Política

TRE cassa mandato do vereador Batoré




O TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) acatou recurso do PP de Mauá e cassou o mandato do vereador Ivann Gomes, o Batoré, por infidelidade partidária. O parlamentar migrou para o PRB ano passado, alegando perseguição política.

Com isso, o primeiro suplente do PP, Adelto Damasceno Gomes, o Cachorrão, assumirá o assento no Legislativo. Primeira suplente da coligação pela sigla em 2012 (PP-PMDB-DEM), a peemedebista Wanessa Bonfim entrou com recurso reivindicando o posto, mas foi rejeitado pela Corte.

A decisão foi comemorada pelo presidente do diretório progressista local, Ronaldo da Comport. “Estávamos confiantes em um resultado positivo”, disse o dirigente partidário.
Funcionário concursado do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Cachorrão aguarda ser convocado para assumir a cadeira. “Pretendo estudar o regimento interno da Casa”, disse, afiançando que vai se licenciar da autarquia.

Assim que a Câmara for notificada sobre a decisão judicial, o partido será avisado, iniciando o encaminhamento para Cachorrão assumir o posto.

Batoré declarou que vai recorrer da decisão ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Para ele, o resultado do julgamento não foi surpresa. “Não me surpreendeu porque eu sou hoje um dos maiores desafetos do PT na cidade. Com muito orgulho”, disse o republicano, ao mencionar possível influência da sigla do prefeito Donisete Braga no resultado do julgamento.

Ele relatou que foi perseguido duas vezes pela ex-sigla, ao ser pressionado a ingressar na base governista e quando foi destituído da direção.

Em Ribeirão Pires, Anderson conseguiu reverter caso semelhante

Cassado por trocar de partido, Batoré está confiante em reverter a situação em Brasília. O caso dele é semelhante ao do vereador de Ribeirão Pires Anderson Benevides, que responde a processo por infidelidade partidária por trocar o PMN pelo PSC.

Após perder o mandato em abril, Anderson conseguiu em maio emplacar recurso no TRE-SP para responder ao processo exercendo a vereança, enquanto aguarda a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso.

A direção estadual do PMN entrou com recurso para reverter a situação, mas o pedido foi rejeitado.

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