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Nario Barbosa/04.05.2012/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

12/10/2014 | 07:00


Mesmo com o cenário de desaceleração econômica, os consumidores do Grande ABC mostraram maior apetite pelas compras de bens que exigem crédito no primeiro trimestre deste ano. Essa é a imagem retratada pela Pesquisa Socioeconômica do Inpes (Instituto de Pesquisas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Recorte do estudo aponta que, na média, aumentou o percentual de famílias que residem nas sete cidades e possuem produtos que normalmente são adquiridos por meio de financiamento, ou seja, em parcelas com juros.

Exemplo disso é a televisão de tela fina e plana, caso dos aparelhos de plasma, LCD, LED, 3D e de altíssima definição, como os 4K. Conforme a Pesquisa Socioeconômica, sete em cada dez famílias moradoras do Grande ABC tinham pelo menos um equipamento destes dentro da residência.

Para ser mais exato, 69,2% dos domicílios contavam com ao menos uma TV de tela plana em fevereiro deste ano. Isso significa que houve aumento de 11,7 pontos percentuais na relação com o segundo mês de 2013, quando o registro foi de 57,5%. Apenas para ampliar a comparação, no mesmo período de 2012, esses aparelhos estavam presentes em 44,7% das residências.

Outro exemplo do apetite da população por esse tipo de consumo é o percentual de famílias que tinham um veículo, pelo menos, estacionado em suas garagens, 69,6% do total, segundo a pesquisa. Em 2013, no começo do ano, eram 65%.

Outro item apontado pela pesquisa foi o ar-condicionado. Naturalmente, devido à onda de calor intenso que passou também pelo Grande ABC entre o quarto trimestre de 2013 e o primeiro de 2014, o aparelho teve um impulso na demanda. Porém, seu alto custo, a concorrência direta com os ventiladores e climatizadores com preços menores e o encarecimento da conta de luz no fim do mês são freios para as vendas. Mesmo assim, o morador da região correu atrás das lojas para adquirir um.

De um ano ao outro, o percentual de famílias nas sete cidades que mantinham um ar- condicionado em casa passou de 3,4% para 5,3%. Se, hipoteticamente, esse percentual estiver aplicado sobre a estimativa da população do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais recente, cerca de 51 mil pessoas entraram na lista daqueles que assistem televisão na sala gelada ou dormem no quarto resfriado em menos de 26ºC. Isso porque o número de moradores que tinham o privilégio de contar com o aparelho saltou de 91 mil para 142 mil.

“O que é possível notar é que o consumo existia mesmo em ambiente de crise”, observou o gestor do Inpes, Leandro Prearo. “As pessoas continuaram comprando, já que a crise ainda não tinha alcançado a ponta final, que é o consumo.” Ele acrescentou que naquela época o emprego, que na teoria sustenta o consumo, não acompanhava a turbulência.

O coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, lembra que o crédito, até fevereiro de 2014, ainda estava em aceleração na região, com base no boletim da instituição EconomiABC.

Ele entende que a crise cambial da Argentina, iniciada em janeiro, começou a impactar o Grande ABC no fim do primeiro trimestre, prejudicando as exportações de caminhões, afetando o segmento de veículos como um todo e gerando todas as medidas das montadoras para conter custos. “O resultado para fevereiro de 2015 provavelmente mudará, com tendência para estabilidade.”

Prearo observou que o comportamento de mudança dos telefones fixos pelos móveis é nítida, principalmente impulsionados pelas reduções de tarifas das operadoras. Segundo pesquisa, o percentual de famílias com fixos baixou de 78,6% para 76,3%, enquanto o registro em relação aos celulares passou de 92,9% para 97%.

Outro ponto em destaque na pesquisa é a estabilidade em relação à posse de computadores. “É mais relacionado ao envelhecimento da região”, observa Prearo, destacando que as famílias idosas ainda apresentam cerca resistência a esse tipo de tecnologia. O percentual diminuiu de 72,1% para 73,2%.



