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Demanda dos aposentados por consignado aumenta 11%


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

03/11/2014 | 07:00


Os aposentados e pensionistas da região aumentaram a busca por empréstimos no mês passado. Porém, com o atual cenário, em que várias famílias estão com boa parte de suas rendas comprometidas, pode ser sinal de que essa expansão na demanda tenha sido de risco para a classe, que tomou crédito consignado para ajudar parentes.

Segundo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em setembro de 2013 os aposentados e pensionistas realizaram 16.312 empréstimos. No mês passado, o número saltou para 18.233 operações, aumento de 11,7%.

O professor de Finanças José Ricardo Escolá de Araújo, que ministra aulas na USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e na FGV (Fundação Getulio Vargas), aponta que o endividamento das famílias passou, em cinco anos, de 32% da renda para 42%. “Quase a metade do salário está sendo destinado ao pagamento de dívidas”, destacou.

Para Araújo, uma das principais explicações para o aumento do consignado em setembro, em meio ao cenário de endividamento alto, são os empréstimos feitos para liquidar dívidas de parentes. “As pessoas estão perdendo o poder de compra. Não têm mais de onde tirar dinheiro e acabam pedindo para que os aposentados contratem consignados.”

Isso acontece, na prática, porque a modalidade é uma das mais baratas para o consumo no País. Os juros são baixos porque os bancos têm mais garantia de liquidação das parcelas, já que elas são descontadas direto no benefício dos segurados do INSS. No entanto, quando o empréstimo é direcionado a uma pessoa que está pedindo para um parente, as chances de que esse dinheiro se transforme em doação são grandes, como já destacou ao Diário o especialista em finanças pessoais André Massaro. Isso porque quem não tem crédito no mercado, provavelmente deixará o empréstimo ao parente em último da fila para pagar e, muitas vezes, nunca o faz.

NACIONAL

Segundo o BC (Banco Central), as concessões vinculadas ao INSS atingiram R$ 3,722 bilhões, contra R$ 2,948 bilhões em setembro de 2013. 



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Demanda dos aposentados por consignado aumenta 11%

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

03/11/2014 | 07:00


Os aposentados e pensionistas da região aumentaram a busca por empréstimos no mês passado. Porém, com o atual cenário, em que várias famílias estão com boa parte de suas rendas comprometidas, pode ser sinal de que essa expansão na demanda tenha sido de risco para a classe, que tomou crédito consignado para ajudar parentes.

Segundo o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em setembro de 2013 os aposentados e pensionistas realizaram 16.312 empréstimos. No mês passado, o número saltou para 18.233 operações, aumento de 11,7%.

O professor de Finanças José Ricardo Escolá de Araújo, que ministra aulas na USCS (Universidade Municipal de São Caetano) e na FGV (Fundação Getulio Vargas), aponta que o endividamento das famílias passou, em cinco anos, de 32% da renda para 42%. “Quase a metade do salário está sendo destinado ao pagamento de dívidas”, destacou.

Para Araújo, uma das principais explicações para o aumento do consignado em setembro, em meio ao cenário de endividamento alto, são os empréstimos feitos para liquidar dívidas de parentes. “As pessoas estão perdendo o poder de compra. Não têm mais de onde tirar dinheiro e acabam pedindo para que os aposentados contratem consignados.”

Isso acontece, na prática, porque a modalidade é uma das mais baratas para o consumo no País. Os juros são baixos porque os bancos têm mais garantia de liquidação das parcelas, já que elas são descontadas direto no benefício dos segurados do INSS. No entanto, quando o empréstimo é direcionado a uma pessoa que está pedindo para um parente, as chances de que esse dinheiro se transforme em doação são grandes, como já destacou ao Diário o especialista em finanças pessoais André Massaro. Isso porque quem não tem crédito no mercado, provavelmente deixará o empréstimo ao parente em último da fila para pagar e, muitas vezes, nunca o faz.

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Segundo o BC (Banco Central), as concessões vinculadas ao INSS atingiram R$ 3,722 bilhões, contra R$ 2,948 bilhões em setembro de 2013. 

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