Política

Vereador pede impeachment de Marcelo por causa da vacinação




O vereador Sargento Simões (Podemos) protocolou pedido de impeachment do prefeito de Mauá, Marcelo Oliveira (PT), sob alegação que o petista cometeu crime de responsabilidade no processo de vacinação da população. O protocolo foi registrado no começo da tarde de ontem.

O oposicionista argumenta que a Prefeitura de Mauá, até o dia 25 de agosto, havia recebido 481.888 doses de imunizantes e aplicado 396.795, deixando em estoque 85.093 frações. Ele citou relação do site Vacina Já, do governo paulista, que indicava até aquela data que Mauá era a 615ª colocada no ranking de vacinação no Estado.

“Nesse contexto, deve-se comparar o nosso município com o de Diadema. Esse município que está sendo utilizado como base de comparação recebeu 51 mil doses a menos em razão de ter uma população de 40 mil habitantes menor, contudo está com os índices de vacinação melhores, de 70,47% aplicações de primeira dose e 27,59% de segunda dose”, comentou o vereador. Mauá, na mesma lista apresentada na denúncia, tem 62,36% de imunizados com a primeira dose e 25,37% com a segunda.

Pelo regimento interno, caberá ao presidente da casa, Zé Carlos Nova Era (PL), ler o registro na próxima sessão, marcada para terça-feira. Depois, precisará submeter ao plenário se recebe ou não a acusação de maneira formal. Se a maioria simples entender que sim – 12 dos 23 vereadores – uma comissão processante com três vereadores será formada. Caso contrário, o pedido vai para o arquivo. Como Simões, um vereador, apresentou a denúncia, ele fica impedido de votar e de compor essa comissão, se ela vier a existir.

Líder do governo na Câmara, Júnior Getúlio (PT) criticou a apresentação de cassação feita por Simões. “Não sei se é desespero de ele querer aparecer por causa da eleição do ano que vem ou se ele, de fato, quer o bem da cidade como ele costuma dizer. Tivemos uma cidade com muitos problemas, prefeito preso e solto, com impeachment, algo que não fez bem para ninguém. A cidade ficou parada. A gente paga preço caro por isso”, discorreu o petista, lembrando de toda celeuma jurídica envolvendo o ex-prefeito Atila Jacomussi (SD), que foi preso duas vezes, cassado uma e que reverteu juridicamente os reveses entre 2018 e 2020.

Júnior Getúlio ainda considerou que as doses enviadas a Mauá têm como base as campanhas de vacinação da H1N1, no governo Atila, e que não é apenas em Mauá que começa haver falta de imunizantes. “Em São Paulo há ausência de Astrazeneca. Em Mauá, essa vacina também tem estoque baixo. Como podemos ampliar se temos em falta essas doses? O vereador coloca um impeachment infundado, com pouca informação, que só demonstra o modo como ele tem agido, de críticas sem nenhuma profundidade ou baseado em informações concretas para agir contra a Prefeitura.”

Sobre o fato de a casa acolher ou não o pedido, o líder do governo acredita que o pleito do oposicionista será rejeitado pelo plenário. “A casa foi eleita para dar mudança e mudar a vida do cidadão mauaense. Há seriedade dos vereadores, ninguém está para brincadeira. Para construir cidade nova, é preciso segurança. Os vereadores estão para fazer o bem da cidade. Vão rejeitar o pedido de impeachment. Vamos mostrar que é uma casa séria e quer o melhor.”

Nova Era disse que tomou “conhecimento que o vereador apresentou o pedido de impeachment e a minha função é seguir o regimento interno, que determina a leitura da solicitação na próxima sessão ordinária”. “Cabe ao plenário decidir se haverá abertura de processo ou não. Vamos fazer tudo seguindo os princípios da lei e da transparência”, assegurou. 

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