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Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

12/10/2014 | 07:00


Mesmo com o cenário de desaceleração econômica, os consumidores do Grande ABC mostraram maior apetite pelas compras de bens que exigem crédito no primeiro trimestre deste ano. Essa é a imagem retratada pela Pesquisa Socioeconômica do Inpes (Instituto de Pesquisas) da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

Recorte do estudo aponta que, na média, aumentou o percentual de famílias que residem nas sete cidades e possuem produtos que normalmente são adquiridos por meio de financiamento, ou seja, em parcelas com juros.

Exemplo disso é a televisão de tela fina e plana, caso dos aparelhos de plasma, LCD, LED, 3D e de altíssima definição, como os 4K. Conforme a Pesquisa Socioeconômica, sete em cada dez famílias moradoras do Grande ABC tinham pelo menos um equipamento destes dentro da residência.

Para ser mais exato, 69,2% dos domicílios contavam com ao menos uma TV de tela plana em fevereiro deste ano. Isso significa que houve aumento de 11,7 pontos percentuais na relação com o segundo mês de 2013, quando o registro foi de 57,5%. Apenas para ampliar a comparação, no mesmo período de 2012, esses aparelhos estavam presentes em 44,7% das residências.

Outro exemplo do apetite da população por esse tipo de consumo é o percentual de famílias que tinham um veículo, pelo menos, estacionado em suas garagens, 69,6% do total, segundo a pesquisa. Em 2013, no começo do ano, eram 65%.

Outro item apontado pela pesquisa foi o ar-condicionado. Naturalmente, devido à onda de calor intenso que passou também pelo Grande ABC entre o quarto trimestre de 2013 e o primeiro de 2014, o aparelho teve um impulso na demanda. Porém, seu alto custo, a concorrência direta com os ventiladores e climatizadores com preços menores e o encarecimento da conta de luz no fim do mês são freios para as vendas. Mesmo assim, o morador da região correu atrás das lojas para adquirir um.

De um ano ao outro, o percentual de famílias nas sete cidades que mantinham um ar- condicionado em casa passou de 3,4% para 5,3%. Se, hipoteticamente, esse percentual estiver aplicado sobre a estimativa da população do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais recente, cerca de 51 mil pessoas entraram na lista daqueles que assistem televisão na sala gelada ou dormem no quarto resfriado em menos de 26ºC. Isso porque o número de moradores que tinham o privilégio de contar com o aparelho saltou de 91 mil para 142 mil.

“O que é possível notar é que o consumo existia mesmo em ambiente de crise”, observou o gestor do Inpes, Leandro Prearo. “As pessoas continuaram comprando, já que a crise ainda não tinha alcançado a ponta final, que é o consumo.” Ele acrescentou que naquela época o emprego, que na teoria sustenta o consumo, não acompanhava a turbulência.

O coordenador do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, Sandro Maskio, lembra que o crédito, até fevereiro de 2014, ainda estava em aceleração na região, com base no boletim da instituição EconomiABC.

Ele entende que a crise cambial da Argentina, iniciada em janeiro, começou a impactar o Grande ABC no fim do primeiro trimestre, prejudicando as exportações de caminhões, afetando o segmento de veículos como um todo e gerando todas as medidas das montadoras para conter custos. “O resultado para fevereiro de 2015 provavelmente mudará, com tendência para estabilidade.”

Prearo observou que o comportamento de mudança dos telefones fixos pelos móveis é nítida, principalmente impulsionados pelas reduções de tarifas das operadoras. Segundo pesquisa, o percentual de famílias com fixos baixou de 78,6% para 76,3%, enquanto o registro em relação aos celulares passou de 92,9% para 97%.

Outro ponto em destaque na pesquisa é a estabilidade em relação à posse de computadores. “É mais relacionado ao envelhecimento da região”, observa Prearo, destacando que as famílias idosas ainda apresentam cerca resistência a esse tipo de tecnologia. O percentual diminuiu de 72,1% para 73,2%.

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