Política

Brasil, falta de água e apagão




Os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que respondem com 70% da geração de eletricidade do País, atingem o menor nível desde o ano do maior racionamento. Nesse mesmo período, em 2001, o volume de água nas represas era de 21,8% e, na última quarta-feira, estava em 18,2%, com a previsão de descer a 10% em novembro. Isso coloca a comunidade e o mercado em alerta porque todos conhecem os problemas de um apagão. Suspende a atividade econômica e produtiva, a população fica em desconforto, e periclita a segurança pública, potencializando furtos e outros atos antissociais.

Somos cada dia mais dependentes da eletricidade. Incorporamos a nossas vidas pessoais, profissionais e ao ambiente, novos equipamentos que tornam mais fáceis as atividades e a produção, mas em contrapartida consomem eletricidade e, quando param, levam ao caos. Houve uma época em que os técnicos do setor elétrico festejavam a estagnação econômica porque – segundo pontuavam – se não tivesse parado o desenvolvimento econômico, logo não teríamos energia para suprir a demanda. Todo o setor se esmerou e realizou políticas de conservação energética. Lâmpadas incandescentes, de alto consumo, foram substituídas pelas flourescentes, de mercúrio, sódio e, mais recentemente, as de LED, mais eficientes e menos consumidoras.

Diferentemente de 20 anos atrás,quando tivemos o maior apagão da história do Brasil, temos hoje mais fontes alternativas, sendo a principal as usinas termoelétricas, que são acionadas quando há a escassez de água nas hidrelétricas. A desvantagem é que esse tipo de energia custa mais caro e impacta na conta do consumidor. 

Apesar do investimento que se faz no setor há pelo menos 130 anos – a primeira usina hidrelétrica é de 1889 –, o Brasil tem dificuldades para avançar. O setor foi inicialmente explorado pela iniciativa privada, depois estatizado e agora o governo luta para privatizar a Eletrobrás. A energia de origem hidrelétrica responde com 63,8% da geração brasileira, seguida de 9,3% de eólica (do vento), 8,9% de biomassa e biogás e 1,4% solar. O setor carece de investimentos, principalmente para podermos aproveitar as novas fontes energéticas desenvolvidas (hélices geradoras e placas solares). 

Outro detalhe é que a água tem uma quantidade definida e ainda sofre a escassez causada pelas estiagens. Os ventos e o sol são menos susceptíveis a essas variações. Outro detalhe a se considerar é que a água também se presta ao consumo humano e animal, agricultura e outros fins e, quando falta, traz dificuldade à população. É por isso que precisamos, com a maior brevidade, aumentar os investimentos nas fontes alternativas de eletricidade.

Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Aspomil (Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo).

Palavra do leitor

Auricchio e o interino

Já há várias semanas tenho notado que este valoroso e independente Diário, vem publicando notícias que complicam a situação do prefeito interino de São Caetano, Tite Campanella, por irregularidades administrativas. A mais recente, que foi destaque de primeira página, diz que “TCE alerta o governo Tite sobre gastos reduzidos na Educação” (Política, dia 19). Considero as atitudes do governante uma forma de macular a boa imagem do município, que é tido como a Suíça brasileira, pelo seu alto padrão de vida. Mas, a meu ver, entendo também isso ter outro culpado: O TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por retardar o julgamento do processo de anulação ou não, das eleições do ano passado em que o vencedor foi o prefeito anterior José Auricchio Júnior. Um processo desses, a meu ver, deveria merecer mais agilidade dos ministros da Suprema Corte Eleitoral e não ficar mais de um ano rodando prateleiras ou gavetas do tribunal julgador. Até porque, chega a ser imoral permitir que uma prefeitura tão importante como a de São Caetano seja gerida por uma pessoa suspeita de cometer atos ilícitos. Até quando a população vai ficar esperando se haverá ou não novas eleições?

Arlindo Ligeirinho Ribeiro
Diadema

Pior prefeito

Se continuar administrando dessa forma, o prefeito provisório de São Caetano, Tite Campanella, será considerado o pior dessa cidade, tirando sua fama de uma das melhores do Brasil e do primeiro mundo. Conforme manchete de primeira página do Diário desta segunda-feira: “Governo Tite age na contramão do TCE e diminui a oferta de ensino para jovens e adultos” (matéria da página 3 de Política). Já no Editorial intitulado “Desmonte na Educação”, ilustrado com quadro negro e a informação ‘EJA ERA’, de autoria do ilustrador Seri. Esse artigo inicia com a informação que “A população de São Caetano deve estar a se perguntar qual seria o objetivo que leva o prefeito interino Tite Campanella (Cidadania) a adotar medidas que estão atingindo de morte os pilares que ajudaram a fazer da cidade uma das melhores do País, em indicadores de qualidade de vida”. O Editorial encerra falando da decepção que teria Paulo Freire: “Se vivo fosse, o patrono da educação iria completar 100 anos ontem. Bela homenagem, Tite Campanella”.

Hildebrando Pafundi
Santo André

Retrocesso

Que retrocesso, o município de São Caetano diminuir a oferta de ensino para jovens e adultos. Saudações retrocedidas.

João Paulo de Oliveira
Diadema

A pizza na calçada

Comer pizza na calçada por não ter atestado de vacina contra Covid e impedido de entrar em restaurantes em Nova York não é simplicidade. Longe disso. É burrice, é ignorância, é complexo de vira-lata. É necessidade de se diferenciar por não ter nada do que se orgulhar de si próprio. Mas, assim mesmo, carrega consigo um cordão de bajuladores, todos sorridentes para esconder a vergonha ou a falta dela! Típico de gente sem classe que disfarça o mal-estar e o desconforto por estar em meio a outros governantes e seus assessores, sabendo que não serão considerados como iguais. Afinal, Bolsonaro é um pária que finge orgulhar-se disso. Mas o que sente mesmo é uma sensação de inferioridade enorme de não conseguir ser colocado na mesma prateleira dos demais governantes das 20 maiores economias do mundo. Vergonha para ele? Não! Vergonha para nós! Quem sabe em 2023 tenhamos a oportunidade de ter um governante à altura da grandeza e importância do nosso País. 

Eliana França Leme
Campinas (SP)

Ponto negativo

O único integrante do grupo dos 20 que participa da abertura dos trabalhos da ONU que alega não ter sido vacinado é o atual presidente do Brasil. É mais um ponto negativo para o nosso conceito em nível internacional. Um fato lamentável.

Uriel Villas Boas
Santos (SP)

Piso do professor

A OCDE (Organização para Cooperação do Deselvolvimento Econômico) diz que o piso salarial do professor brasileiros é o mais baixo entre 40 países. Se na bastasse isso, o que eles diriam se soubessem que aposentados de São Paulo estão tendo descontos (ilegais) nas suas aposentadorias?

Tania Tavares
Capital

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