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Segunda-Feira, 20 de Maio de 2024

Cotidiano
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Chilique demedido
Rodolfo de Souza
29/02/2024 | 09:21
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Fernandes


Muita polêmica se criou em torno da fala do presidente, que teria ofendido o chefe de estado de outro país. Um meio de que se valeu fartamente a oposição e boa parte da mídia para hostilizar aquele que essa gente não engole, mesmo diante dos números que não mentem e apontam crescimento econômico e social aqui nesta imensa pátria de meu Deus.

Não obstante a um exacerbado desfiar de críticas, a retórica mundial parece não ter seguido na mesma linha. Ao contrário, até se posicionou em favor do presidente daqui que, aliás, permanece no ponto mais alto do pódio quando o assunto é diplomacia e liderança. De qualquer forma, suas palavras, pronunciadas lá no país africano, fez engordar o sentimento de uma oposição que, por ser vazia de argumentos, abocanhou a oportunidade como se fosse o último pedaço que lhe coube de um pão mofado, faminto que se encontrava. E então, com a barriga forrada de pão bolorento e ainda estimulado pela mídia pérfida, fez muito barulho, pedindo a saída do chefe da nação, como se impeachment de um presidente fosse recurso utilizado quando o tédio bate e não há mais nada para se fazer numa tarde de domingo.

Que uma ou outra crítica se ouça de vozes contrárias à ideia é muito natural. O problema se dá quando o exagero nos comentários, tanto na ênfase quanto na quantidade, denota certo furor no tocante ao assunto. Quando fica clara a intenção da maioria que vê ali a oportunidade que esperava para achincalhar o chefe do executivo, transformando a fala do homem em algo abominável, digno mesmo de muita reprimenda. 

Enfadonho, pois, foi ver a quantidade de bocas palrando notas de repúdio como se o mundo e o nosso mundo não vivessem situações mais graves do que o chilique daquele premiê e das pessoas daqui que denotaram revolta ainda maior. Destaque para o circo armado para defender o indefensável. 

E o esforço para promover o menosprezo ao presidente deste país ficou mesmo evidente no momento em que, uma vez esgotado o assunto, comentaristas ainda cuspiam em seus microfones, extasiados que estavam com a deixa para criticá-lo.

Não compreendo, pois, o ser humano que torce para o fracasso do seu governo estando ele no mesmo barco, ciente de que se este naufragar, afundará com ele.

Mas endinheirados nunca naufragam – dirá o atento leitor. Todavia, uma nação se faz de gente que sobrevive com o suor da cara, não de quem vive de renda. São poucos os que gozam de tal privilégio, afinal.

O que fazer então quando não se tolera um presidente e seu partido, porque estão voltados para causas sociais? Porque seu projeto de crescimento do país envolve diretamente o povo? São questões que tiram o sono, tendo em vista a insensatez que paira nas mentes pouco ou nada esclarecidas, que odeiam simplesmente porque foram levadas a odiar.

Diga-se de passagem, faço uso destas palavras, ciente de que não se ofenderão, já que seu olhar não tem alcance suficiente para entendê-las ou sequer para buscá-las.

Rodolfo de Souza nasceu e mora em Santo André. 

É professor e autor do blog cafeecronicas.com




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