conforme revelou à equipe do Diário na sexta-feira de alta de 10%, estava próxima. “Comprei 200 caixas. Já vendi 150. Está muito bom”, destacou, por volta das 14h. Em 2013, ela comprou 180 caixas. 

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