VIVIA JANDO

O sobe e desce dos destinos turísticos




Notoriamente mudanças ocorreram e ocorrerão pela crise covidal. Muitas atitudes e hábitos voltarão à normalidade, porém parte desta mudança está tatuada e absorvida em nossa rotina.

Não pensem que só ruínas e escombros serão deixados. Alguns destinos turísticos foram beneficiados pelas mudanças, outros terão de se readaptar e alguns mudar completamente seu modus operandi.

No topo da pirâmide turística estão os destinos de montanhas, resorts e praias exclusivas. Já na base estão os destinos com festas, compras e grandes eventos fechados, entre eles os navios e parques temáticos.

Os parques temáticos já estão parcialmente abertos e apresentam outubro como retomada total. Os navios anunciam o fim de novembro para iniciar suas operações em terra brasilis, porém ainda dependem de autorização expressa das autoridades sanitárias e seguem em stand-by.

Lamentavelmente grande parte da indústria marítima afundou na crise e transformou seus navios em sucatas (vide empresa Pullmantur) – esta era a companhia que mais atendia turistas brasileiros em sua primeira viagem a bordo. Verdade seja dita, eram considerados equipamentos de segunda linha naval e estava sucateada mesmo antes da crise. A força do balanço pandêmico deu um pequeno empurrão e encerraram as atividades definitivamente. Olhando pelo prisma de qualidade, foi um favor ao turismo nacional. O que está sendo comercializado (até o momento) para embarcar a temporada de verão 2021/2022 vem de empresas como a Costa e a MSC.

Os maiores dramas de ambos os segmentos são as quantidades de remarcações, o respeito às novas regras sanitárias e a manutenção do padrão de excelência no atendimento e serviços estando com os caixas no vermelho.

Todavia, o maior ponto de atenção será a manutenção. Os navios e parques temáticos requerem investimentos altíssimos de manutenção, e estes foram pagos com o dinheiro recebido previamente dos turistas e já gasto pelas empresas. Será que lograrão sucesso?

A segurança também será fator de atenção, pois tanto os navios como as atrações dos parques ficam naturalmente expostos ao relento e, passados mais de 18 meses, devem ser pontos de mega-atenção de todos os clientes.

Eu, especialmente, amo parques e navios, porém só me arriscarei em 2023.

*Rodermil Pizzo tem 36 anos de atividades no turismo. É jornalista, empresário, professor universitário e mestre em hospitalidade. Esta coluna é atualizada todas as terças-feiras. E-mail: rodermil@dgabc.com.br 

Comentários


Veja Também



Voltar