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Segunda-Feira, 20 de Maio de 2024

Saúde de Família & Cidadania
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Saúde de Família & Comunidade
Médicos pelo ar limpo
Zeliete Zambon
04/03/2024 | 07:57
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Gilmar


Doenças associadas à poluição do ar têm reflexo devastador na saúde humana em todo o planeta. No Brasil - somos um mau exemplo -, a situação é crítica preocupando toda a comunidade médica, além de instituiçoes de defesa do meio ambiente.


Estudo sobre a qualidade do ar com chancela da World Resources Institude (WRI), realizado por 14 pesquisadores de nosso país em 2021, registra que aqui a poluição atmosférica mata mais de 50 mil pessoas por ano. As doenças associadas também elevam o número de internações hospitalares, onerando o sistema público de saúde que já padece com insuficiência de recursos.


Sim, como já é de domínio público, estamos diante de uma urgência ambiental e climática que requer coragem e atitude no enfrentamento.


A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade já entrou em campo para estimular a discussão e a tomada de decisões responsáveis. Fazemos parte do movimento Médicos pelo ar limpo que congrega outras tantas entidades de credibilidade e prestígio, como a Associação Médica Brasileira (AMB), Federação dos Hospitais, Clínicas, Casas de Saúde, Laboratórios de Pesquisas e Análises Clínicas e Demais Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Estado de São Paulo (FEHOESP), Academia Brasileira de Neurologia, entre outras.
Neste momento, travamos discussões ao lado do Ministério Público, de representantes do setor privado e do governo, e outros membros da sociedade quanto à revisão da Resolução n° 491/2018 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).


Temos uma legislação de parâmetros permissivos, que, como agravante, não estabelece prazos para implementar metas gradativas de adequação às mais recentes Diretrizes de Qualidade do Ar da Organização Mundial de Saúde (OMS).


Por outro lado, a base de evidências sobre os prejuízos da poluição é vasta, mostrando danos significativos causados até mesmo por baixos níveis de exposição. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) relata que “o material particulado, especialmente o PM2,5, é capaz de penetrar profundamente nos pulmões e entrar na corrente sanguínea, causando impactos cardiovasculares, cerebrovasculares (AVC) e respiratórios. Já o dióxido de nitrogênio (NO2) está associado a doenças respiratórias, principalmente asma, levando a sintomas respiratórios (como tosse, chiado ou dificuldade para respirar), internações hospitalares e busca por serviços de emergência.”

O combate à crise climática e à poluição do ar é dever de todos nós, assim como a defesa saúde humana. Estes são compromissos da SBMFC e do Médicos pelo ar limpo. Estamos e seguiremos na luta. Afinal, é luta de todos nós. Queremos ter planeta amanhã, um planeta saudável.
 




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