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A economia e a pesquisa científica


Silvia Okabayashi

04/10/2014 | 07:13


Neste texto será discutida a visão de um filósofo brasileiro, Álvaro Vieira Pinto, acerca da distância entre as condições socioeconômicas, a partir de um contexto histórico, e as pesquisas científicas. O autor em questão deixa muito claro a necessidade de os cientistas estarem próximos da realidade da sociedade em que se insere.

Em sua avaliação, o cientista precisa compreender o processo histórico social para entender por quê certas regiões ou países adquirem preponderância econômica e cultural, enquanto outras têm muita dificuldade em se desenvolver.

As nações deveriam corrigir a incapacidade de produção econômica para o mercado interno, para ser possível a consciência política capaz de lutar contra os países que exploram. A exploração econômica, além de sustentar a desigualdade, promove a alienação cultural, o que impede o conhecimento das condições da sociedade em que o pesquisador está inserido.

O maior inimigo das forças do trabalho está no conceito de totalidade que, primeiro, dá a noção exata da relação da sua sociedade com as demais, em especial, com as desenvolvidas, que as utilizam e alienam e, segundo, faz compreender as relações do seu trabalho individual, com o trabalho geral que se pratica na comunidade de que se faz parte.

Em economias subdesenvolvidas, que possuem diferentes graus de subdesenvolvimento, a ciência e a tecnologia devem ser propulsoras para a elevação das condições socioeconômicas.

Embora o tipo de trabalho científico mais conveniente para os países subdesenvolvidos seja aquele que concentra esforços para incrementar o setor tecnológico, de modo a atender os setores vitais de uma sociedade, muitas vezes os ambientes de pesquisas são construídos de forma descolada da realidade do seu povo.

Os cientistas e os políticos devem se unir no sentido de propor plano de transformação global das estruturas sociais existentes. Os cientistas devem possuir espírito crítico e capacidade para compreender que sua atuação nessas tarefas sociais é altamente meritória, já que auxilia na transposição de um momento histórico, pelo qual o país tem necessariamente que passar, até chegar em momentos em que se tornem viáveis e predominantes os empreendimentos científicos grandiosos.

Todo o trabalho científico está atrelado à atividade econômica do país. Porém, o cientista precisa estar consciente que deve compreender os fatos e os processos econômicos em que está envolvido para julgá-los, dominá-los e ter respeito deles uma atitude racional. 



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A economia e a pesquisa científica

Silvia Okabayashi

04/10/2014 | 07:13


Neste texto será discutida a visão de um filósofo brasileiro, Álvaro Vieira Pinto, acerca da distância entre as condições socioeconômicas, a partir de um contexto histórico, e as pesquisas científicas. O autor em questão deixa muito claro a necessidade de os cientistas estarem próximos da realidade da sociedade em que se insere.

Em sua avaliação, o cientista precisa compreender o processo histórico social para entender por quê certas regiões ou países adquirem preponderância econômica e cultural, enquanto outras têm muita dificuldade em se desenvolver.

As nações deveriam corrigir a incapacidade de produção econômica para o mercado interno, para ser possível a consciência política capaz de lutar contra os países que exploram. A exploração econômica, além de sustentar a desigualdade, promove a alienação cultural, o que impede o conhecimento das condições da sociedade em que o pesquisador está inserido.

O maior inimigo das forças do trabalho está no conceito de totalidade que, primeiro, dá a noção exata da relação da sua sociedade com as demais, em especial, com as desenvolvidas, que as utilizam e alienam e, segundo, faz compreender as relações do seu trabalho individual, com o trabalho geral que se pratica na comunidade de que se faz parte.

Em economias subdesenvolvidas, que possuem diferentes graus de subdesenvolvimento, a ciência e a tecnologia devem ser propulsoras para a elevação das condições socioeconômicas.

Embora o tipo de trabalho científico mais conveniente para os países subdesenvolvidos seja aquele que concentra esforços para incrementar o setor tecnológico, de modo a atender os setores vitais de uma sociedade, muitas vezes os ambientes de pesquisas são construídos de forma descolada da realidade do seu povo.

Os cientistas e os políticos devem se unir no sentido de propor plano de transformação global das estruturas sociais existentes. Os cientistas devem possuir espírito crítico e capacidade para compreender que sua atuação nessas tarefas sociais é altamente meritória, já que auxilia na transposição de um momento histórico, pelo qual o país tem necessariamente que passar, até chegar em momentos em que se tornem viáveis e predominantes os empreendimentos científicos grandiosos.

Todo o trabalho científico está atrelado à atividade econômica do país. Porém, o cientista precisa estar consciente que deve compreender os fatos e os processos econômicos em que está envolvido para julgá-los, dominá-los e ter respeito deles uma atitude racional. 

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