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Segunda-Feira, 20 de Maio de 2024

Saúde de Família & Cidadania
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Saúde de Família & Comunidade
Saúde sustentável: a meta
Zeliete Zambon
15/04/2024 | 07:01
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Gilmar


Saúde - alguém pode conceituar e eu concordaria - passa por ter à mesa uma alimentação adequada, assim como acesso à educação, às atividades físicas, à cultura e lazer, morar em instalações adequadas e por aí seguimos.

São condicionantes da dignidade humana, base do bem-estar coletivo. Saúde, pois, é viver bem, com qualidade e perspectivas.

Segundo definiu a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1946, saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas como a ausência de doença ou enfermidade.

Hoje, o desafio de equipe multidisciplinares - médicas e médicos de medicina de família e comunidade inclusos - é trabalhar a saúde com olhar infinitamente abrangente, perseguindo um cuidado sustentável alicerçado em desenvolvimento humano e preservação ambiental. 

A consolidação de comunidades saudáveie de fato percorre a interconexão entre bem-estar físico, mental, social e ambiental. Políticas públicas transversais visando à integração de serviços da rede pública adaptados às necessidades locais devem ser o fio condutor em promoção de saúde preventiva, programas de vacinação, serviços de saúde mental, e cuidados de saúde reprodutiva acessíveis.

Saúde sustentável, portanto, requer o resgate e manutenção de um meio ambiente saudável. Neste vértice, há necessidade de gerenciamento eficiente dos resíduos, controle da poluição, fornecimento de água limpa, e espaços verdes acessíveis que promovem estilos de vida saudáveis e atividades físicas.

Planejamento Urbano e Habitação, da mesma maneira que Educação, são outras prioridades para o binômio saúde-sustentabilidade. A educação para a saúde, especificamente, é um aspecto sensível, para a conscientização sobre nutrição, higiene, e práticas saudáveis. 

Não podemos esquecer, por revelante, a urgência da criação de planos de infraestruturas responder eficientemente a emergências. É crucial para proteger a população, especialmente os mais vulneráveis, durante crises e catastrófes clímáticas, por exemplo. 

Enfim, vida, tudo que a engobla e saúde para toda a gente. Esta é a meta. 

Afinal, como pontuou o poeta em dia de felicidade plena e sabedoria a pino, “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”.  

Zeliete Zambon, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade 




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