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Edição celebra 60 anos de Zé Carioca


Do Diário do Grande ABC

09/11/2003 | 19:53


Não tivesse sua agilidade congelada nas páginas das histórias em quadrinhos, o agora sexagenário Zé Carioca já não poderia colocar “sebo nas canelas” para fugir das enrascadas em que se mete em nome da malandragem que incorpora. Aniversariante deste mês, o papagaio ganha uma edição comemorativa lançada pela editora Abril, com uma seleção de histórias que prestigiam cada uma das fases do personagem, nascido com um propósito menos descompromissado do que se imagina.

Sua criação se deveu a uma encomenda feita pelo governo norte-americano a Walt Disney. A intenção era fortalecer a política de boa vizinhança com os brasileiros durante a Segunda Guerra. Para desenvolvê-lo, Disney visitou o Rio e soube que o assunto preferido para as piadas era uma ave tagarela, com as cores da bandeira brasileira. Nascia “Joe” Carioca.

Na equipe que produziu a edição comemorativa está Roberto Elísio dos Santos, professor da pós-graduação do IMES, em São Caetano, e autor do livro Para Reler os Quadrinhos Disney. Ele foi responsável pela redação dos textos e seleção das histórias da coletânea, incluindo as pioneiras, de autoria dos americanos Bill Walsh e Bob Grant. Colecionador voraz de gibis, o professor têm números que até a Abril não dispõe. “A segunda história da edição de aniversário, A Volta dos Três Cavaleiros, de 1944, foi escaneada de uma revista minha”, diz.

Em 1960, já desenhado por artistas brasileiros, o perfil de Zé Carioca se modificou. Os clichês, dos quais Walsh e Grant abusaram, foram minimizados. “O personagem ficou mais envolvido com a história brasileira. Os desenhistas daqui adicionaram a Zé Carioca a ‘cor local’”, afirma Santos.

Por “cor local” pode-se entender a participação de “celebridades” em alguns dos quadrinhos mais recentes. Em Um Carioca à Baiana, de 1997, Zé parte para a Bahia. Ele entrevista o escritor Johr Giamado, se encontra rapidamente com Graetano Velhoso e, em pleno auge do grupo É o Tchan, observa a loira Calha Perez na praia. Além de serem rebatizados, Carla Perez e Caetano Veloso ganharam feições de aves. Jorge Amado continuou humano. “É uma homenagem aos artistas. A modificação dos nomes é para caracterizar a paródia mesmo. Até hoje ninguém reclamou”, diz Santos.



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