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Grupo protesta contra transferências em escolas


Angela Martins
Especial para o Diário

16/02/2006 | 07:44


Uma comissão formada por professores e alunos da rede estadual, e também pais de estudantes de Diadema, foram nesta quarta, às 10h, até a Delegacia de Ensino da cidade protestar contra o remanejamento de turmas e transferências de estudantes de escolas estaduais de Diadema. Eles levaram cerca de 70 assinaturas de pais e alunos dos jardins União, Amuad e Inamar.

“O pessoal da delegacia de ensino alega que as classes estão sendo fechadas por falta de demanda. Na verdade, estão esvaziando as escolas”, diz Willian Antônio Brigato, professor da EE Fabíola Goyano, no Jardim União. O professor denuncia que alunos das 5ªa 8ªséries e 1º a 3º ano do ensino médio estariam sendo transferidos para escolas muito distantes, o que teria desestimulado muito deles a ponto de fazê-los desistir de estudar. “É criminoso fazer isso com os alunos”, relata.

Jonas Basílio de Araújo, também professor, salienta: “No Fabíola tem 11 classes ociosas à noite. Não abrem vagas porque querem fechar o período noturno. Se matriculassem os alunos lá, desafogariam outras escolas da região”. Outro professor, Joaquim Pedro Neto, ressalta: “Os professores que pegaram aulas no período noturno serão prejudicados”.

A mãe de aluno Helena Maria Batista, 42 anos, não se conforma com a transferência de sua filha – que está no 2º ano do ensino médio e estuda à noite – para outra escola do bairro. “A distância da minha casa para a EE João Cardim é muito grande. A maioria dos alunos não vai mais à escola por causa da distância”, enfatiza. “O governo não paga a condução e muitas famílias não têm condições de arcar com as despesas”, diz Luiz Nishijima, que tem dois filhos matriculados na rede pública de Diadema.

Impasse – A delegada de Ensino de Diadema, Maria Carmem de Paula Freire, atendeu os manifestantes às 12h e prometeu analisar as denúncias. A resposta oficial para as reinvindicações, porém, só será dada na terça-feira que vem. “O ideal é que existisse uma escola na porta da casa de todos. Mas eu trabalho com dados concretos, não com insatisfações. Tenho consciência de que não posso agradar a 100% das pessoas”, alega.

A delegada informou que os pais de alunos da EE Fabíola Goyana estão descontentes porque “houve uma adequação de tipo de ensino”, ou seja, somente alunos do ensino fundamental passaram a estudar na escola. Alunos de 5ªa 8ªe de 1º a 3º ano do ensino médio tiveram de ser transferidos para outras escolas vizinhas. Maria Carmem ainda reiterou que a distância entre as escolas varia de 500 a 1.000 metros. “Em escola nenhuma salas foram fechadas. À noite, no Fabíola, são 89 alunos matriculados na suplência. Não posso me dar ao luxo de deixar espaços vazios nas escolas”, frisou.



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Grupo protesta contra transferências em escolas

Angela Martins
Especial para o Diário

16/02/2006 | 07:44


Uma comissão formada por professores e alunos da rede estadual, e também pais de estudantes de Diadema, foram nesta quarta, às 10h, até a Delegacia de Ensino da cidade protestar contra o remanejamento de turmas e transferências de estudantes de escolas estaduais de Diadema. Eles levaram cerca de 70 assinaturas de pais e alunos dos jardins União, Amuad e Inamar.

“O pessoal da delegacia de ensino alega que as classes estão sendo fechadas por falta de demanda. Na verdade, estão esvaziando as escolas”, diz Willian Antônio Brigato, professor da EE Fabíola Goyano, no Jardim União. O professor denuncia que alunos das 5ªa 8ªséries e 1º a 3º ano do ensino médio estariam sendo transferidos para escolas muito distantes, o que teria desestimulado muito deles a ponto de fazê-los desistir de estudar. “É criminoso fazer isso com os alunos”, relata.

Jonas Basílio de Araújo, também professor, salienta: “No Fabíola tem 11 classes ociosas à noite. Não abrem vagas porque querem fechar o período noturno. Se matriculassem os alunos lá, desafogariam outras escolas da região”. Outro professor, Joaquim Pedro Neto, ressalta: “Os professores que pegaram aulas no período noturno serão prejudicados”.

A mãe de aluno Helena Maria Batista, 42 anos, não se conforma com a transferência de sua filha – que está no 2º ano do ensino médio e estuda à noite – para outra escola do bairro. “A distância da minha casa para a EE João Cardim é muito grande. A maioria dos alunos não vai mais à escola por causa da distância”, enfatiza. “O governo não paga a condução e muitas famílias não têm condições de arcar com as despesas”, diz Luiz Nishijima, que tem dois filhos matriculados na rede pública de Diadema.

Impasse – A delegada de Ensino de Diadema, Maria Carmem de Paula Freire, atendeu os manifestantes às 12h e prometeu analisar as denúncias. A resposta oficial para as reinvindicações, porém, só será dada na terça-feira que vem. “O ideal é que existisse uma escola na porta da casa de todos. Mas eu trabalho com dados concretos, não com insatisfações. Tenho consciência de que não posso agradar a 100% das pessoas”, alega.

A delegada informou que os pais de alunos da EE Fabíola Goyana estão descontentes porque “houve uma adequação de tipo de ensino”, ou seja, somente alunos do ensino fundamental passaram a estudar na escola. Alunos de 5ªa 8ªe de 1º a 3º ano do ensino médio tiveram de ser transferidos para outras escolas vizinhas. Maria Carmem ainda reiterou que a distância entre as escolas varia de 500 a 1.000 metros. “Em escola nenhuma salas foram fechadas. À noite, no Fabíola, são 89 alunos matriculados na suplência. Não posso me dar ao luxo de deixar espaços vazios nas escolas”, frisou.

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