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Governo à esquerda de Dilma ainda é incógnita

Após apoio à petista, Psol vê mais empatia ao PMDB do que a socialistas


Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

01/11/2014 | 07:00


Em uma das disputas mais acirradas da história pela Presidência da República, a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) voltou o discurso para setores fiéis a políticas de esquerda e conquistou apoios de movimentos sociais, de lideranças políticas de siglas como Psol e PSTU e conseguiu trazer de volta às ruas militantes de várias origens para vencer o ex-presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves. O reflexo desta “aliança” no próximo mandato da petista, entretanto, é tido como incógnita e vai depender do comportamento da nova gestão.

As adesões de nomes do Psol, como a dos deputados estadual e federal pelo Rio de Janeiro Marcelo Freixo e Jean Wyllys, respectivamente, além da recomendação de não votar no PSDB dada pela ex-presidenciável da sigla Luciana Genro são classificadas como apoio, e não aliança, por Gilberto Maringoni, que disputou o governo de São Paulo pelo partido. “Foi intenção de voto declarada pela maioria de nós que acreditava que a eleição do PSDB, com Aécio, seria retrocesso. Se isso vai se transformar em uma aliança ou articulação maior, dependerá da conduta do governo. Ela (Dilma) vence não pela aliança com o PMDB, que é de centro-direita, mas pelo impulso que a militância de esquerda deu a ela.”

Por conta do elo do PT com o PMDB no Congresso, Maringoni desconfia que Dilma não fará gestão que atenda à agenda de reformas proposta pela esquerda. “Foi balde de água fria. Ela aumentou (a taxa básica de) juros (em 11,25%). Tenho expectativa que ela seja sensível, não ao Psol, mas à perspectiva de mudanças”, comentou o socialista.

Um dos fundadores do PT, o secretário de Relações Governamentais da Capital, Paulo Frateschi, afirmou que a tendência é que o governo se vire “mais à esquerda”. “Precisamos ampliar e fazer como a esquerda fez no Uruguai, criar uma frente ampla”. A discordância que impede a aliança estendida tem sido postura do PT no campo econômico. “O (ministro da Fazenda) Guido Mantega é um cara de esquerda. (Psol e PSTU) Discordam, mas precisam raciocinar que é o que dá condições ao nosso projeto de governar para todos.”

Para a cientista política da Universidade Federal de São Carlos Maria do Socorro Braga, o realinhamento das esquerda é possível, porém, as divergências podem atrapalhar. “O Psol se mantém como oposição porque é assim que ele cresce, atende a um setor que não concorda coma política econômica do PT. No Congresso, vai haver movimento adesista ao governo e vamos acompanhar com a Dilma se comporta.”



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Governo à esquerda de Dilma ainda é incógnita

Após apoio à petista, Psol vê mais empatia ao PMDB do que a socialistas

Gustavo Pinchiaro
Do Diário do Grande ABC

01/11/2014 | 07:00


Em uma das disputas mais acirradas da história pela Presidência da República, a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) voltou o discurso para setores fiéis a políticas de esquerda e conquistou apoios de movimentos sociais, de lideranças políticas de siglas como Psol e PSTU e conseguiu trazer de volta às ruas militantes de várias origens para vencer o ex-presidenciável do PSDB, senador Aécio Neves. O reflexo desta “aliança” no próximo mandato da petista, entretanto, é tido como incógnita e vai depender do comportamento da nova gestão.

As adesões de nomes do Psol, como a dos deputados estadual e federal pelo Rio de Janeiro Marcelo Freixo e Jean Wyllys, respectivamente, além da recomendação de não votar no PSDB dada pela ex-presidenciável da sigla Luciana Genro são classificadas como apoio, e não aliança, por Gilberto Maringoni, que disputou o governo de São Paulo pelo partido. “Foi intenção de voto declarada pela maioria de nós que acreditava que a eleição do PSDB, com Aécio, seria retrocesso. Se isso vai se transformar em uma aliança ou articulação maior, dependerá da conduta do governo. Ela (Dilma) vence não pela aliança com o PMDB, que é de centro-direita, mas pelo impulso que a militância de esquerda deu a ela.”

Por conta do elo do PT com o PMDB no Congresso, Maringoni desconfia que Dilma não fará gestão que atenda à agenda de reformas proposta pela esquerda. “Foi balde de água fria. Ela aumentou (a taxa básica de) juros (em 11,25%). Tenho expectativa que ela seja sensível, não ao Psol, mas à perspectiva de mudanças”, comentou o socialista.

Um dos fundadores do PT, o secretário de Relações Governamentais da Capital, Paulo Frateschi, afirmou que a tendência é que o governo se vire “mais à esquerda”. “Precisamos ampliar e fazer como a esquerda fez no Uruguai, criar uma frente ampla”. A discordância que impede a aliança estendida tem sido postura do PT no campo econômico. “O (ministro da Fazenda) Guido Mantega é um cara de esquerda. (Psol e PSTU) Discordam, mas precisam raciocinar que é o que dá condições ao nosso projeto de governar para todos.”

Para a cientista política da Universidade Federal de São Carlos Maria do Socorro Braga, o realinhamento das esquerda é possível, porém, as divergências podem atrapalhar. “O Psol se mantém como oposição porque é assim que ele cresce, atende a um setor que não concorda coma política econômica do PT. No Congresso, vai haver movimento adesista ao governo e vamos acompanhar com a Dilma se comporta.”

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