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Abandonada, praça atrai usuários de entorpecentes no bairro Parque das Nações, em Santo André

Orlando Filho/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Abandonada, praça atrai usuários de entorpecentes no bairro Parque das Nações, em Santo André


Daniel Macário
Especial para o Diário

03/11/2014 | 07:00


Ponto de lazer para moradores do Parque das Nações, em Santo André, a Praça Waldemar Soares se tornou nos últimos meses uma grande dor de cabeça para a vizinhança. O cenário, composto por lixo espalhado pelo chão, mato alto, cadeado em brinquedos e paredes pichadas ou destruídas, deixou de receber as famílias e agora é frequentemente utilizado como ponto de encontro para usuários de drogas e moradores de rua, que passam grande parte do dia por lá.

Localizada em ponto estratégico, ao lado da Biblioteca Cecília Meireles e da Paróquia Senhor do Bonfim, além da EE Inah de Mello e uma UBS (Unidade Básica de Saúde), a praça tem colocado em alerta os habitantes do entorno. Morador da região há 35 anos, o aposentado Antônio de Almeida Silva, 67 anos, se diz revoltado com a situação que o espaço se encontra atualmente. “Venho buscar remédio para minha mulher toda semana, e sempre é a mesma cena: estudantes usando drogas e moradores de rua pedindo um trocado.” Além do desconforto, Silva diz ter medo de possíveis ações criminosas. “Outro dia, eu estava passando em frente à igreja e um grupo ficou me encarando, dando a entender que iria me assaltar”, lembrou.

Revoltado, o servidor público Marcos Stivale, 49, está se mobilizando para colher assinaturas no bairro para um abaixo-assinado que visa, entre outros objetivos, solicitar a retirada dos bancos da praça. Isso porque, de acordo com ele, as estruturas têm servido como cama para andarilhos. “Isso aqui tem se tornado uma grande bagunça. De manhã são os flanelinhas pedindo dinheiro, inclusive, para moradores da região. Já à noite, os alunos fazem do local um ponto para consumo de droga. É completamente impossível dormir com tudo isso. Outro problema é a desvalorização do imóvel. Quando comprei minha casa, aqui era uma região conceituada. Hoje, dá até vergonha de receber visitas”, relatou o servidor, que critica a postura da administração municipal diante da situação. “Ainda é possível encontrar lixo do primeiro turno das eleições. Sem contar que, nos últimos dias, jogaram dois sofás aqui.”

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Santo André, por meio do DPAV (Departamento de Parque e Áreas Verdes), informou que as manutenções são realizadas periodicamente. Já o cadeado que havia sido colocado no balanço já foi removido.

Em resposta as denúncias de lixo espalhado, o órgão esclareceu que o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) executa diariamente a varrição no local. Entretanto, a autarquia constatou que havia resíduos na área ajardinada e diz ter feito a limpeza no dia 28. “Além disso, havia dois sofás que eram utilizados pelos moradores em situação de rua. Um deles foi possível remover e o outro, não. O Semasa tentará novamente fazer a retirada do móvel”, informou, por meio de nota. 



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Abandonada, praça atrai usuários de entorpecentes no bairro Parque das Nações, em Santo André

Abandonada, praça atrai usuários de entorpecentes no bairro Parque das Nações, em Santo André

Daniel Macário
Especial para o Diário

03/11/2014 | 07:00


Ponto de lazer para moradores do Parque das Nações, em Santo André, a Praça Waldemar Soares se tornou nos últimos meses uma grande dor de cabeça para a vizinhança. O cenário, composto por lixo espalhado pelo chão, mato alto, cadeado em brinquedos e paredes pichadas ou destruídas, deixou de receber as famílias e agora é frequentemente utilizado como ponto de encontro para usuários de drogas e moradores de rua, que passam grande parte do dia por lá.

Localizada em ponto estratégico, ao lado da Biblioteca Cecília Meireles e da Paróquia Senhor do Bonfim, além da EE Inah de Mello e uma UBS (Unidade Básica de Saúde), a praça tem colocado em alerta os habitantes do entorno. Morador da região há 35 anos, o aposentado Antônio de Almeida Silva, 67 anos, se diz revoltado com a situação que o espaço se encontra atualmente. “Venho buscar remédio para minha mulher toda semana, e sempre é a mesma cena: estudantes usando drogas e moradores de rua pedindo um trocado.” Além do desconforto, Silva diz ter medo de possíveis ações criminosas. “Outro dia, eu estava passando em frente à igreja e um grupo ficou me encarando, dando a entender que iria me assaltar”, lembrou.

Revoltado, o servidor público Marcos Stivale, 49, está se mobilizando para colher assinaturas no bairro para um abaixo-assinado que visa, entre outros objetivos, solicitar a retirada dos bancos da praça. Isso porque, de acordo com ele, as estruturas têm servido como cama para andarilhos. “Isso aqui tem se tornado uma grande bagunça. De manhã são os flanelinhas pedindo dinheiro, inclusive, para moradores da região. Já à noite, os alunos fazem do local um ponto para consumo de droga. É completamente impossível dormir com tudo isso. Outro problema é a desvalorização do imóvel. Quando comprei minha casa, aqui era uma região conceituada. Hoje, dá até vergonha de receber visitas”, relatou o servidor, que critica a postura da administração municipal diante da situação. “Ainda é possível encontrar lixo do primeiro turno das eleições. Sem contar que, nos últimos dias, jogaram dois sofás aqui.”

Procurada pelo Diário, a Prefeitura de Santo André, por meio do DPAV (Departamento de Parque e Áreas Verdes), informou que as manutenções são realizadas periodicamente. Já o cadeado que havia sido colocado no balanço já foi removido.

Em resposta as denúncias de lixo espalhado, o órgão esclareceu que o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) executa diariamente a varrição no local. Entretanto, a autarquia constatou que havia resíduos na área ajardinada e diz ter feito a limpeza no dia 28. “Além disso, havia dois sofás que eram utilizados pelos moradores em situação de rua. Um deles foi possível remover e o outro, não. O Semasa tentará novamente fazer a retirada do móvel”, informou, por meio de nota. 

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