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Ato pró-Lula encerra sessão na Câmara de Santo André

Ari Paleta/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Militantes do PT foram comemorar aniversário de ex-presidente e revoltaram vereadores


Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC

29/10/2014 | 07:00


Com bandeiras e faixas, militantes do PT compareceram à sessão da Câmara de Santo André para comemoração de aniversário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que completou 69 anos na segunda-feira. O vereador governista José Montoro Filho, o Montorinho (PT), levou, inclusive bolo e protocolou requerimento de congratulações ao líder do petismo, com oito assinaturas da Casa. Com a presença de cerca de 150 correligionários, o ato virou manifestação partidária e revoltou os parlamentares.

Em alguns momentos, as trocas de farpas entre militantes, com camisas vermelhas pró-Dilma Rousseff (PT), e vereadores geraram interrupções das falas na tribuna. O último a subir ao microfone foi Ailton Lima (SD), parlamentar de oposição ao governo Carlos Grana (PT). Diante da confusão, o presidente da Câmara, Donizeti Pereira (PV), encerrou atividades em plenário em menos de 40 minutos de sessão.

Segundo o verde, os manifestantes adotaram postura contrária à de Dilma, pautada na unidade de forças do País. “Não era só provocação. Eles queriam tripudiar em cima dos derrotados. Tiveram comportamento infeliz, desnecessário, na contramão do discurso da própria presidente.”

Em Santo André, 14 dos 21 vereadores deram apoio à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB), derrotado na eleição geral, entretanto, com vitória na cidade. Ailton criticou o que chamou de “espetáculo deprimente” dos petistas, que, segundo ele, não soube entender o recado das urnas. “Foi armado circo na Casa, com pano de fundo de escárnio pela vitória (do PT). Esse bando veio aqui para agressão verbal. Isso não é político. Parece que esqueceram da derrota no município.”

Líder da bancada do PT, Eduardo Leite defendeu a manifestação ao dizer que “é natural que estejam felizes pelo resultado frente a uma campanha tão acirrada”. “(Ato) Faz parte da democracia. A alegria é barulhenta”, alegou o vereador. Em contrapartida, o petista avaliou que o presidente da Câmara “usou de bom senso” ao finalizar a sessão. “Tentamos acalmar o pessoal. Eles acataram o pedido, mas o Ailton (na tribuna) continuou inflando contra, falando que não respeitava aquelas pessoas. Faltou jogo de cintura.”

Confusão acelera articulação à presidência

O tumulto deflagrado ontem no Legislativo turbinou a articulação para a presidência da mesa diretora. Com o encerramento relâmpago da sessão e nervos à flor da pele, parte dos vereadores se reuniu a portas fechadas em sala na Casa para discutir, entre outros temas, a escolha do novo comandante da Câmara para o biênio 2015-2016. Nos bastidores, há interlocução para formação do mesmo grupo de 12 integrantes que se uniu às vésperas da eleição anterior para emplacar nome independente em detrimento do político indicado pelo governo Carlos Grana (PT).

Em janeiro de 2013, na posse de Grana como prefeito, o bloco, então oposicionista, manobrou e conseguiu assumir a presidência, provocando a primeira derrota ao petista no Legislativo. O quinteto escolhido foi eleito com a união desta ala, chamada de independente. Então candidato governista, José Montoro Filho, o Montorinho (PT), teve apenas oito adesões e saiu derrotado do pleito interno. O grupo, contudo, resistiu por apenas quatro meses, se dissolvendo na base de apoio ao governo petista.

A cúpula da gestão Grana tenta articular nome da bancada de sustentação o cargo, praticamente descartando apontar vereador do PT. O posto é considerado estratégico para a condução dos trabalhos na Câmara. Apesar da derrota no páreo passado, o prefeito não teve dificuldade para aprovar projetos na Casa, mesmo quando não tinha ampla maioria em plenário.

No encontro de ontem, parlamentares admitiam que hoje existe “boa relação” com o chefe do Executivo, mas que a parte orgânica é “desastre”, referindo-se ao envolvimento de lideranças do PT na Casa.



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