Palavra do Leitor

Palavra do leitor




nfelizmente, há pouco tempo, o fato de um jovem de 16 anos publicar um vídeo em uma rede social foi suficiente para a avalanche de comentários negativos, violentos e homofóbicos. Com a velocidade fora do comum com que informações circulam e viralizam, em instantes, uma vida se vai. Nos últimos anos, o consumo on-line vem aumentando de forma exponencial e com isso temos visto um aumento também no bullying virtual, mais conhecido como cyberbullying.

De acordo com a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), uma a cada 30 crianças e adolescentes em 30 países já foi sua vítima e as redes sociais foram o espaço virtual com mais casos de violência. Pensando nesse excesso de vulnerabilidade que encontramos hoje, o que pode ser feito para minimizar esse tipo de situação?

Os adolescentes são impulsivos por natureza, logo o cuidado precisa ser mais presente. Fique de olho no que é consumido por eles, tente entender o que eles estão acessando, mantenha o diálogo aberto dentro de casa para debater assuntos atuais e esteja atento a mudanças comportamentais. Os adolescentes e também as crianças costumam mudar seus comportamentos quando passam por situações difíceis de serem enfrentadas.

Então, se seu filho sempre foi extrovertido e do nada fica mais introspectivo ou violento, preste atenção! Pode ser que algo esteja acontecendo e ele não saiba como falar ou pedir ajuda. Por isso, a comunicação dentro de casa é fundamental. Se, mesmo com o diálogo mais próximo, seu filho ainda estiver diferente, vale a pena buscar ajuda profissional. O psicólogo e o psiquiatra podem ser bons aliados neste momento.

No atendimento psicológico, o jovem poderá se abrir, expor o que está acontecendo com ele e, a partir disso, pode-se montar estratégias em seu cotidiano. A participação da família é um fator muito importante para implementar algumas das estratégias.

Sabemos que os jovens buscam fazer parte de grupos e serem aceitos, mas será que é preciso estar em situações de extrema exposição para passar a ser alguém em qualquer grupo grupo? Com tantos debates sobre direitos e aceitações, vale a pena levar para a roda de conversa familiar esses excessos de exposições on-line e buscar equilíbrio na vida desses jovens. Afinal, a vida, de verdade, acontece no off-line.

Marihá Lopes é psicóloga clínica, especialista em terapia cognitiva comportamental e doutora em psicologia social. 

PALAVRA DO LEITOR

Corrupção

 É gravíssimo o caos ao qual chegamos no Brasil. Respeito às leis e aos cidadãos não existe e é possível atribuí-lo às autoridades que nos representam. Legislativo, Executivo e Judiciário têm a responsabilidade pela situação atual de desrespeito à coisa pública. Não adianta fazermos de conta que temos democracia no Brasil, pois falta respeito a tudo. Nosso País, assim como vai, não terá futuro algum. A quem interessa esse caos? Aos políticos corruptos e incompetentes de todos os níveis, “disfarçados de homens públicos”. Será que o mar de corrupção reinante no Brasil, há mais de 20 anos, vai ser extirpado com os depoimentos dos laranjas dos corruptos acusados pela CPI da Pandemia de surrupiar bilhões de reais da saúde pública? Jamais! Pois os laranjas têm receios de indicar os nomes dos mentores que comandam o vergonhoso esquema desbragado de corrupção no Brasil, protegidos pelo famigerado corporativismo. Enfim, os ladravazes só pensam em se perpetuar no poder a qualquer custo e, dessa forma, as pessoas se sentem obrigadas a continuar alimentando esse cruel estilo sujo e mesquinho de fazer política. Triste Brasil!

Francisco Emídio Carneiro

São Bernardo

Cala boca 

 O cala boca que estão nos dando com bloqueio das redes sociais agora chegou ao futebol. Após ser denunciado ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), por chamar o futebol nacional de várzea, o jogador Gabriel Barbosa está sendo ameaçado de punição (Esportes, dia 10). Não bastasse o STF (Supremo Tribunal Federal), agora também o STJD. Nunca se esqueçam de que no dia que calarem a direita, que são pessoas normais que trabalham, têm sua liberdade de ir e vir, frequentam suas igrejas etc., este mesmo sistema chegará também aos ditos de esquerda. Vão calar a todos!

Ailton Lima

São Bernardo

O Brasil tem jeito? 

 Está difícil entender o que interessa ao Brasil. Michel Temer ajudou o presidente, mas surtiu efeito? (Política, dia 10) Sim, pois o dólar caiu e a bolsa subiu. Boa resposta para a economia. Mas é preciso mais, não precisa ser PhD para saber que o presidente sozinho não consegue mudar a rede de intrigas e interesses que se instalou na política. Enquanto não tivermos homens estadistas, o que veremos é essa eterna briga que só atrasa o País. Senão, vejamos: quem está disputando o poder se interessa pela vida do povo? Essa gente que briga pelo poder sabe que se quisesse poderia mudar esse estado de coisas. Privatizar a Petrobras, os Correios e tantas outras estatais. Mas isso dá trabalho; fácil mesmo é apostar na anarquia e no caos, pois a vida desses que brigam está garantida.

Izabel Avallone

Capital

Capital no Consórcio

 Fiquei extremamente satisfeito ao ler neste Diário que a Capital finalmente terá assento no Consórcio Intermunicipal, sonho de décadas (Política, ontem). Espero que a união se reverta em frutos para o sofrido povo do Grande ABC.

Edvaldo Vassaz

Santo André

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